Balanço e Fúria
Rodrigo Corrêa
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O podcast "Balanço e Fúria" explora as conexões entre música e política, analisando como essas duas áreas se influenciam mutuamente. Apresentado por Rodrigo Corrêa, o programa oferece interpretações e reflexões sobre o papel da música no contexto político. Cada episódio aborda temas que cruzam expressões artísticas com questões sociais e históricas. É uma escuta essencial para quem busca entender a relação entre cultura e poder.
Епизоди
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Cyberpunk do subúrbio – Cristiano Onofre como testemunha do apocalipse 09.07.2026 1ч 14минCristiano Onofre (AKA Fora de Compasso, AKA Crizin da Z.O.) é um artista que traz em suas obras a síntese do colapso, o testemunho da lixificação e a relação com a fragmentação da linguagem, mobilizando de forma singular aquilo que hoje pode ser chamado de pós-ironia.Nesta conversa, remontamos sua trajetória, marcada pelo punk, pelo autodidatismo nas artes visuais e pela relação com a cultura digital, elementos que atravessam tanto seu trabalho como artista visual quanto o projeto Crizin da Z.O. A partir desse percurso, especulamos formas de fazer e narrar uma realidade cyberpunk do terceiro mundo. -
O estado da arte do funk carioca, com Taísa Machado 11.06.2026 1ч 4минDurante a última década, pudemos acompanhar a ampliação do ecossistema artístico que compõe o funk, reverberando o que está presente na dimensão musical e na cultura de baile para outros campos, como a pintura, a fotografia, o cinema, a instalação e a performance.Imaginar que essas produções possam encontrar espaço em ambientes institucionais, receber outras chancelas e alcançar novos públicos pode dar a impressão de que estejam relativamente protegidas das violências que acontecem nas ruas. Mas isso não é necessariamente verdade.Nas últimas semanas, vimos a repercussão da censura à exposição “Funk: Um grito de ousadia e liberdade”, no Museu da Língua Portuguesa, encerrada antecipadamente em 31 de maio, e como ações desse tipo transformam os debates sobre arte, mais uma vez, em conversas sobre violência.Diante dessa velha realidade que é a perseguição ao funk, nesta conversa com Taísa Machado, uma das curadoras da exposição, tentamos mapear a diversidade dessa atuação funkeira que insiste em subverter espaços, que não abre mão da contradição em nome da assimilação e que, a cada dia, refina ainda mais suas propostas estéticas em diversas frentes.Na capa do episódio, arte de Bruno Lyfe -
Sound System guerrilha – cartografias, práticas e vibrações, com Dani Pimenta e Natan Nascimento 14.05.2026 1ч 27минA relevância de uma cultura pode ser constatada não apenas por sua capacidade de mobilizar público e alcançar visibilidade, mas também pelas diversas iniciativas que surgem daqueles que constroem essa comunidade, articulando outras frentes, que, no caso desta conversa, se dedicam à preservação da memória e à criação de um arquivo voltado ao mapeamento da diversidade territorial e formal dos Sound Systems no Brasil.Em tempos de vulnerabilidade dos registros e de sequestro de dados, o Mapa Sound System Brasil, encabeçado por Dani Pimenta e Natan Nascimento, realiza um importante trabalho de cartografar iniciativas Brasil afora e tornar visível a expansão dessa cultura.Nesta conversa, a festa é fundamental, mas a pesquisa e a prática são o mote para pensar território, engenharias e vibrações. -
Da fábrica de bico à fábrica de Marighella – pesquisas e tecnologias entre funk, trap e grime, com Fleezus 28.04.2026 55минA música Fábrica de Bico, do MC Zói de Gato, pode ser considerada um dos marcos em termos de consumo de música pela internet no Brasil. O registro mais antigo no YouTube é de 16 anos atrás, e o vídeo mais acessado tem cerca de 13 milhões de visualizações. Mas a música é mais antiga que isso, e seu impacto foi maior.Muito provavelmente, essa é uma impressão localizada, especialmente para quem cresceu no estado de São Paulo no começo dos anos 2000 e estudou em escola pública. Ainda assim, a combinação de MC Zói de Gato, MC Bill e Bolinho com “Buffalo Bill” e “Bonde da Juju”, do Backdi e Bio G3, remonta a uma paisagem que pode ser enriquecida por três elementos: o celular Motorola V3, a Escola da Família e as lan houses.Por um lado, esses sons foram virais. Jovens periféricos, independentemente do gênero musical que preferiam, não escapavam de refrões que se tornavam clássicos quase instantaneamente. Por outro, vemos ali um modo de produção, da música aos clipes, que não só antecipou, mas pautou produções futuras, como as do Kondzilla, e contaminou, de um jeito ou de outro, linguagens mais recentes, como o trap e o grime.Pegando o bonde dessa história a partir de Zói de Gato, conversamos com Fleezus sobre o que marca o gosto e as pesquisas dessa geração paulistana no começo dos anos 2000 e como isso representa um fio que liga outras estéticas e discursos. -
Quantos latinos um gringo aguenta? com Claudia Manzo 06.04.2026 1ч 2мин2026 começou marcado por uma série de acontecimentos que colocaram a América Latina no centro de disputas culturais e políticas. Do sequestro de Maduro, passando pela apresentação de Bad Bunny no Super Bowl, até o estrangulamento ainda mais violento dos Estados Unidos em relação a Cuba, vemos como cada um desses momentos produz impactos distintos no público. A euforia, o engajamento, ou a ausência deles, oferecem pistas para pensar aquilo que chamamos de “latinidade”: qual nos querem vender e qual estamos dispostos a comprar.Sabemos que, na velocidade dos acontecimentos, tomar os fatos mencionados acima como baliza para a conversa, já os coloca, em alguma medida, como ultrapassados. Mesmo assim, independentemente do timing ou do hype, é possível identificar uma tendência: a emergência de uma era “latin-core” no norte global, impulsionada tanto pelo esgotamento das linguagens estadunidenses e europeias quanto pela crescente circulação de produções latino-americanas. Nesse contexto, a tensão entre a latinidade como produto e a realidade histórica das produções que há muito tempo existem por aqui tende a se intensificar.Diante disso, junto de Claudia Manzo, recuperamos parte da história de uma produção musical que se coloca de forma radical, latino-americana e anti-imperialista, das experiências atravessadas pelas ditaduras, como a nueva canción, nueva trova e afins, até os desdobramentos que chegam às produções mais recentes, como o reggaeton, a cumbia e o funk. -
Breves notas sobre o privilégio (ou a falta dele), com Lê Almeida 26.02.2026 59минSonic youths de quebrada, Pavements da baixada, Guided by voices do subúrbio, Built to spills do interior… o começo dos anos 2000 no Brasil foi prolífico no que diz respeito à criação de uma cena daquilo que podemos chamar de "indie”, que nos anos 90 chamariam de “guitar”, mas com um frescor de descentralização ainda maior.A razão de isso ter acontecido talvez esteja diretamente relacionada à forma incipiente como a internet se colocava naquele momento e à sensação de que você recebia um fluxo de informação na medida certa, compatível com o tempo de ler, ouvir e assimilar. CD-Rs, fóruns, Soulseek, MySpace e derivados.Mas a questão prática que marca a circulação e a longevidade dessas bandas e pessoas é o traquejo desenvolvido no meio do caminho quando não se está no centro da produção dessa estética. A malícia e o desenrolo precisam ser desenvolvidos no deslocamento até o centro, pra que às vezes as coisas possam dar certo e as vezes não.Nessa conversa com Lê Almeida falamos disso, das coisas que deram certo, que não deram e que vão dar. -
Keep the faith – o northern soul e o swing das margens com Lovesteady 28.01.2026 58минDepois de uma semana inteira trancafiados por quase 10 horas diárias em uma fábrica qualquer de alguma cidade ao norte da Inglaterra, jovens entediados ansiavam pelos finais de semana e pelo encontro nos clubes que celebravam os singles mais raros de soul estadunidense dos anos 60. A camisa de botão mais bem passada, o sapato mais bem lustrado, anfetamina no bolso e acrobacias na pista de dança. Os clássicos da Motown e da Stax não eram o suficiente para eles. KEEP THE FAITH -
Uma extrema-direita pra cada um – capitalistas, militares e cidadãos comuns com Odilon Caldeira Neto 22.01.2026 1ч 29минDe 2016 para cá, já passou tempo suficiente para que deixemos de tratar a variada gama que compõe o espectro da extrema-direita mundial como uma novidade. Nesse intervalo, surgiram novas nuances, impulsionadas sobretudo pelo desenvolvimento tecnológico e pelas expressões culturais oriundas dos ambientes digitais, mas hoje nada disso nos surpreende. Após dez anos da primeira eleição de Trump e do golpe no Brasil, reconhecemos que a atuação das extremas-direitas deixou de ser apenas uma ameaça para se tornar um dado concreto, instaurado, normalizado e radicalizado em diferentes contextos do mundo.Nessa conversa com Odilon Caldeira Neto, partimos dos dilemas que se intensificaram nos últimos dez anos e cruzamos as conexões da extrema-direita que se estendem do fascismo histórico às formas contemporâneas da contracultura, passando pela política institucional e por suas expressões aceleracionistas e masculinistas. Trata-se de um campo capaz de arrebanhar não apenas homens brancos e velhos afetados pela crise de 2008, que escancarou as portas para um certo tipo de reacionarismo no norte global, mas também jovens precarizados dos países do sul.Acesse o link na bio para ouvir. -
Deus para ateus – espiritualidade, relação, negrume e alumbramento com Nathalia Grilo 12.01.2026 1ч 11минNas últimas conversas que tive com a Nathalia, em 2025, a ideia de gravar um episódio dedicado ao disco A Love Supreme, de John Coltrane, aparecia como algo recorrente, principalmente por conta da celebração dos 60 anos de seu lançamento.A gravação desse episódio não chegou a acontecer, mas a conversa que trazemos hoje, embora não seja sobre Coltrane nem sobre esse disco, pode ser lida como um tributo indireto àquela ideia: a de uma obra capaz de produzir uma imagem possível de “Deus para ateus”, para quem escuta com atenção e se permite penetrar por ela.Neste episódio, o exercício é deslocar as compreensões que costumam situar as experiências do “espiritual”, do “espiritualizado” ou do “espiritualizante” no campo da religião, da doutrina ou dos códigos que organizam práticas voltadas à transcendência e ao metafísico. O movimento aqui é outro: pensar o espiritual como aquilo que afeta o espírito, que opera como uma mediação sensível nas nossas relações com a realidade.Acompanhados de Djalma Corrêa, Sun Ra, Elza Soares, 24 Carat Black, Juçara Marçal, Hugh Mundell, Édouard Glissant, Nei Lopes e Suzanne Césaire, percorremos caminhos que encontram nas artes uma arma espiritual necessária para enfrentar este mundo. -
Saravah soundz – discos como memória da música de terreiro com Éden Barbosa 21.10.2025 1ч 24минOs discos de vinil de macumba revelam uma camada complexa da vida cultural brasileira, em que o som dos terreiros, dos pontos cantados e das giras se transformava em mercadoria, objeto de curiosidade e também de devoção. Essas gravações, ao mesmo tempo em que documentavam práticas religiosas afro-brasileiras, circulavam num mercado que oscilava entre o fascínio e o preconceito, a exotização e o respeito. Ouvir e colecionar esses discos hoje é revisitar essa ambiguidade histórica – em que o país consumia e admirava aquilo que, socialmente, insistia em marginalizar – e reconhecer neles um arquivo sonoro fundamental da espiritualidade e da criatividade popular brasileira. -
Baile na favela do maranhão – políticas do prazer e territórios em desaparecimento por Thaís Regina 22.08.2025 1ч 6минA luta pelo espaço é também a luta pelo tempo. O tempo como lugar na história e o tempo em que é possível gozar, viver, ser.Neste episódio especial, produzido por meio do edital “Memórias do presente: comunicação em direitos humanos”, do Memorial da Resistência, a jornalista Thaís Regina investiga a história da Favela do Maranhão, território que nunca esteve nos mapas oficiais da cidade de São Paulo e que foi varrido definitivamente pelo processo de desfavelamento empreendido nos anos 1970, durante os anos de chumbo da ditadura militar. Em um ensaio que vai da Favela do Maranhão à Favela do Moinho, da Carolina Maria de Jesus à prisão do Poze do Rodo, esse episódio reúne diferentes arquivos, depoimentos e vestígios que desenham a paisagem da cidade a partir de práticas de solidariedade, resistência e prazer. Pesquisa e produção: @apropriathaisreginaColaboração: @rodrigoxcorrea e @dvanessinhaEdição: @vanrozendo -
A vanguarda da desesperança – o punk brasileiro entre a crise e a mobilização [FREQUÊNCIA PARALELA] 08.06.2025 36минA falta de horizonte, a dificuldade de articular alternativas e de experimentar outra vida têm marcado nosso tempo de forma determinante, inaugurando sentimentos ainda sem nome e afetando nossa capacidade de mobilizar vontades e ações. Mas, se a desesperança é a condição que conseguimos reconhecer, por que não tomá-la como insumo para exercitar a criação de um novo vocabulário – capaz de deslocar a atomização e o sofrimento?Talvez o punk tenha sido a maior expressão cultural a transformar a desesperança em combustível para elaborações estéticas que reverberaram em ações coletivas e formas de vida. Neste episódio, visitaremos algumas produções do punk nacional dos anos 1980 que ajudam a articular noções que atravessam os dilemas do presente – da precarização do trabalho ao sofrimento psíquico, do genocídio na Palestina ao avanço tecnológico em direção a uma inteligência artificial geral. -
Por uma estética do conflito – arte como política de rua com Raphael Escobar 25.03.2025 55минA prática artística de Raphael Escobar é também educacional e política. Marcada pelo trânsito entre museus, galerias e a rua – especialmente a Cracolândia – vemos nela a proposição do conflito como chave para subversão dos espaços e o escancaramento das contradições dos lugares tidos como públicos.Contra a tecnologia de morte aplicada pelo Estado sobre populações vulneráveis, blocos de carnaval, rodas de samba e rima e práticas das artes visuais são usadas como tecnologias de vida na ativação de pessoas e lugares onde a opressão é regra. E a conversa de hoje é sobre isso. Confundir para organizar, organizar para tomar. A alegria, os museus, a criação, a dignidade. -
A crise é cognitiva – a guerra cultural e os fins da internet com Leonardo Foletto 06.02.2025 1ч 17минQuem teve acesso à internet do fim dos anos 90 e começo dos anos 2000 jamais imaginaria que ela se tornaria um dos principais instrumentos para a elaboração do fascismo de nosso tempo, um impulsionador da crise política e estética, seguido da crise cognitiva que determinaria uma nova subjetividade em seus usuários, assim como uma nova definição de capitalismo ultraprecarizado e ultraliberal, que confundiu ainda mais os limites do trabalho, das liberdades e da democracia liberal. Da guerra cultural à plataformização, passando pela monopolização das Big Techs e a disputa geopolítica baseada nas tecnologias criadas a partir do que resta da internet, Leonardo Foletto caminha sobre uma breve história das redes de compartilhamento, da pirataria, do hackativismo até o apodrecimento algorítmico fascista em que nos encontramos agora. -
Contrapolíticas da noite – entre a festa, a crítica e a produção de memória com Laboratório Noturno 28.01.2025 1ч 20минA noite nessa conversa não é só uma metáfora. Falamos, sim, de uma política rastejante, que se dá nas sombras, no descuido dos que descansam, capaz de revelar uma outra cidade sobre a cidade, mas que, no seu sentido literal, não tem como momento de reverberação a luz do dia. O Laboratório Noturno é um coletivo/grupo/laboratório que reúne pessoas que fazem, vivem e pensam a noite em espaços para articulações multidisciplinares que usam da crítica, da performance, da arquitetura e das artes visuais para amplificar a potência e preservar a memória dessas produções. Saiba mais sobre o Laboratório Noturno: instagram.com/labnoturno -
Os quase planos para 2025 22.01.2025 6мин2025 começou com uma torrente que mostrou que nosso ânimo do fim do ano passado demandaria mais energia e rigor do que esperávamos. Passaram-se pouco mais de 20 dias desde que o ano começou, e a fragmentação do tempo, da atenção e das redes sociais está aceleradíssima, mais do que nunca, e com uma pitada ainda mais pesada de fascismo nessa combinação toda. Pelo menos nossos planos não foram desbaratados – até agora – e mesmo que tenham se deparado com a confusão de um ano que começa a milhão por todos os lados, a cabeça ainda funciona e trazemos a primeira novidade: estamos no substack! Acreditamos que essa outra frente inaugura novas possibilidades de articular ideias e vontades: textos mais longos para compor o Memória Gráfica da Contracultura Brasileira, uma melhor acomodação de imagens, ensaios, entrevistas, maior interação com a comunidade que formamos aqui, e de quebra, mais uma possibilidade de apoiar financeiramente o projeto. Saiba mais acessando balancoefuria.substack.com e inscreva–se! Bom ano e boa sorte pra todo mundo. Nos vemos por aí! -
Som, tempo e lugar – o rap nacional entre territórios e gerações com GOG 18.12.2024 55минÉ impossível pensar a história do rap nacional desatrelada da história de seus territórios. Dizer isso pode soar básico demais, já que todo fenômeno cultural pode ser analisado a partir de seu lugar de origem, mas no caso do rap, a quebrada assume um lugar fundamental em sua forma.“Periferia é periferia em qualquer lugar”, diz a clássica “Brasília Periferia”, de nosso convidado, @gogpoeta, e é daí que parte nossa conversa.Diante das semelhanças que irmanam as periferias de todo Brasil, buscamos suas especificidades. Qual a formação do rap brasiliense? Quais os embates travados na produção da cultura tão próxima ao centro do poder do país? Como interagem as diferentes gerações do rap que já não compartilham mais a mesma abordagem em suas criações?Escutem e repassem a palavra. Até 2025. -
Ressonâncias invisíveis – o experimental e o popular entre Garanhuns e Nova York com Arto Lindsay 12.11.2024 1ч 1минArto Lindsay viveu entre o Brasil e os Estados Unidos, atravessando momentos definitivos para as artes visuais, a contracultura e a música experimental. Músico, compositor, produtor e artista multimídia, iniciou sua relação com o Brasil aos três anos, quando a família missionária se mudou para Pernambuco. Sua condição de proximidade e ao mesmo tempo distanciamento das produções que se davam entre os dois países, fez com que sua criação refletisse tanto as formas presentes na bossa nova, na tropicália, no carnaval, quanto no free jazz, no pós-punk e na arte sonora. Nessa conversa sem tema, perseguimos o repertório de Lindsay que vem de encontros com William Burroughs, passando por sua busca pela elaboração de uma forma diferente com DNA, Ambitious Lovers e seu projeto solo, chegando ao seu encontro com o que há de novo sendo produzido, seja o último disco de Tyler the Creator ou as produções de Gabriel do Borel. -
EXTRA! – Punk reggae party, Restos de nada, Sistah Chilli e Cisma com Felix Barreira e Ariel Invasor 06.11.2024 41минUm episódio – ou uma convocação – para a próxima @punkreggaeparty, que acontece domingo, 10 de novembro, de graça! Em conversa com @felixbarreira e @arielinvasor, comentamos a edição da festa que terá a reunião da primeira banda punk do Brasil, Restos de Nada, lançamento do novo álbum em vinil da @sistahchilli e o segundo show do @cismacisma_. Na discotecagem em vinil, a seleção conhecida do residente @felixbarreira , acompanhado de @thiagor.osa na frente reggae e @ja1.jao & @allangcieri na frente punk. Basta retirar o ingresso e colar: https://www.sympla.com.br/evento/punk-reggae-party-com-restos-de-nada-sistah-chilli-cisma-na-tarantino-cervejaria/2682596 Nos vemos lá! -
Radical Records – música independente e lutas por libertação com Marcelo Viegas e André Maleronka 23.09.2024 1ч 24минA popularização do disco de vinil como forma dominante de distribuição musical em meados do século XX foi importante não apenas para que artistas conseguissem difundir sua música de forma independente, mas também para que movimentos de libertação, campanhas de solidariedade, organizações comunitárias e iniciativas de conscientização ampliasssem o alcance de suas mensagens.Radical Records – Uma enciclopédia da música independente e lutas por libertação, de Josh MacPhee, é um livro que reúne informações sobre música política e produção cultural radical. Ele articula selos que atuaram em conjunto nas lutas sociais, utilizando a cultura como uma plataforma ativa em processos revolucionários e experimentando na prática novas relações de trabalho, distribuição, linguagem e estética.Das lutas anticoloniais na África e Palestina, passando pelas campanhas de solidariedade com os países sob ditadura da América Latina, chegando aos selos de jazz, punk, cumbia, merengue, dub e seu compromisso com as lutas locais, essa conversa visita experiências pessoais e históricas que apresentam outras formas de se consumir, distribuir e fazer cultura e política.Radical Records está em uma campanha de financiamento coletivo e você pode contribuir com a publicação em: benfeitoria.com/radicalrecords
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Този подкаст се появява и в подкаст класациите на тези държави.