PsyAI

PsyAI

Sieratir
Země Portugalsko
Žánry Vzdělání
Jazyk PT
Epizody 33
Nejnovější 04.03.2026

O PsyAI é um podcast criado por uma estudante de Psicologia da Universidade de Coimbra, que explora temas de Terapia Cognitivo-Comportamental e da licenciatura em Psicologia de forma simples e acessível. Os episódios, com cerca de 15 a 16 minutos, são gerados por inteligência artificial a partir de matérias de estudo, permitindo aprender em qualquer lugar. A proposta une o encontro da mente com a IA, tornando conteúdos académicos mais fáceis de compreender.

Epizody

  • T2E16 | Perturbação Obsessivo-Compulsiva: Porque Enfrentar Medos Ajuda 04.03.2026 28min
    Neste episódio, exploramos um estudo científico que analisou os mecanismos psicológicos responsáveis pela eficácia da Exposição com Prevenção de Resposta (ERP) no tratamento da Perturbação Obsessiva-Compulsiva (POC). Com base numa amostra de 110 pacientes, os investigadores procuraram perceber se a melhoria clínica resulta sobretudo da habituação — a diminuição natural do medo ao longo da sessão — ou da violação de expetativas, isto é, a discrepância entre o pior cenário antecipado pelo paciente e o que realmente acontece.Os resultados revelam uma conclusão fundamental: ambos os processos são relevantes, mas atuam de forma independente. A habituação observada na primeira sessão previu uma redução percentual significativa dos sintomas, enquanto a violação de expetativas foi determinante para que os pacientes atingissem a remissão clínica. De forma particularmente interessante, a experiência vivida na primeira sessão de exposição destacou-se como o preditor mais forte do sucesso terapêutico a curto prazo.Ao longo da conversa, refletimos sobre as implicações práticas destes achados para terapeutas e pacientes, sublinhando a importância de permitir que o medo diminua naturalmente, mas também de criar experiências corretivas que desafiem crenças catastróficas. Um episódio essencial para compreender como a ERP funciona na prática e como pequenos momentos terapêuticos podem ter um impacto decisivo na recuperação.Referência Bibliográfica:Elsner, B., Jacobi, T., Kischkel, E., Schulze, D., & Reuter, B. (2022). Mechanisms of exposure and response prevention in obsessive-compulsive disorder: effects of habituation and expectancy violation on short-term outcome in cognitive behavioral therapy. BMC Psychiatry, 22.
  • T2E15 | Entre o Medo e a Mente: Compreender a Perturbação de Pânico e a Agorafobia à Luz do Modelo Cognitivo-Comportamental 02.03.2026 13min
    Neste episódio, mergulhamos na natureza clínica da Perturbação de Pânico e da Agorafobia. Ao longo da conversa, exploramos os critérios de diagnóstico que distinguem um ataque de pânico isolado de uma perturbação crónica, esclarecendo como a recorrência e o medo persistente de novos episódios transformam uma experiência pontual numa condição clínica estruturada.O episódio destaca o papel central da interpretação catastrófica das sensações corporais — como palpitações, tonturas ou falta de ar — explicando como estas leituras distorcidas alimentam um ciclo vicioso de ansiedade antecipatória e evitamento. Com base no modelo cognitivo-comportamental, analisamos os mecanismos psicológicos subjacentes e a forma como crenças disfuncionais contribuem para a manutenção do problema.São ainda apresentados métodos de avaliação rigorosos e protocolos de intervenção baseados na evidência, com especial enfoque na reestruturação cognitiva e na exposição interoceptiva. Discutimos como estas estratégias promovem a habituação terapêutica e ajudam a desconstruir padrões de pensamento desadaptativos, permitindo uma recuperação progressiva e sustentada.Em suma, este episódio funciona como um guia técnico e acessível para compreender a manifestação clínica da Perturbação de Pânico e da Agorafobia, oferecendo uma visão clara sobre os caminhos terapêuticos disponíveis e a importância de uma intervenção estruturada.TikTok: https://www.tiktok.com/@psyia.mindaiYouTube: https://www.youtube.com/channel/UCZPWdJ9gGWLo0kFiU5UUsXA
  • T3E09 | O mito do fosso geracional digital (Geração Z) 27.02.2026 13min
    Neste episódio, exploramos como a disrupção digital molda as atitudes da Geração Z, comparando os “nativos digitais” com gerações anteriores. A investigação destaca a diferença entre meios de comunicação digitais, que fornecem informação factual, e redes sociais, que exercem pressão normativa através da interação entre pares. Os resultados mostram que, embora a Geração Z seja mais sensível às mensagens digitais, a influência das redes sociais atravessa todas as idades, mostrando como a prática constante em ambientes virtuais tende a uniformizar comportamentos. Discutimos as implicações destes achados para empresas, gestores e estratégias de comunicação na era digital.Referência: Chang, Chin-Wen & Chang, Sheng-Hsiung. (2023). The Impact of Digital Disruption: Influences of Digital Media and Social Networks on Forming Digital Natives’ Attitude. SAGE Open. 13. 10.1177/21582440231191741. Ver podcast: PsyAISpotify: https://open.spotify.com/show/1xsluLG427jmcLSr1Hv3zj?si=8f269720e12d4180Apple Podcasts: https://podcasts.apple.com/pt/podcast/psyai/id1867896684TikTok: https://www.tiktok.com/@psyia.mindai#GeraçãoZ #GenerationZ#DisrupçãoDigital #DigitalDisruption#NativosDigitais #DigitalNatives#RedesSociais #SocialMedia#InfluênciaOnline #OnlineInfluence#ComportamentoDigital #DigitalBehavior#TransformaçãoDigital #DigitalTransformation#PsicologiaDigital #DigitalPsychology#MarketingDigital #DigitalMarketing#GestãoEstrategica #StrategicManagement#TecnologiaeSociedade #TechnologyAndSociety
  • T3E08 | Uso Problemático da Internet (UPI) 25.02.2026 16min
    Neste episódio, exploramos a relação entre desregulação emocional e uso problemático da Internet em adolescentes e jovens adultos. A partir de uma revisão de literatura com participantes entre os 13 e os 25 anos, analisamos como o consumo excessivo de tecnologia pode funcionar como uma estratégia de coping desadaptativa — uma forma de lidar com emoções difíceis quando faltam competências de regulação emocional. Discutimos fatores de risco como a ausência de suporte social e relações familiares frágeis, bem como fatores protetores, incluindo capacidades metacognitivas. Abordamos ainda diferenças de género na vulnerabilidade ao comportamento online compulsivo e refletimos sobre implicações práticas para prevenção e intervenção terapêutica centrada no treino emocional. Um episódio essencial para compreender os desafios psicológicos da juventude na era digital.Referência: Gioia F, Rega V, Boursier V. Problematic Internet Use and Emotional Dysregulation Among Young People: A Literature Review. Clin Neuropsychiatry. 2021 Feb;18(1):41-54. doi: 10.36131/cnfioritieditore20210104. PMID: 34909019; PMCID: PMC8629046.#DesregulaçãoEmocional #EmotionalDysregulation#UsoProblemáticoDaInternet #ProblematicInternetUse#Adolescentes #Adolescents#JovensAdultos #YoungAdults#SaúdeMental #MentalHealth#CopingSaudável #HealthyCoping#RegulaçãoEmocional #EmotionalRegulation#PrevençãoDigital #DigitalPrevention#TecnologiaePsicologia #TechAndPsychology#IntervençãoTerapêutica #TherapeuticIntervention#FatoresDeRisco #RiskFactors#CapacidadesMetacognitivas #MetacognitiveSkills#DiferençasDeGénero #GenderDifferences
  • T3E07 | Esvaziar a mente para largar o telemóvel. Meditação e Dependência de Smartphone em Adolescentes (Choi et al., 2020) 23.02.2026 21min
    Neste episódio, exploramos um estudo científico que investigou o impacto da meditação de subtração da mente na dependência de smartphone e no bem-estar psicológico de adolescentes na Coreia do Sul. Ao longo de um programa escolar de 12 semanas, jovens que praticaram esta técnica apresentaram menos sintomas de abstinência digital e menor interferência do telemóvel no quotidiano. Falamos sobre como a meditação pode fortalecer o autocontrolo, promover estratégias de coping mais saudáveis e ajudar adolescentes a substituir impulsos imediatos por escolhas mais conscientes. Discutimos ainda o potencial de integrar práticas contemplativas no currículo escolar como forma preventiva de enfrentar as pressões psicossociais e comportamentos aditivos na era digital.Referência:Choi EH, Chun MY, Lee I, Yoo YG, Kim MJ. The Effect of Mind Subtraction Meditation Intervention on Smartphone Addiction and the Psychological Wellbeing among Adolescents. International Journal of Environmental Research and Public Health. 2020;17(9):3263. https://doi.org/10.3390/ijerph17093263#dependenciaemocional #SmartphoneAddiction #Adolescentes #Adolescents #Meditação #Meditation #SaúdeMental #MentalHealth #BemEstarPsicológico #PsychologicalWellbeing #Autocontrolo #SelfControl #CopingSaudável #HealthyCoping #IntervençãoEscolar #SchoolBasedIntervention #EducaçãoEmSaúde #HealthEducation #PrevençãoDigital #DigitalWellbeing #MindfulnessNaEscola #MindfulnessInSchools
  • T3E06 | Como a vinculação precoce molda o adulto 20.02.2026 15min
    Neste episódio, exploramos o célebre Estudo de Minnesota, uma investigação longitudinal de três décadas liderada por Alan Sroufe e colegas, que demonstrou como a qualidade da vinculação na infância atua como um alicerce organizador do desenvolvimento humano até à idade adulta.A partir de uma perspetiva do desenvolvimento ao longo da vida, o estudo mostra que as primeiras relações com cuidadores não determinam rigidamente o destino psicológico, mas estabelecem trajetórias probabilísticas que influenciam a forma como o indivíduo regula emoções, constrói relações e responde a desafios futuros. O desenvolvimento é descrito como um processo transacional e não linear, no qual experiências precoces moldam padrões de adaptação que se reorganizam em cada etapa.O modelo hierárquico proposto pelos autores sugere que a continuidade da personalidade não se encontra em comportamentos idênticos ao longo do tempo, mas na coerência da organização comportamental perante tarefas evolutivas sucessivas. Assim, padrões precoces de adaptação tendem a manifestar-se de formas diferentes, mas funcionalmente consistentes, na infância, adolescência e vida adulta.Principais implicações destacadas:Vinculação segura → base para competência social, autorregulação emocional e resiliência ao longo da vida.Vinculação desorganizada → forte preditor de psicopatologia, dificuldades relacionais e problemas de adaptação.Continuidade desenvolvimental → estabilidade baseada na organização interna, não em comportamentos fixos.Mudança possível → novas experiências podem alterar trajetórias, embora padrões iniciais tenham peso estrutural.Neste episódio, discutimos como o Estudo de Minnesota reformulou a compreensão da personalidade e da psicopatologia, mostrando que o desenvolvimento humano é simultaneamente aberto à mudança e profundamente enraizado nas primeiras relações — uma visão essencial para a psicologia do desenvolvimento, a clínica e a prevenção.Sroufe, L. Alan. (2005). Attachment and development: A prospective, longitudinal study from birth to adulthood. Attachment & human development. 7. 349-67. 10.1080/14616730500365928.
  • T3E05 | O lado sombrio da identidade segundo Erikson 18.02.2026 13min
    Neste episódio, exploramos uma introdução teórica que assinala o cinquentenário da obra de Erikson, "Identity: Youth and Crisis. O texto propõe revitalizar aspetos da teoria da identidade que foram progressivamente simplificados ou negligenciados pela psicologia académica contemporânea.Os autores defendem que a investigação recente reduziu a complexidade da teoria de Erikson a modelos individualistas e lineares, ignorando dimensões centrais como o contexto cultural, as relações sociais e a história coletiva. Em resposta, o artigo convida a um retorno à visão mais ampla de Erikson, que entende a identidade como um processo psicossocial, dinâmico e profundamente enraizado na cultura e na estrutura social.Entre os temas discutidos estão:Identidade na era digital – o impacto das redes sociais na construção e performance identitária.Marginalização e opressão – como desigualdades sociais moldam trajetórias de identidade.Pseudoespeciação e identidade negativa – conceitos eriksonianos pouco explorados que ajudam a compreender polarização, exclusão e conflito intergrupal.Dimensão inconsciente e intergeracional – a identidade como processo que atravessa gerações e sistemas simbólicos.Este episódio reflete sobre como atualizar a teoria de Erikson para o século XXI, propondo uma agenda de investigação e prática que reconheça a identidade como um fenómeno relacional, cultural e histórico — essencial para compreender juventudes em contextos de mudança social acelerada.Schachter, E. P., & Galliher, R. V. (2018). Fifty years since “identity: Youth and crisis”: A renewed look at erikson’s writings on identity. Identity: An International Journal of Theory and Research, 18(4), 247–250. https://doi.org/10.1080/15283488.2018.1529267
  • T3E04 | Adolescência é negociação e não guerra 16.02.2026 15min
    Neste episódio, exploramos como as relações entre pais e filhos continuam a moldar profundamente as amizades e o mundo social dos adolescentes. A partir da análise de Brown e Bakken (2011), desmontamos a antiga ideia de que a influência familiar e a dos pares competem entre si, mostrando antes como se entrelaçam ao longo do desenvolvimento.Discutimos o papel da monitorização parental, revelando que o conhecimento que os pais têm da vida dos filhos depende muitas vezes da autorrevelação voluntária dos próprios adolescentes — e não apenas de vigilância ou controlo direto. Abordamos também como os estilos de vinculação e a forma como os pais orientam ou gerem as amizades contribuem para o ajustamento psicológico e o comportamento social dos jovens.Ao longo da conversa, refletimos sobre a necessidade de uma perspetiva mais dinâmica e recíproca da adolescência, que reconheça a diversidade cultural e a influência mútua entre contextos familiares e sociais. Um episódio que convida a repensar o papel da família na construção das relações entre pares.Brown, B. B., & Bakken, J. P. (2011). Parenting and peer relationships: Reinvigorating research on family–peer linkages in adolescence. Journal of Research on Adolescence, 21(1), 153–165. https://doi.org/10.1111/j.1532-7795.2010.00720.x
  • T3E03 | Adolescência: Os Cinco C´s do Potencial Adolescente. 13.02.2026 15min
    Neste episódio analisamos a mudança paradigmática na forma como a adolescência é compreendida, passando de modelos centrados no défice e na patologia para a abordagem do Desenvolvimento Positivo da Juventude (DPJ). A discussão baseia-se em modelos de sistemas evolutivos relacionais que destacam a plasticidade humana e a influência mútua entre o indivíduo e os seus contextos sociais e ecológicos.Exploramos os principais fundamentos teóricos da área, bem como as evidências empíricas que sustentam intervenções orientadas para o fortalecimento de recursos pessoais e comunitários. Um dos focos centrais é o modelo dos “Cinco Cs” — Competência, Confiança, Conexão, Carácter e Cuidado — e o seu papel na promoção do bem-estar e do florescimento juvenil.Mais informação: https://www.researchgate.net/publication/292780943_Positive_Youth_Development_Processes_Programs_and_Problematics
  • T3E02 | A Adolescência é Mudança e não a Crise! 11.02.2026 13min
    Neste episódio exploramos uma nova forma de compreender a adolescência, afastando-nos da visão tradicional que a retrata como um período inevitável de crise e instabilidade emocional. A partir de uma análise académica rigorosa, discutimos a evolução histórica do conceito de adolescência e confrontamos teorias clássicas com perspetivas contemporâneas da sociologia e da psicologia do desenvolvimento.Ao longo da conversa, abordamos como as transformações cognitivas, biológicas e sociais influenciam a construção da identidade juvenil e a forma como os jovens se posicionam perante a sociedade. Em vez de enfatizar apenas os riscos e dificuldades, o episódio propõe uma leitura mais equilibrada e humanizada, destacando a capacidade de adaptação, resiliência e o potencial de crescimento característicos desta fase da vida.
  • T3E01 | Adultos em Suspenso? A Nova Transição para a Vida Adulta 09.02.2026 16min
    No episódio de hoje vamos falar sobre uma fase da vida que tem sido cada vez mais discutida na psicologia e nas ciências sociais: a transição para a idade adulta e o conceito de “adulto emergente”. Para isso, vamos fazer uma leitura crítica comparativa de dois artigos científicos que analisam como os jovens entre os 18 e os 29 anos vivem este período marcado por exploração, instabilidade e redefinição de projetos de vida.Ambos os textos partem da constatação de que os percursos para a vida adulta deixaram de ser lineares. Em vez de marcos sociais tradicionais como o casamento, a entrada rápida no mercado de trabalho ou a independência financeira, muitos jovens privilegiam hoje a exploração da identidade, o investimento académico e a construção gradual da autonomia psicológica. Esta mudança tem levado, frequentemente, a uma permanência prolongada na casa dos pais como forma de manter a estabilidade económica e a qualidade de vida.O artigo de Carlos Andrade, publicado em 2010, centra-se sobretudo nas condições sociais que moldam esta transição no contexto europeu. O autor destaca fatores como a precariedade laboral e o prolongamento da escolaridade, defendendo que estas transformações estruturais têm impactos diretos no bem-estar psicológico dos jovens. Andrade é prudente na forma como conceptualiza esta etapa: em vez de assumir automaticamente a existência de uma nova fase universal do desenvolvimento, sublinha a diversidade dos percursos e a influência decisiva do contexto socioeconómico.Já Arnett e colaboradores, num artigo de 2014 publicado na The Lancet Psychiatry, propõem explicitamente a ideia de uma nova etapa do ciclo vital, designada emerging adulthood, que se estende aproximadamente dos 18 aos 29 anos. A partir de comparações entre a Europa, os Estados Unidos e o Japão, os autores descrevem esta fase como caracterizada por exploração identitária, instabilidade e uma sensação subjetiva de estar “entre” estados. O texto enfatiza ainda as implicações para a saúde mental, sugerindo que este prolongamento da transição pode aumentar a vulnerabilidade a problemas como ansiedade e depressão.Colocando os dois artigos em diálogo, torna-se claro que ambos reconhecem uma tensão central: a ampliação das escolhas e da liberdade individual coexistem com pressões sociais significativas e sentimentos de ambivalência. A possibilidade de adiar compromissos definitivos pode ser vivida como oportunidade, mas também como fonte de insegurança e stress psicológico.Do ponto de vista crítico, a principal diferença entre os autores está no grau de universalidade atribuído a esta fase da vida. Enquanto Arnett tende a apresentá-la como uma nova norma do desenvolvimento, Andrade lembra que estas experiências são profundamente moldadas por fatores sociais, económicos e culturais, o que levanta a questão de até que ponto todos os jovens têm realmente acesso às mesmas oportunidades de exploração e adiamento de responsabilidades.Em síntese, ambos os artigos convergem numa conclusão essencial: os sistemas educativos, as políticas sociais e os serviços de saúde mental precisam de adaptar-se a esta fase prolongada de semi-autonomia. A transição para a idade adulta tornou-se um processo mais longo, complexo e individualizado, exigindo respostas institucionais mais flexíveis e sensíveis às vulnerabilidades psicológicas dos jovens.Para quem quiser aprofundar este tema, deixamos as referências dos artigos discutidos neste episódio:Andrade, C. (2010). Transição para a idade adulta: Das condições sociais às implicações psicológicas. Análise Psicológica, 28(2), 255–267.Arnett, J. J., Žukauskienė, R., & Sugimura, K. (2014). The new life stage of emerging adulthood at ages 18–29 years: implications for mental health. The Lancet Psychiatry, 1(7), 569–576.
  • T2E14 | A Crueldade na Perturbação do Comportamento 06.02.2026 15min
    Neste episódio, apresentamos um guia clínico aprofundado sobre a Perturbação do Comportamento, abordando de forma estruturada os critérios de diagnóstico, os principais fatores etiológicos e as estratégias de intervenção mais eficazes. Começamos por clarificar os sintomas nucleares da perturbação, caracterizados pela violação persistente de normas sociais e dos direitos dos outros, expressa através de comportamentos como agressão física ou verbal, destruição de propriedade, engano e atos fraudulentos.Para além da descrição clínica, exploramos modelos cognitivos e sociais que ajudam a compreender a manutenção da patologia, destacando o papel do processamento distorcido da informação social, bem como das dinâmicas familiares coercivas e inconsistentes no desenvolvimento destes padrões comportamentais.O episódio termina com um enfoque nas abordagens terapêuticas multidimensionais, sublinhando a importância do treino de competências parentais, da reestruturação cognitiva da criança ou adolescente e da implementação de intervenções no contexto escolar. Estas estratégias visam reduzir o impacto funcional da perturbação e promover trajetórias de desenvolvimento mais adaptativas.
  • T2E13 | O Interruptor Avariado da Raiva Explosiva (Perturbação Explosiva Intermitente ) 04.02.2026 13min
    Neste episódio, abordamos de forma rigorosa e acessível a Perturbação Explosiva Intermitente (PEI), um transtorno do controlo dos impulsos marcado por episódios súbitos de raiva intensa e comportamentos agressivos claramente desproporcionais ao estímulo que os desencadeia. Destaca-se o caráter impulsivo destas explosões, que ocorrem sem planeamento prévio ou intenção instrumental.Ao longo do episódio, são explicados os critérios clínicos de diagnóstico, sublinhando a importância de distinguir a PEI de comportamentos agressivos deliberados, bem como de manifestações associadas a outras perturbações mentais ou ao consumo de substâncias. A análise inclui ainda a sintomatologia central, enquadrada num modelo clínico estruturado.Exploramos igualmente o perfil epidemiológico da perturbação, evidenciando o seu início frequente na juventude e a associação a fatores genéticos, neurobiológicos e experiências traumáticas precoces. Em síntese, este episódio funciona como um guia essencial para compreender uma falha significativa no controlo dos impulsos, com impacto profundo na vida social, familiar e profissional do indivíduo.
  • T2E12 | Rebeldia ou Perturbação Desafiante de Oposição 02.02.2026 15min
    Neste episódio, exploramos de forma clara e fundamentada a Perturbação Desafiante de Oposição (PDO), apresentando as diretrizes clínicas que orientam a sua identificação e diagnóstico. Abordamos este transtorno comportamental caracterizado por padrões persistentes de hostilidade, desobediência e confronto, que devem manter-se por um período mínimo de seis meses para serem clinicamente relevantes.A conversa organiza os sintomas em diferentes dimensões — instabilidade emocional, confronto deliberado e vinditividade — explicando como estes se distinguem de comportamentos normativos da infância e adolescência, tendo em conta a frequência, intensidade e impacto negativo na vida social, familiar ou académica.Analisamos ainda dados de prevalência, o início precoce da perturbação e a importância do diagnóstico diferencial, essencial para evitar confusões com outras condições, como a PHDA ou perturbações do humor. Por fim, refletimos sobre as possíveis origens da PDO, destacando a interação entre temperamento individual, fatores genéticos e contextos familiares, nomeadamente práticas educativas inconsistentes ou excessivamente severas, como fatores de risco relevantes.
  • T2E11 | Psicose: Reinterpretar vozes e delírios com TCC (Parte 2) 29.01.2026 15min
    Parte 2 do nosso especial dedicado às psicoses.Hoje vamos falar sobre a aplicação da Terapia Cognitivo-Comportamental, ou TCC, no tratamento das psicoses — e, mais especificamente, sobre uma ideia central dessa abordagem: a normalização da experiência do paciente.Na TCC, sintomas como delírios e alucinações não são vistos como algo totalmente separado da experiência humana comum. Pelo contrário: eles são compreendidos como parte de um continuum entre o normal e o patológico. Todos nós, em certos momentos de stress intenso, podemos ter pensamentos estranhos, interpretações distorcidas ou percepções incomuns. Em pessoas com vulnerabilidades específicas, essas respostas acabam sendo mais intensas e persistentes.Por isso, um dos primeiros passos do terapeuta é investir em psicoeducação — explicar ao paciente o que está acontecendo, de forma clara e sem julgamentos. A ideia não é confrontar diretamente as crenças do indivíduo, mas sim explorar, com curiosidade, como ele interpreta os seus sintomas.É aí que entra o chamado questionamento socrático: em vez de dizer “isso está errado”, o terapeuta faz perguntas, convida à reflexão e ajuda o paciente a construir explicações alternativas para aquilo que está vivendo.Outro ponto fundamental da TCC nas psicoses é oferecer estratégias práticas de coping — ferramentas para lidar com a ansiedade, com o medo e com o impacto desses sintomas no dia a dia. O paciente aprende, por exemplo, a diferenciar pensamentos de ações, a observar suas experiências internas sem agir impulsivamente sobre elas e a reduzir o sofrimento associado ao quadro psicótico.No fundo, o objetivo é devolver ao paciente um maior senso de controle, autonomia e compreensão sobre si mesmo — transformando algo que antes parecia assustador e incompreensível em algo que pode ser nomeado, analisado e enfrentado.
  • T2E10 | Psicose: vozes, delírios e vulnerabilidade ao stress (Parte 1) 28.01.2026 11min
    Parte 1 do nosso especial dedicado às psicoses.Neste episódio exploramos a esquizofrenia como uma perturbação psicótica complexa, resultante da interação entre fatores biológicos e stressores ambientais. Abordamos a diversidade de manifestações clínicas da doença, distinguindo sintomas positivos — como delírios e alucinações — e sintomas negativos, associados a défices emocionais e motivacionais significativos.Analisamos ainda o impacto social da patologia, os critérios de diagnóstico e a importância de um acompanhamento terapêutico contínuo, sublinhando o papel crucial da intervenção precoce e da resiliência no prognóstico.O objetivo central deste episódio é desmistificar a esquizofrenia e reforçar a importância de abordagens terapêuticas centradas na funcionalidade, na autonomia e no desenvolvimento de estratégias de adaptação que ajudem a prevenir recaídas e a promover a qualidade de vida.
  • T2E09 | Insónia crónica: quando dormir deixa de ser automático 27.01.2026 12min
    Neste episódio mergulhamos numa análise aprofundada da insónia crónica, definida como uma insatisfação persistente com a qualidade do sono que ocorre pelo menos três vezes por semana durante três meses.Exploramos os critérios diagnósticos do ICSD-3-TR e do DSM-5, clarificando como a perturbação se manifesta através de dificuldades em iniciar o sono, mantê-lo ao longo da noite ou sentir que foi restaurador, com impactos relevantes no funcionamento diário.Um dos eixos centrais do episódio é o Modelo dos 3P’s, que distingue:fatores predisponentesfatores precipitantese, sobretudo, os fatores perpetuadores — como hábitos de sono desadaptativos — que mantêm a insónia mesmo depois de resolvido o problema inicial.Por fim, apresentamos a Terapia Cognitivo-Comportamental para a Insónia (TCC-I) como a abordagem de primeira linha, detalhando intervenções como a higiene do sono, o controlo de estímulos para recondicionar a associação entre a cama e o dormir, e a restrição do tempo na cama para aumentar a eficiência homeostática do sono.Um episódio essencial para compreender porque é que a insónia se instala… e como pode ser tratada de forma eficaz.
  • T2E08 | Ansiedade Social: do instinto de pertença à fobia incapacitante (Parte 2) 26.01.2026 12min
    Esta é a Parte 2 do nosso especial sobre a Perturbação de Ansiedade Social.Neste episódio apresentamos um guia aprofundado sobre a Perturbação de Ansiedade Social, explorando a forma como um mecanismo evolutivo de sobrevivência — o medo ancestral de exclusão do grupo — pode transformar-se numa condição clínica altamente incapacitante.O conteúdo organiza-se em torno da conceptualização diagnóstica, distinguindo a ansiedade social adaptativa do transtorno caracterizado por um receio persistente de avaliação negativa. Analisamos os critérios do DSM-5, com destaque para sintomas somáticos e cognitivos, e discutimos a etiologia multifatorial da condição, incluindo a interação entre temperamento inibido e contextos familiares superprotetores.Através de um caso clínico ilustrativo, o episódio evidencia o impacto profundo e crónico da fobia social na vida académica, profissional e relacional dos indivíduos.Encerramos com uma reflexão sobre as principais abordagens de avaliação e intervenção clínica, sublinhando o objetivo central do tratamento: quebrar o ciclo de evitamento e sofrimento e restaurar o funcionamento social.
  • T2E07 | Ansiedade Social: Quando a timidez se torna Fobia Social (Parte 1) 25.01.2026 9min
    Esta é a Parte 1 do nosso especial sobre a Perturbação de Ansiedade Social.Neste episódio exploramos as bases teóricas e as estratégias práticas da intervenção psicológica na fobia social, com foco especial no modelo cognitivo-comportamental.Começamos por discutir as teorias do condicionamento e do défice de competências sociais, segundo as quais o medo social pode emergir tanto de experiências traumáticas quanto da perceção de falta de recursos para interagir eficazmente com os outros.O núcleo do episódio centra-se no influente modelo de Clark e Wells, que descreve como ciclos viciosos de auto-foco atencional, comportamentos de segurança e processamento pós-evento — a chamada “autópsia social” — impedem a desconfirmação das crenças nucleares de inadequação.Por fim, apresentamos um roteiro terapêutico estruturado baseado na reestruturação cognitiva e na exposição gradual, incentivando os pacientes a abandonar mecanismos defensivos e a construir uma autoimagem social mais realista, flexível e funcional.
  • T2E06 | Ansiedade: Ser o cientista da própria mente (parte 3) 24.01.2026 16min
    Esta é a Parte 3 e final do nosso especial sobre as perturbações de ansiedade.Neste episódio entramos na prática clínica da Terapia Cognitivo-Comportamental e exploramos como os terapeutas ajudam os pacientes a transformar a relação com os seus pensamentos — sempre de forma colaborativa, ética e baseada numa formulação individualizada.Falamos do diálogo socrático, uma técnica central de descoberta guiada que permite questionar interpretações automáticas e promover autonomia na resolução de problemas, sem impor pensamentos positivos artificiais.Exploramos estratégias como:identificação de distorções cognitivasdescentração (aprender a ver pensamentos como eventos mentais, não como factos)uso estratégico da distração a curto prazoDestacamos ainda o papel crucial das experiências comportamentais, que vão além da conversa em consultório e permitem testar crenças no mundo real, produzindo aprendizagens emocionais profundas.Por fim, discutimos como técnicas físicas — como respiração controlada e relaxamento — funcionam como complementos importantes para regular a ativação fisiológica e quebrar os ciclos da ansiedade.Um episódio dedicado às ferramentas que ajudam a sair da prisão do medo e a recuperar liberdade no dia-a-dia.

Oblíbený v

Tento podcast se objevuje také v podcastových žebříčcích těchto zemí.