Mais lento do que a luz

Mais lento do que a luz

David Marçal e Carlos Fiolhais
Land Portugal
Genrer Science
Sprog PT-PT
Episoder 86
Seneste 01.06.2026

Uma conversa sobre ciência, o Universo e tudo o resto com David Marçal e Carlos Fiolhais. O som é muito mais lento do que a luz: 340 m/s em contraste com os estonteantes 300 000 km/s da luz, a sua velocidade no vazio. A voz dos convidados deste podcast chegará aos microfones à velocidade do som e daí seguirá, mais lento do que a luz no vazio, através dos cabos de fibra óptica, que formam a Internet hoje.

Episoder

  • Engolir sapos engorda, com Conceição Calhau 01.06.2026 33min
    A nossa convidada desta semana é a nutricionista Conceição Calhau, investigadora e professora da NOVA Medical School, autora do recente livro “Engolir Sapos Engorda”. Ao longo da conversa falamos de metabolismo, microbiota intestinal, obesidade, stress, alimentação ultraprocessada, dietas da moda e medicamentos antiobesidade. Afinal, até que ponto aquilo que sentimos influencia aquilo que comemos — e a forma como o nosso corpo reage?See omnystudio.com/listener for privacy information.
  • Da nutrição à astrofísica: os livros de ciência a não perder este ano 18.05.2026 27min
    Aproximando-se a Feira do Livro de Lisboa, este episódio de Mais Lento do que a Luz é inteiramente dedicado a livros. Escolhemos apenas títulos de divulgação científica publicados em português neste ano. Os convidados chegam, assim, em forma de páginas impressas. E, fiéis ao espírito do podcast, percorremos diferentes áreas da ciência — da nutrição à astrofísica, da matemática à ecologia — numa selecção organizada por ordem alfabética do autor. Entre as sugestões, encontramos temas que cruzam ciência e vida quotidiana, como Engolir Sapos Engorda — O peso das emoções na saúde e na balança, de Conceição Calhau (Contraponto), ou A Química das Emoções, de Nuno Maulide (Planeta). Sugere-se olhar para o céu, com O que se passa acima das nossas cabeças, de Elisabete Cunha (Manuscrito), e também para uma reflexão sobre o estado actual da ciência na sociedade, com A Ciência Está Debaixo de Fogo, de Michael E. Mann e Peter J. Hotez (Bertrand). A matemática surge associada ao humor em Riso, Humor e Matemática, de Cláudia Custódio (Fundação Francisco Manuel dos Santos), enquanto a história da ciência é revisitada em O Efeito Matilda — As Mulheres Cientistas que a História Tentou Esquecer, de Filipa Almeida Mendes (Oficina do Livro) e em Os Elementos de Marie Curie, de Dava Sobel (Temas & Debates). Já a biologia e o ambiente estão presentes em Lições da Natureza, de Luísa Ferreira Nunes (Contraponto), e em Os Confins da Terra, de Neil Shubin (Temas & Debates). Também há incursões pela física e filosofia com Sobre a Igualdade de Todas as Coisas, de Carlo Rovelli (Penguin). E há, finalmente, uma proposta para leitores mais jovens, como Tu Bebes a Água que um Dinossauro Bebeu, de Diana Matos e Miriam Alves (Nuvem de Letras), que aborda várias áreas da ciência. E, quase a chegar às livrarias, a tempo da Feira, fica ainda uma nota sobre Ciência Pop, de Carlos Fiolhais e João Miguel Santos (Relógio D'Água), baseado no podcast da Rádio Observador. Boas leituras!See omnystudio.com/listener for privacy information.
  • Luísa Ferreira Nunes e as lições da Natureza 04.05.2026 25min
    Neste episódio, recebemos Luísa Ferreira Nunes, engenheira florestal e bióloga que tem dedicado a sua vida ao estudo da ecologia de insectos e à biomimética —  isto é, a procura soluções para problemas humanos inspirando-se nas estratégias desenvolvidas pela Natureza ao longo da evolução. Actualmente, é professora na Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Castelo Branco e investigadora no Instituto Superior de Agronomia, em Lisboa. Tem também um trabalho continuado na divulgação científica, sendo autora do livro Lições da Natureza e do podcast Lições Naturais, no PÚBLICO. A conversa começou pelo seu percurso: de onde nasceu o seu interesse pela ecologia e como surgia a especialização nos insectos, seres fundamentais para o funcionamento dos ecossistemas. Depois entrámos no domínio da biomimética — o que é, como funciona e de que forma a observação do mundo natural pode inspirar soluções em áreas tão diversas como a medicina, a arquitectura ou a organização social. Num momento em que enfrentamos desafios ambientais complexos, discutimos também o papel do conhecimento científico e da atenção à Natureza na construção de um futuro sustentável. Pode a evolução — esse longo laboratório natural — ajudar-nos a tomar melhores decisões?Falámos ainda da sua actividade como comunicadora de ciência: a passagem dos artigos científicos para o contacto directo com o público, a experiência do podcast Lições Naturais e o processo de escrita dos seus livros. E, num registo mais pessoal, discutimos também a dimensão artística do seu trabalho e a forma como a ciência e arte se cruzam.See omnystudio.com/listener for privacy information.
  • Rui Agostinho e a Artemis II: o regresso da humanidade à Lua 20.04.2026 34min
    Neste episódio, recebemos Rui Agostinho, astrónomo, professor aposentado da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e investigador no Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço. Ao longo de uma carreira dedicada ao estudo da Via Láctea e da dinâmica estelar, com trabalho em observatórios internacionais — nomeadamente no Chile —, Rui Agostinho tem sido uma figura central na astronomia em Portugal, tanto no plano institucional como no da divulgação científica. A conversa começou pelo percurso pessoal: como nasce uma vocação para a astronomia e que momentos ou influências ajudam a definir um caminho científico. Como passou a acumular a investigação com a comunicação de ciência? Mas falámos principalmente da actual exploração espacial, com destaque para a missão Artemis II e o regresso de missões tripuladas à órbita da Lua, mais de meio século depois do programa Apollo. Discutimos o que está em causa neste novo ciclo: os desafios tecnológicos, os objectivos científicos e o fascínio público — ainda hoje alimentado por imagens icónicas do espaço — na justificação destes investimentos. Será este o início de uma nova era de exploração humana fora da Terra? E até que ponto a Lua é um passo intermédio para Marte? Por fim, descemos à Terra — literalmente — para falar do debate europeu sobre o fim da mudança sazonal da hora. Rui Agostinho explica o que está em jogo e indica que solução faria mais sentido para Portugal.See omnystudio.com/listener for privacy information.
  • Os Açores debaixo de água, com João Pedro Barreiros 06.04.2026 30min
    O nosso convidado é João Pedro Barreiros, professor na Universidade dos Açores e investigador em biodiversidade, biogeografia e conservação. Especialista em comportamento animal e ecologia marinha, o seu trabalho é muitas vezes feito debaixo de água! A nossa conversa começou, como é habitual, pelo seu percurso - como nasceu o seu interesse pela biologia marinha, -  e continuou  com a sua actividade presente - como é fazer ciência no mar a navegar e mergulhar. Falámos ainda do Guia Prático da Flora e Fauna Marinha dos Açores, livro recentemente publicado, no qual colaborou, e do seu trabalho de ilustração científica.See omnystudio.com/listener for privacy information.
  • Que mitos esconde a psicologia? 23.03.2026 32min
    Francisco Miranda Rodrigues, psicólogo com uma longa carreira na psicologia do trabalho e das organizações, antigo bastonário da Ordem dos Psicólogos e actual director executivo da Ordem dos Médicos Dentistas, é o convidado deste episódio de Mais Lento do Que a Luz. Autor de Mitos da Psicologia, o seu mais recente livro, saído na Manuscrito, traz para a conversa uma reflexão informada sobre aquilo que sabemos acerca da mente humana. Começamos por falar do seu trajecto profissional e discutimos o papel da psicologia nas organizações. O foco principal da nossa conversa é, contudo, o seu livro: uma desmontagem rigorosa de ideias feitas que persistem no senso comum, desde o mito de que usamos apenas 10% do cérebro até ao alegado “efeito Mozart” ou à crença no poder mágico ou quase do pensamento positivo. Discutimos também algumas consequências práticas desses equívocos. Dando exemplos concretos, este episódio ajuda-nos a pensar e a decidir melhor.See omnystudio.com/listener for privacy information.
  • Fernando Seabra Santos e as cheias no Mondego 09.03.2026 27min
    O nosso convidado é Fernando Seabra Santos, professor catedrático aposentado da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra. Engenheiro civil formado em Coimbra e doutorado pela Universidade de Grenoble, em França, Seabra Santos desenvolveu uma carreira científica na área da engenharia de recursos hídricos, hidráulica e ambiente, tendo contribuído para o desenvolvimento desta área em Portugal. Para além do seu percurso na investigação e ensino, teve também uma carreira marcante na gestão universitária: foi reitor da Universidade de Coimbra entre 2003 e 2011 e presidiu ao Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas. Como Reitor teve várias iniciativas institucionais relevantes, como a criação do Instituto de Investigação Interdisciplinar e do Colégio das Artes, e o início e desenvolvimento do processo que levou a Universidade de Coimbra a tornar-se em 2013  Património Mundial da UNESCO. A conversa começou pelo seu trajecto académico, mas centrou-se sobretudo num tema particularmente actual: a gestão da água e o risco de cheias, em particular na bacia do rio Mondego, que Seabra Santos tem estudado. A propósito das recentes cheias do Mondego, associadas a um «comboio» de tempestades, discutiram-se as causas destes episódios extremos e o modo como  as suas consequências envolvem variabilidade climáticas, gestão de barragens e ordenamento do território. Foram as maiores cheias do rio Mondego? Até que ponto esteve a Baixa de Coimbra perto de ser inundada? O que correu bem e o que correu mal? A conversa abordou em particular o papel das infra estruturas hidráulicas, como as barragens, a montante de Coimbra, e os sistemas de diques, a jusante, na mitigação do risco de cheias, e a proposta da barragem de Girabolhos, em Seia. Quais são as suas vantagens? Será realmente necessária para proteger Coimbra?See omnystudio.com/listener for privacy information.
  • Engenharia: criar o que nunca existiu, com Elói Figueiredo e Carlos Matias Ramos 23.02.2026 34min
    Neste episódio do Mais Lento do Que a Luz, recebemos dois convidados que representam bem a engenharia portuguesa. Elói Figueiredo é engenheiro civil, professor universitário e especialista em saúde de estruturas, com trabalho académico e de divulgação dedicado à forma como avaliamos, mantemos e prolongamos a vida das infra-estruturas. Autor de livros e artigos dirigidos ao grande público, tem procurado aproximar a engenharia da sociedade, explicando o impacto das decisões técnicas no quotidiano. E Carlos Matias Ramos, também engenheiro civil e professor, foi presidente do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) e Bastonário da Ordem dos Engenheiros, desempenhando um papel central no planeamento do território, nas políticas de infra-estruturas e na construção de  grandes obras públicas em Portugal. A sua experiência cruza o ensino, a investigação e a intervenção pública em temas de engenharia. Partindo do livro que escreveram em conjunto — "A Ciência Descobre, a Engenharia Cria: Uma visão da Engenharia em doze axiomas e meio", recentemente saído na colecção Ciência Aberta da Gradiva — a nossa conversa explorou a ideia provocadora dos autores: enquanto a ciência procura compreender o mundo que existe, a engenharia dedica-se a imaginar e a construir aquilo que ainda não existe. Ao longo do episódio, falámos sobre a distinção entre ciência e engenharia, sobre o modo como as grandes obras  moldam o nosso quotidiano e sobre os riscos, responsabilidades e falhas que  fazem parte da história da engenharia — do vaivém Challenger à Ponte de Entre-os-Rios. Discutimos os axiomas que estruturam o livro, a simplificação como princípio do pensamento do engenheiro,  e a presença, muitas vezes invisível, da engenharia na nossa vida diária.See omnystudio.com/listener for privacy information.
  • Programados para amar, com Luísa Lopes 09.02.2026 37min
    A nossa convidada é a neurocientista Luísa Lopes. Licenciada em Bioquímica e doutorada em Neurociências, construiu um percurso científico que passou pela Universidade de Cambridge, no Reino Unido, pelo Karolinska Institutet, na Suécia, e pelo centro de investigação da Nestlé, na Suíça, antes de regressar a Portugal. Actualmente lidera um grupo de investigação no Instituto Gulbenkian de Medicina Molecular, onde estuda a neurobiologia do envelhecimento, isto é, as transformações do cérebro ao longo da vida. É autora do recente livro Programados para Amar (Contraponto), em que analisa o fenómeno do amor do ponto de vista da ciência. A conversa abordou o envelhecimento cerebral. O que significa, do ponto de vista da neurobiologia, envelhecer? Até que ponto o declínio cognitivo é inevitável — e o que sabemos hoje sobre a capacidade de um cérebro envelhecido para aprender, adaptar-se e preservar memórias? Que factores fazem a diferença entre envelhecer com resiliência cognitiva ou com perda acelerada de capacidades? Um outro tema foi o o do seu recente livro. O que acontece no cérebro quando nos apaixonamos, quando estamos a viver um amor duradouro ou quando temos uma experiência dolorosa de separação? Até onde vai a explicação biológica, isto é, onde estão os limites da ciência? Poderá o conhecimento neurocientífico ter implicações práticas na forma como vivemos as nossas relações? Ou, neste domínio, será melhor seguir os nossos instintos?See omnystudio.com/listener for privacy information.
  • De uma aldeia sem electricidade ao Museu Faraday no Técnico, com Moisés Piedade 26.01.2026 34min
    Neste episódio do Mais Lento do Que a Luz, o nosso convidado é o engenheiro electrotécnico Moisés Piedade, professor catedrático aposentado do Instituto Superior Técnico e investigador emérito do INESC. Nascido em 1947 na aldeia de Marquinho, no concelho de Ansião — na altura um lugar sem electricidade, rádio ou livros — Moisés Piedade cresceu num contexto em que estudar era uma excepção e seguir uma carreira científica uma improbabilidade. O seu percurso escolar levou-o a Pombal, Leiria e Lisboa, sempre com classificações de excelência, apoiado pelo esforço dos pais e por bolsas da Fundação Calouste Gulbenkian, até chegar ao Técnico, onde viria a ascender a professor catedrático, especializado na área da electrónica. Ao longo de décadas, acompanhou e ajudou a construir entre nós  a revolução electrónica que transformou o mundo — dos primeiros rádios e circuitos analógicos aos aparelhos de electrónica digital e aos satélites miniaturizados. Depois da aposentação, em 2012, decidiu dedicar-se a outra sua grande paixão: o património tecnológico. A sua colecção pessoal de instrumentos históricos de ciência e tecnologia esteve na origem do Museu Faraday, inaugurado em 2017, do qual é hoje Director Honorário. A nossa conversa passou pela génese do museu, pelos seus objectos mais curiosos — como uma régua de cálculo gigante, um telefone do século XIX ou o minisatélite ISTSat-1 — e pelos desafios de conservar e divulgar este património.See omnystudio.com/listener for privacy information.
  • Dos estudos de opinião a uma opinião sobre o futuro da humanidade, com Luís Queiroz 12.01.2026 41min
    O nosso convidado é Luís Queiroz, gestor e ensaísta, experiente observador não só da sociedade portuguesa como das grandes transições do globo, designadamente as ameaças ao desenvolvimento sustentado. Nascido em São Pedro do Rio Seco (Almeida) em 1945 — a mesma terra de Eduardo Lourenço —, Queiroz licenciou-se em Ciências Físico-Químicas na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, foi assistente de Matemática nos anos 1970 e acabou por se dedicar à gestão. Fundou em 1980 a Marktest, empresa pioneira entre nós nos estudos de opinião, com actividade nacional e internacional, que seria, muitos anos depois, adquirida por um grupo suíço. Em 2008 criou a Fundação Vox Populi, com intervenção nas áreas educativa e ambiental, incluindo projectos nas escolas. A conversa percorreu o seu trajecto pessoal e profissional, que se de deu a par com o crescimento dos estudos de mercado em Portugal. Abordámos também as ideias centrais do seu mais recente livro, A Humanidade e o Futuro (Âncora), onde o nosso convidado fornece um resumo da evolução humana e expressa a sua preocupação com os riscos que ameaçam o mundo contemporâneo. Juntando história, ciência e filosofia, ele aponta nessa obra os principais desafios que temos pela frente e expressa a sua visão do futuro.See omnystudio.com/listener for privacy information.
  • Comunicações quânticas, com Armando Nolasco Pinto 29.12.2025 32min
    Neste novo episódio de Mais Lento do Que a Luz, o nosso convidado é Armando Nolasco Pinto, professor do Departamento de Electrónica, Telecomunicações e Informática da Universidade de Aveiro e responsável pelo grupo de Comunicações Quânticas do Instituto de Telecomunicações em Aveiro. Integra ainda o consórcio Portuguese Quantum Communication Infrastructure, responsável pela implementação do primeiro segmento da rede quântica nacional.  No encerramento do Ano Internacional das Ciências e Tecnologias Quânticas, a nossa conversa passou pelas comunicações quânticas. Armando Nolasco Pinto contou como surgiu o seu interesse por esta área, falámos sobre o que distingue a comunicação quântica e sobre as razões pelas quais estas tecnologias irão melhorar a segurança das telecomunicações, protegendo-nos da ameaça que os computadores quânticos constituem para a actual criptografia. Falámos ainda dos objectivos da Portuguese Quantum Communication Infrastructure, das ligações previstas em Portugal e do caminho que o país está a trilhar para integrar uma rede quântica europeia.See omnystudio.com/listener for privacy information.
  • Livros de ciência para o Natal 15.12.2025 26min
    No novo episódio de Mais Lento do Que a Luz, regressa uma das tradições do podcast: as sugestões de livros de ciência para ler ou oferecer neste Natal. Tal como nos anos anteriores, a lista reúne obras recentes publicadas em Portugal, escolhidas pela sua relevância científica, qualidade de escrita e diversidade temática. Dos 14 livros seleccionados, nove são de autores portugueses. Eis a lista  delas, por ordem alfabética de autor: E Se Einstein Soubesse? — Alain Aspect (Bertrano)Isto É para Todos. A história inacabada da World Wide Web — Tim Berners-Lee (Casa das Letras)Assim Nasce Uma Ideia — Vítor Cardoso e Ana Carvalho (Gradiva)Por Caminhos de Pedra Solta… — António Galopim de Carvalho (Âncora Editora)A Inteligência Natural & A Lógica da Consciência — António Damásio (Temas & Debates)A Inteligência Artificial de A a Z — Carlos Fiolhais (Gradiva)Vulcanologia para Jovens Exploradores — Victor Hugo Forjaz, Carlos de Matos Alves e Teresa Palácios (Letras Lavadas)Programados para Amar — Luísa V. Lopes (Contraponto)A Nova Física — Yann Mambrini (Bertrand)A Glória Efémera. Biografia de Egas Moniz — Paulo M. Morais (Contraponto Editores)Portugal e o Tempo — Fernando Correia de Oliveira (Fundação Francisco Manuel dos Santos)A Última Lição de Alexandre Quintanilha — Francisco Sena Santos e Clara Almeida Santos (Contraponto)Porque Morremos? A nova ciência do envelhecimento e a procura da imortalidade — Venki Ramakrishnan (Temas & Debates)O Cérebro Ideológico — Leor Zmigrod (Bertrand) A seleção, ampla e heterogénea, mostra como a ciência continua a produzir boas histórias — e bons livros — para pensar o mundo. Boas festas e boas leituras!See omnystudio.com/listener for privacy information.
  • As plantas que há nos livros, com Ivo Meco 01.12.2025 32min
    Neste episódio de Mais Lento do Que a Luz, o nosso convidado é Ivo Meco, professor de Ciências da Natureza, formado pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa e docente no Colégio Campo das Flores, no Monte da Caparica. Depois de Jardins de Lisboa — Histórias de espaços, plantas e pessoas (ArtePlural, 2019), Ivo Meco publicou agora o seu segundo livro, Das Plantas num Livro (Pergaminho), um ensaio “deambulatório” que cruza botânica, história e literatura, explorando a ligação profunda entre as plantas e os suportes da escrita — do papiro egípcio ao papel de trapo, do bambu e da seda às árvores que hoje dão origem à pasta de papel, como o pinheiro e o eucalipto. Nesta conversa, percorremos o seu caminho de professor e divulgador apaixonado pela botânica, viajamos pela história material dos livros, falando das plantas que a sustentaram (em especial o eucalipto que, vindo da Austrália, se deu muito bem entre nós), e reflectimos sobre as implicações ambientais, sociais e culturais da evolução do papel ao longo dos séculos.See omnystudio.com/listener for privacy information.
  • Soluções climáticas baseadas na ciência, com Luís Guimarãis 17.11.2025 34min
    Neste episódio de Mais Lento do Que a Luz, o nosso convidado é Luís Guimarãis, físico, doutorado no Instituto Superior Técnico, com uma carreira marcada pela investigação científica, pela aplicação da ciência de dados e pela comunicação de ciência. Após vários anos dedicado à investigação em fusão nuclear, Luís Guimarãis tornou-se senior data scientist num banco e é atualmente professor convidado na NOVA SBE, onde ensina temas de análise de dados a estudantes de gestão e economia. É também comentador na CNN e cofundador do polo português da WePlanet, movimento ambientalista internacional que promove soluções para a crise climática com base em evidência científica — incluindo um debate  sobre o papel da energia nuclear na transição energética. Nesta conversa, fala-se do seu percurso multifacetado, discutem-se as posições da WePlanet sobre soluções energéticas e ainda a recente polémica europeia sobre a proibição de nomes para refeições vegetarianas como “veggie burger” ou “plant-based sausage”, tema sobre o qual a WePlanet se pronunciou.See omnystudio.com/listener for privacy information.
  • Portugal e o Tempo, com Fernando Correia de Oliveira 03.11.2025 33min
    No novo episódio de Mais Lento do Que a Luz, o nosso convidado é Fernando Correia de Oliveira, jornalista e investigador, autor do livro "Portugal e o Tempo", publicado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos. Fernando Correia de Oliveira tem uma longa carreira no jornalismo — foi o primeiro correspondente português em Pequim e colaborou com diversos meios, entre os quais a Agência Lusa e o Público. É também o principal divulgador português da horologia, a ciência e arte dos instrumentos de medição do tempo — dos relógios de sol aos relógios atómicos, um assunto sobre o qual publicou vários livros. Nesta conversa, falamos da história do tempo em Portugal, da forma como o país o mede e o valoriza — nas instituições, no património e na cultura — partindo das ideias centrais do seu livro mais recente. Discutimos também a mudança da hora: devemos continuar a alternar entre a hora de verão e a de inverno, ou escolher uma só? Conversamos ainda sobre o Arquivo Ephemera, onde o autor colabora, coordenando os núcleos do Tempo e da Gastronomia.See omnystudio.com/listener for privacy information.
  • Miguel Portela fala da BIAL, da ciência e do talento nacional 20.10.2025 30min
    Nesta edição especial de Mais Lento do Que a Luz, o nosso convidado é o economista e gestor Portela, numa conversa gravada ao vivo na Maia, no Centro de Inovação Carlos Fiolhais — um espaço municipal dedicado à ciência, à criatividade e aos jovens. Portela é vice-presidente executivo e Chief Corporate Officer da BIAL, empresa farmacêutica portuguesa que há mais de um século aposta fortemente em investigação e inovação científica. Formado em Economia pela Universidade do Porto, com estudos complementares em escolas internacionais de gestão, tem desempenhado um papel central na expansão da sua empresa, que hoje emprega cerca de mil pessoas e leva medicamentos portugueses a mais de 50 países. Neste episódio, falamos de como se constrói uma empresa de base científica em Portugal, de como é a competição com as grandes multinacionais farmacêuticas e de como se pode, contratando jovens talentos, aproximar a ciência da inovação. E falamos de aspectos mais pessoais, como a sua actividade de nadador de competição. O podcast Mais Lento do que a Luz sai quinzenalmente, às segundas-feiras. Siga o podcast e receba cada episódio no Spotify, na Apple Podcasts ou noutras aplicações para podcasts. Conheça os podcasts do PÚBLICO em publico.pt/podcasts. Tem uma ideia ou sugestão? Envie um email para podcasts@publico.pt.See omnystudio.com/listener for privacy information.
  • A ponte entre investigação e clínica, com Cláudio Sunkel 22.09.2025 29min
    Nesta edição especial, gravada no Centro de Inovação Carlos Fiolhais, na Maia, o nosso convidado é o biólogo celular Cláudio Sunkel, professor da Universidade do Porto e director do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S). Falámos do seu percurso — que começou no seu país natal, o Chile, e que passou por outros países, como o Reino Unido, antes de rumar ao Porto. A conversa passou também pela investigação do seu grupo, focada nos mecanismos da divisão celular e na estabilidade genómica — temas centrais para compreender como surgem e se desenvolvem tumores. Discutimos ainda as colaborações do i3S com hospitais e os projectos de ciência dirigidos a jovens realizados em parceria com a Câmara da Maia.See omnystudio.com/listener for privacy information.
  • Arqueologia industrial e stand up comedy, com Leonor Medeiros 22.09.2025 30min
    Neste episódio de Mais Lento do Que a Luz recebemos a arqueóloga Leonor Medeiros, professora da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e investigadora no Centro de Humanidades dessa escola. Com doutoramento pela Michigan Technological University nos EUA e experiência académica no Reino Unido, tem-se dedicado à arqueologia industrial, arqueologia da arquitectura e paisagens culturais. É presidente da Associação Portuguesa de Arqueologia Industrial e, recentemente, assumiu funções como Subdirectora para a Gestão Curricular da sua Faculdade. Para além disso tem-se dedicado também à divulgação de ciência, tendo feito parte do grupo Cientistas de Pé, que apresentou espectáculos de stand up comedy por todo o país. Neste episódio Leonor recorda essa experiência, lendo um excerto de um texto seu de stand up comedy sobre arqueologia.See omnystudio.com/listener for privacy information.
  • Astronomia e história militar, com José Augusto Matos 08.09.2025 30min
    O nosso convidado de hoje é José Augusto Matos — astrónomo amador, divulgador incansável de ciência e investigador em história militar. Falamos no seu percurso na divulgação da astronomia, dos mitos mais persistentes sobre o céu,  das  novidades da exploração espacial que mais o entusiasmam e de outros assuntos relacionados com astronomia e astronáutica. Abordamos ainda o seu trabalho em história militar, nomeadamente o estudo dos meios aéreos usados na Guerra Colonial na Guiné e o seu livro Atlas Histórico do 25 de Abril (Guerra & Paz).See omnystudio.com/listener for privacy information.

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