Mais do que Golfistas

Mais do que Golfistas

PGA Portugal
Land Portugal
Sprog PT
Episoder 2
Seneste 04.08.2026

Há pessoas que jogam golfe. Uns porque é a sua profissão, outros porque é onde se sentem bem. "Mais do que Golfistas" é o podcast que explora os dois lados deste desporto. Rui Morris, presidente da PGA Portugal e antigo golfista profissional, conversa com pessoas que têm uma relação genuína com o golfe: desde jogadores e treinadores do circuito profissional, a empresários, atletas de outras modalidades e figuras públicas para quem o golfe entrou na vida e ficou. O golfe é o ponto de partida, mas a conversa vai além do campo, trazendo perspetivas sobre competição, carreira, mentalidade e vida.

Episoder

  • E7| De caddy master a diretor do Old Course Vilamoura com Ricardo Lopes 04.08.2026 30min
    Aos 12 anos, o negócio do Ricardo Lopes era apanhar bolas de golfe que os clientes deixavam perdidas no campo e vendê-las, ainda em escudos. Vivia no buraco 16 do Pinhal, em Vilamoura, e passava os fins de tarde a fugir à segurança com o cão e um saco cheio de bolas. Foi assim que entrou no golfe. Ao contrário do habitual, sem ninguém da família a jogar. Neste episódio do Mais do que Golfistas, Rui Morris conversa com Ricardo Lopes sobre o caminho que o levou de caddy master, a diretor do Old Course de Vilamoura, um dos campos mais emblemáticos do país. Falam da decisão de deixar de perseguir uma carreira de jogador quando percebeu que não tinha o jogo para chegar ao topo, dos 12 anos dedicados à PGA Portugal, da estratégia que juntou a associação e a Federação Portuguesa de Golfe, e da tensão entre o golfe de luxo e o golfe para todos. Ricardo Lopes é presidente da Assembleia Geral da PGA Portugal e diretor do Old Course de Vilamoura. Começou a trabalhar nos campos em 2003 e fez todas as etapas da operação até chegar à direção. É treinador de golfe e uma das pessoas que mais puxa pelo golfe profissional em Portugal. Neste episódio vais ouvir: - como um miúdo do Algarve entrou no golfe a apanhar e a vender bolas perdidas - porque é que decidir não ser jogador profissional foi o início do resto da carreira - o que mudou na PGA Portugal em 16 anos- como conciliar um destino de golfe de luxo com a democratização da modalidade - porque é que formar boas pessoas conta tanto como formar bons jogadores Nem toda a gente que começa a apanhar bolas vai jogar no circuito. Alguns ficam a tomar conta do campo onde cresceram.
  • E6| Parar o golfe para não desistir dele com Pedro Figueiredo 28.07.2026 49min
    Havia dias de treino em que a bola não ia para onde ele queria. Nem perto. Ao fim de três anos assim, Pedro Figueiredo percebeu que não aguentava mais a frustração e fez o que quase nenhum profissional faz: parou. Viajou três meses pela América do Sul, mochila às costas, sozinho, sem tocar num taco. Neste episódio do Mais do que Golfistas, Rui Morris conversa com Pedro Figueiredo sobre o caminho que o levou de um miúdo de 6 anos na Quinta do Peru até quase uma década entre o DP World Tour e o Hotel Planner Tour. Falam da carreira amadora, da passagem por UCLA, dos primeiros anos como profissional que correram mal, da decisão de descer à terceira divisão europeia para recomeçar, e das três vezes que passou a escola de qualificação. Pelo meio, o momento que o golfe português está a viver, com vários portugueses a discutir torneios semana após semana. Pedro Figueiredo é um dos nomes mais constantes do golfe profissional português. Venceu no Hotel Planner Tour em 2018, representou Portugal desde as camadas jovens e continua a competir ao mais alto nível europeu. Neste episódio vais ouvir:como um miúdo de 6 anos na Quinta do Peru acabou no golfe universitário em Los Angeleso que muda quando se passa de amador acompanhado a profissional sozinhoporque é que três meses longe do golfe fizeram mais pelo jogo dele do que três anos de treinoporque é que ele sai mais orgulhoso de uma volta em 80 do que de uma volta em 64o que está a mudar no golfe português e porque é que isto pode ser só o inícioÀs vezes a única forma de voltar a jogar bem é não pegar num taco durante três meses.
  • E5 | Uma vida nova no golfe, depois de 17 anos no futebol com Marcelo Guedes 14.07.2026 47min
    Marcelo Guedes passou dezassete anos a jogar futebol ao mais alto nível: Santos, Olympique de Lyon, Beşiktaş, PSV Eindhoven. Numa temporada em França, marcada pelos assobios da própria claque do Lyon em cada jogo em casa, foi também a temporada em que descobriu o golfe. E foi ali que encontrou algo que o futebol, com toda a pressão que trazia, nunca lhe tinha dado. Neste episódio de Mais do que Golfistas, Rui Morris conversa com Marcelo Guedes sobre a descoberta tardia do golfe, através de um almoço de clube com colegas da Premier League, e sobre como o jogo se tornou o seu refúgio nos momentos mais difíceis da carreira. Marcelo Guedes fez uma carreira de dezassete anos no futebol profissional, com passagens pelo Brasil, pela Polónia, pela Holanda, pela Turquia, pela França e pela Austrália. Hoje é um dos casos mais interessantes de transição de um desporto de elite para o golfe. Neste episódio vais ouvir:como um almoço num clube de golfe em Lyon, a convite de colegas da Premier League, mudou a vida do Marceloa diferença entre a pressão de segundos do futebol e as quatro horas de decisões do golfeo episódio em que foi vaiado pela sua própria claque durante seis meses e como o golfe o ajudou a atravessar essa fasea semifinal da Champions League disputada em Portugal, durante a pandemiaporque decidiu, já depois de pendurar as chuteiras, tentar a vida como golfista profissionalTalvez o mais interessante não seja trocar um desporto por outro. É perceber que a disciplina que nos formou num sítio pode dar-nos uma segunda vida, completamente diferente, noutro.
  • E4| O preço mental de ser campeão com Tomás Bessa 07.07.2026 53min
    Aos 16 anos, o Tomás Bessa teve de escolher entre a seleção nacional de golfe e a seleção nacional de andebol. Escolheu o golfe. Uma década depois, uma fratura óssea na mão esquerda quase pôs fim à carreira e obrigou-o a repensar tudo: o jogo, o corpo e a forma como se tratava a si próprio. Neste episódio de Mais do que Golfistas, o Rui Morris conversa com Tomás Bessa, campeão nacional de profissionais em 2025, sobre o percurso que começou na Quinta da Laje, em Paredes, passou pelo andebol de alta competição e chegou ao Hotel Planner Tour e ao DP World Tour. Falam da pressão de ser conhecido como o jogador que batia mais longe, da lesão que o afastou dos torneios durante um ano e do trabalho psicológico que fez para voltar a jogar sem se destruir a cada mau resultado. É uma conversa sobre golfe português, mas também sobre perfeccionismo, família e o que significa recomeçar. Tomás Bessa é um dos nomes mais fortes do golfe profissional português da sua geração. Venceu no Alps Tour, já liderou torneios do Hotel Planner Tour e persegue agora o objetivo de chegar ao DP World Tour. Neste episódio vais ouvir:como a Quinta da Laje, um campo improvisado no quintal de um amigo do pai, moldou a paixão do Tomás pelo golfea decisão difícil entre o golfe e o andebol de alta competição aos 16 anoso que a fratura óssea na mão lhe ensinou sobre pedir ajuda e não se conformar com um diagnósticocomo o trabalho com um psicólogo mudou a relação dele com os erros em campoporque é que o golfe português está, na opinião dele, no melhor momento dos últimos anosTalvez a lição maior deste episódio não seja sobre golfe, é perceber que aquilo que achamos que nos está a destruir, às vezes, é só a forma como olhamos para isso.
  • E3|Treinar bem é muito mais do que bater bolas com Nelson Ribeiro 30.06.2026 53min
    Nelson Ribeiro foi convidado para estagiar num campo de golfe porque precisava de dinheiro para tirar a carta de condução. Ficou 14 anos. Saiu com 24 campeões. O que aconteceu no meio é o tema deste episódio. Nelson Ribeiro é hoje um dos treinadores mais reconhecidos do golfe português, selecionador nacional, Diretor Técnico Nacional e antigo selecionador do Brasil. Mas a conversa com Rui Morris vai muito além do curriculum: fala sobre o que significa realmente treinar, porque é que os melhores jogadores saem de grupos que ninguém apostaria neles, e o que é que o golfe tem que a sala de reuniões não consegue ensinar. Nelson Ribeiro treina há mais de 20 anos, tem licenciatura em Ciências do Desporto, mestrados em Psicologia do Desporto e Treino de Alto Rendimento, e está neste momento a concluir o doutoramento. Não por colecionar diplomas, como ele próprio diz, mas porque acredita que um treinador que não estuda está a brincar com os sonhos dos outros. Neste episódio vais ouvir:como o golfe entrou na vida de Nelson aos 12 anos, no OPorto Golf Clubo que construiu em Miramar com os jogadores que ninguém queriao que é que o Brasil tem que Portugal devia aprender, e vice-versaporque a pergunta "como estás tu?" pode ser mais útil do que qualquer tecnologia de análise de swingHá treinadores que sabem muito e há treinadores que conseguem chegar às pessoas. Nelson é dos que aprendeu a fazer os dois ao mesmo tempo.
  • E2|Do City Golf ao European Tour com Daniel Rodrigues 16.06.2026 1t 3min
    Há quem chegue ao golfe profissional com tudo preparado. Daniel Rodrigues chegou porque, em criança, o apartamento da família dava para o campo do City Golf no Porto. Dani está na sua primeira época completa no European Tour e já tem um segundo lugar na Turquia. Neste episódio, o Rui Morris conversa com Daniel Rodrigues sobre: a infância a ser tirado do campo à força pela mãe, o que os Estados Unidos lhe deram que Portugal ainda não consegue dar aos atletas jovens, e como se gere uma semana de escola de qualificação com um trolley elétrico e sem caddy enquanto toda a gente à volta está a desmoronar. Daniel Rodrigues é jogador profissional de golfe e membro do European Tour. Cresceu no Porto, passou pelo City Golf e pelo Clube de Golfe de Miramar, estudou e jogou na Texas A&M University, e é hoje uma das referências do golfe português na primeira divisão europeia. Neste episódio vais ouvir:como o golfe entrou na vida do Dani quase por acidente e o que o fez querer ficaro que Portugal falha sistematicamente com atletas jovens e o que os Estados Unidos fazem diferentecomo é a última fase de uma escola de qualificação por dentro: o ambiente, a pressão e o que separa o passar ou não passaro que o Dani acha do estado atual do golfe português, profissional e amadorJogar bem resolve quase tudo. O difícil é acreditar nisso quando os resultados ainda não provaram nada.
  • E1|Do apito ao fairway com Artur Soares Dias 02.06.2026 43min
    Gerir uma falta mal marcada num jogo da Champions e recuperar de uma tacada falhada no green têm mais em comum do que parece. Artur Soares Dias percebeu isso há mais de 20 anos, e desde então o golfe nunca saiu da sua vida. Neste episódio, Rui Morris recebe um dos melhores árbitros portugueses de sempre para uma conversa que passa pelo futebol, pelo golfe e por tudo o que os dois têm em comum: a pressão, o erro, o controlo emocional e a arte de estar nivelado quando tudo à volta está a puxar para os extremos. Artur fala sobre como usou o golfe como treino mental durante a carreira na arbitragem, o que é entrar em campo para uma meia-final da Liga dos Campeões, e como está a viver a transição para a vida depois do apito. Também desmistifica a ideia de que o golfe é um desporto para velhos, com a frontalidade de quem já ouviu muitos mitos e não tem paciência para eles. Uma conversa sobre desporto, mas também sobre liderança, gestão de conflito e o que o campo de golfe ensina que a sala de reuniões não consegue replicar. Com passagem pelos Jogos Olímpicos de Tóquio, pelo Santiago Bernabéu e pelos campos de golfe portugueses que o Artur quer ainda conhecer melhor. Artur Soares Dias é árbitro internacional de futebol, um dos mais reconhecidos da história do desporto português, com presença em Jogos Olímpicos, Europeus e na Liga dos Campeões. Fora de campo, é empresário e golfista assumido, ainda que com alguma relutância em jogar à chuva. Neste episódio vai ouvir: - como o golfe entrou na vida do Artur e porque ficou, mesmo achando que era "demasiado parado" - as semelhanças entre arbitrar um jogo de Champions e gerir a pressão numa volta de golfe - o que é o "all-in-one" na arbitragem e porque os Jogos Olímpicos de Tóquio foram o dele - porque é que a avaliação pública é irrelevante, no futebol e no golfe - o que responde quando lhe dizem que o golfe é um desporto para velhos Há desportos que se treinam. Outros que se usam para treinar tudo o resto. O golfe, para o Artur, foi sempre as duas coisas.
  • E0|Mais do que Golfistas começa aqui: quem é o Rui Morris e o que vem aí 01.06.2026 8min
    Há desportos que se praticam. O golfe, para muita gente, acaba por se viver. Neste primeiro episódio, ele não te convidou. O apresentador deste podcast, Rui Morris, se apresenta e nos conta por que este podcast existe e o que você pode esperar aqui. Uma conversa que começa no Oporto Golf Club, o berço do golfe em Portugal, e que serve de ponto de partida para tudo o que veremos a seguir. Apesar de ter sido jogador profissional, ele percebeu que o golfe lhe proporcionou muito mais do que resultados esportivos, e passou os últimos anos trabalhando dentro da modalidade: atuando como treinador em um campo em Amarante, construindo uma carreira paralela ao esporte e agora como presidente da PGA Portugal. Este episódio conta essa história, sem filtros e sem imprensa. Este episódio já está disponível:Como o jogador de golfe entrou na vida de Rui e o que aconteceu quando sua carreira profissional terminou.Porque o Clube de Golfe do Porto era o local certo para começar este projeto.Aqui estão os três tipos de convidados que passarão por este podcast.O que você espera de cada episódio, mesmo sem nunca ter tocado numa bola de golfe?O golfe não precisa ser o seu mundo para encontrar aqui algo que valha a pena ouvir. Você só precisa ter curiosidade sobre as pessoas com quem convivemos ou o que fazemos com seriedade.

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