O Poema Ensina a Cair
Raquel Marinho
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Perseguindo a ideia de Lawrence Ferlinghetti de que a poesia é a distância mais curta entre duas pessoas, este podcast convida personalidades para escolherem poemas que os marcaram, revelando assim facetas íntimas de suas personalidades. Criado por Raquel Marinho, o programa foi premiado como Melhor Podcast de Arte e Cultura no Podes 2021 e Melhor Podcast de Entrevista no Podes 2025.
Επεισόδια
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Sara Duarte Brandão: "A Adília Lopes ensinou-me que a poesia vivia também em minha casa, vivia nas pessoas que eu conhecia, que era possível qualquer pessoa escrever um poema, ser um poema." 12.06.2026 1ώ 44λ"A poesia serve para sermos humanos, para sermos só alma. Para não sermos aquilo que fazemos. Para quando me perguntam o que é que eu sou, eu não responder com aquilo que eu estudei e aquilo que eu faço, mas responder comos sussurros das montanhas."Sara Duarte Brandão nasceu no Porto. em 1997. Licenciada em Design de Comunicação e Mestre em Estudos Literários, Culturais e Interartes, é Facilitadora em Criação Artística Comunitária e doutoranda em Ciências da Educação com uma bolsa da FCT. Escreve poesia e ficção, e os seus livros já lhe granjearam alguns prémios literários. O seu romance Quem Tem Medo dos Santos da Casa foi galardoado com o Prémio Literário Cidade de Almada – Romance (2023). Foi a vencedora da 2.ª edição do Prémio Wook Novos Autores (2025) tendo o júri destacado a forma como «revisita e transfigura os lugares-comuns da língua, atribuindo-lhes novos sentidos, com uma destreza reveladora de um invulgar talento literário».Poemas:— “Aprendizagens”, Ana Luísa Amaral;— “outros amaram em mim a mulher”, Mar Becker; — “XXXVII”, Maria da Graça Varella Cid;— “Não somos desses que vão pelo caminho é antes ocaminho”, Adonis;— “Mulher-Bordadora”, Maria Teresa Horta;— “3.”, Vasco Gato;— “13”, Alejandra Pizarnik;— “81”, António Reis;— “Sara”, Daniel Faria;— “ir indo”, Joaquim Castro Caldas.
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Cristina Ovídio: "Comove-me a gentileza sem palco." 05.06.2026 2ώ 12λA nossa convidada de hoje é a mais nova de 4 irmãos, e cresceu numa casa onde tanto havia lugar a conversas sobre ciência, brincadeiras de fazer haikus com o pai, dar explicações a crianças desfavorecidas para aprender a solidariedade, pertencer a um clube de aventuras a imitar os da Enid Blyton. Cristina Ovídio é licenciada em Línguas e Literaturas Modernas com uma pós-graduação em Multimédia, foi professora do ensino secundário, coordenadora editorial da Oficina do Livro, trabalhou como editora-executiva naPlaneta e na Clube do Autor, e moderou o programa “Original é a Cultura”, uma parceria SPA e SIC, com a escritora Dulce Maria Cardoso, o físico Carlos Fiolhais e o musicólogo Rui Vieira Nery.Em 2017, abriu a livraria-bar Menina e Moça, em Lisboa, noCais do Sodré e é lá que leva a cabo várias atividades relacionadas com o livro e com a cultura. O clube de leitura é um exemplo, mas também conversas com autores, leituras de poesia e até, numa base regular, concertos de jazz. Nesta conversa atravessamos a sua biografia, os seus gostos, as suas influências, as suas memórias, o seu propósito.Poemas: Fernando Pessoa, Nesse número do Orpheu que há-deser feitoQuase . Mário de Sá-Carneiro Ruy Belo – E tudo era possívelAdélia Prado – Amor Feinho Cesário Verde- ContrariedadesAdília Lopes, Só gosto das pessoas boasAntónio Franco Alexandre, Na lista dos teus fins venho nofimBernardim Ribeiro, Antre mim mesmo e mimFederico García Lorca, Mamã. Eu quero ser de prata.William Shakespeare, Soneto 30 (tradução de Vasco GraçaMoura), Quando em meu mudo e doce pensamentoAlexandre O’ Neill, O Poema Pouco Original do MedoMaria do Rosário Pedreira, Se partires, não me abracesSophia de Mello Breyner Andresen, Soror Mariana – BejaMatsuo Bashô, Quero ainda verQuando era pequena ouvia poemas ditos de cor pelo seupai, António Manuel Baptista, físico, escritor, professor e divulgador deciência, mas também um grande leitor de poesia.
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Patrícia Baltazar: RÉ (Obra Reunida) 01.06.2026 8λA poeta Patrícia Baltazar deixou-nos prematuramente em 2019, com apenas 41 anos. Os seus poemas tinham as edições em livro esgotadas há muito tempo. Agora, a editora Do Lado Esquerdo acaba de publicar a sua obra completa num livro chamado RÉ, que reúne não apenas os 4 livros da autora como alguns dispersos e inéditos. De sublinhar a beleza e a sensibilidade da introdução deste volume, da autoria da filha da Patrícia, Rita Baptista. Também a ilustração do rosto de Patrícia, da autoria de Hugo Baptista, que reproduzimos na capa deste episódio.
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Maria Luiza Jobim: "“A minha experiência é que música e a arte estavam lá e eu cheguei depois. Então, não foi a música que chegou até mim.” 29.05.2026 1ώ 10λMaria Luiza Jobim nasceu no Rio de Janeiro, em 1986 mas foi viver para Nova Iorque ainda bebé onde esteve até aos 4 anos. Filha de António Carlos Jobim, cresceu numa casa com música e músicos, ensaios que viravam palco. Demorou a decidir-se a assumir a sua voz musical, mas quando o fez estreou-se com um disco que, precisamente, homenageia essa infância. Casa Branca era também o nome da sua casa de infância, e sobre isso também falamos no podcast. A primeira vez que visitou Portugal foi para acompanhar o pai, quando Tom Jobim veio tocar ao Mosteiro dos Jerónimos, na década de 90. Mais tarde, a mãe comprou uma casa no Estoril, e também por causa disso a sua relação com o nosso país é próxima há muito tempo. O ano passado mudou-se com a filha, e decidiu ficar. A família, a infância, o legado e as memórias do pai, a decisão de abandonar a arquitetura para se dedicar apenas à música, a carreira, a relação com Lisboa, são alguns dos temas que atravessam esta conversa. Poemas: Trecho de “Ligue os Pontos” Gregório Duvivier Trecho “Fevereiro”, Matilde Campilho Allen Ginsberg , My Sad Self Quedei em altas , Ana Paula Vulcão Caçada , Ana Martins Marques
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Leituras com Pedro Mexia: "O livro chama-se Velas de Ignição porque realmente há qualquer coisa que se vai acendendo nos poemas. Uma ideia, uma imagem, uma mistura de sensações." 22.05.2026 1ώ 2λDurs Grünbein e Siri Hustvedt são os dois autores escolhidos por Pedro Mexia para a rubrica de sugestões de leitura deste mês.Ele, poeta alemão, considerado um dos nomes maiores da poesia alemã contemporânea; ela, escritora norte-americana e viúva do escritor Paul Auster, que morreu em Abril de 2004.O livro de Durs Grünbein que destacamos chama-se Velas de Ignição, tem tradução de Maria Teresa Dias Furtado e edição Edições do Saguão. O livro de Siri Hustvedt chama-se Fantasmas, Um Livro de Memórias, tem tradução de Tânia Ganho e edição D. Quixote. É um livro de memórias, mas também um livro sobre o luto, que inclui reflexões, cartas, entradas de diário, notas biográficas, de uma mulher que viveu com Paul Auster durante 43 anos e que, como nos conta, precisou de escrever este livro no processo de luto pelo marido, desaparecido em 2024. Como costuma acontecer, outros autores surgem na conversa com Pedro Mexia. Por exemplo, Hans Magnus Enzensberger, Paul Celan, Bertolt Brecht, Gottfried Benn, Vasco GraçaMoura, Friedrich Hölderlin, Rainer Maria Rilke, Franz Kafka, Wallace Stevens, T.S. Eliot, E.E.Cummings, Herberto Helder, Joan Didion, C. S. Lewis, Jenny Erpenbeck ou Lydia Davis.
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Começar a semana com poesia: Bukowski, Rilke e António José Forte 18.05.2026 10λTrês leituras sobre a arte de escrever para começar a semana.Charles Bukowski, Rainer Maria Rilke e António José Forte.Livros:Bukowski: Os Cães Ladram Facas, tradução de Rosalina Marshall, edição AlfaguaraRilke: Cartas a um Jovem Poeta, tradução de Isabel Castro Silva, edição QuasiAntónio José Forte, Uma Faca nos Dentes, edição Antígona
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Miguel Gonçalves Mendes:"A poesia serve de plataforma de empatia para nós ocuparmos o lugar do outro." 15.05.2026 2ώ 2λMiguel Gonçalves Mendes é um dos realizadores portugueses mais reconhecidos pelo seu trabalho dentro e fora de portas, e para isso muito contribuíram os filmes que fez com Mário Cesariny, José Saramago e Pilar del Rio ou Eduardo Lourenço.Daqui a poucas semanas estreia mais um dos seus documentários, desta vez com o escritor Valter Hugo Mãe, que Miguel acompanhou ao longo de vários anos e em distintas geografias, enquanto era escrito o livro A Desumanização. De Lugar Nenhum é o pretexto para conhecermos melhor Miguel Gonçalves Mendes através dos seus filmes, mas também dos seus livros e dos seus autores. Ficamos a saber, por exemplo, que mantém um diários desde os 6 anos; que tem medo de voar, mas ainda assim o faz; que se comove com os livros e com os filmes, e que acredita que quem não chora com os livros 'não está a ler bem', que só faz documentários sobre pessoas que admira, e que está há 10 anos a procurar o sentido da vida através de um projeto que inclui vários filmes, onde se inclui este De Lugar Nenhum. PoemasLuís de Camões – Amor é fogo que arde sem se verMário Cesariny – AutografiaMário Cesariny – Em todas as ruas te encontroMário Cesariny –You are welcome to ElsinoreValter Hugo Mãe – Venho para te cortar os dedos
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Começar a semana com poesia: Ricardo Reis/Fernando Pessoa 11.05.2026 5λRicardo Reis é um dos 3 principais heterónimos de Fernando Pessoa, e são dele os 3 poemas que vos leio para começar(mos) a semana com poesia. São belíssimos. Bom dia!
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Afonso Borges: "O lugar da leitura tornou-se o meu lugar de residência." 08.05.2026 1ώ 7λAfonso Borges é programador cultural, jornalista, escritor, poeta, nascido em Belo Horizonte, em 1962. Criou o projeto Sempre um Papo há 40 anos - um festival literário em Belo Horizonte, por onde passaram e passam muitos autores brasileiros, mas também portugueses. Intimamente ligado à leitura, acredita na possibilidade de transformação através dos livros, mas também dos encontros, e partilha algumas dessas histórias connosco. Esteve em Portugal para lançar o livro Noites Brancas pela editora Nós, um dos temas da conversa no podcast para onde, como costuma acontecer, trouxe alguns dos poemas de que mais gosta. Poemas:"A Máquina do Mundo", Carlos Drummond de Andrade"Breve Elegia", Mário Faustino "Chega um dia", Thiago de Mello"Poema sujo", Ferreira Gullar"Que país é este?", Affonso Romano de Santanna
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Dia da Mãe: poema de Jorge Sousa Braga lido por Raquel Marinho 03.05.2026 4λPara assinalar o Dia da Mãe, Raquel Marinho lê o poema Diário de Bordo, de Jorge Sousa Braga, publicado no livro O Poeta Nu, edição Assírio & Alvim.É um diário, como o nome indica, do que pode ser a viagem do bebé dentro da barriga da mãe.
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Eduardo Quive:"Eu acho que estou a fazer livros, mas o que eu gosto mais é de jornais." 01.05.2026 1ώ 7λEduardo Quive em 1991, na cidade da Matola, província de Maputo, em Moçambique. É escritor e jornalista, e também curador e produtor de eventos literários, çevando a cabo, por exemplo, oficinas de escrita e leitura em colaboração com várias instituições e organizaçõesComeçou por publicar poesia e contos, e acaba de se estrear no romance com o livro A Cor da Tua Sombra, em Portugal editado pela Desmuro. Poemas:Conceição Lima, Quando o LuarNoémia de Sousa, Poesia, não venhas! Hirondina Joshua, Os ângulos da casa
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Leituras com Pedro Mexia: Ariana Harwicz e António Lobo Antunes 24.04.2026 1ώ"Tudo isto é muito violento e assustador. Ela escreve sobrerelações que são, à partida, da ordem do afecto entre homens e mulheres, pais e filhos, mas não reprime nada."No episódio deste mês, que estreia na véspera do 25 de Abril, Pedro Mexia destaca o livro Fado Alexandrino de António Lobo Antunes, considerado um dos grandes romances sobre a revolução de 1974. Naturalmente, são também referidos outros livros do escritor que nos deixou recentemente. O segundo destaque vai para a escritora argentina Ariana Harwicz, e o seu mais recente livro publicado em Portugal pela Elsine, Perder o Juízo. Como costuma acontecer, muitos outros autores são referidos ou lembrados durante a conversa. Por exemplo, Almeida Faria, José Cardoso Pires, Agustina Bessa-Luís, José Saramago, Louis-Ferdinand Céline, William Faulkner, Bruno Vieira Amaral, Michel Houellebecq, Eduarda Dionísio, Eugénio de Andrade, Sophia de Mello Breyner Andresen, António Franco Alexandre, Herberto Helder, Fernando Pessoa, Ruy Belo, Samanta Schweblin, Mariana Enríquez, Ruben A. ou Júlio Cortázar.
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Rosa Azevedo: "Comove-me muito a literatura. Quando há um momento em que tu dizes ‘eu nunca tinha pensado nisto desta forma’, e isso comove-me imenso." 17.04.2026 1ώ 51λÉ uma das caras da Snob, uma livraria independente de Lisboa, que publica livros fora do mainstream e do circuito comercial, e também muita poesia. É agente cultural, organizadora de ciclos, cursos ou conferências sobre os mais variados temas literários, livreira, leitora e mãe. Formou-se na área das letras, não porque quisesse ser professora ou trabalhar numa área específica, mas porque queria ler. Com os pais e os avós conheceu os clássicos, mas cedo se aventurou nos autores a que viria a chamar seus. Gosta muito da ideia de dar a conhecer autores e livros a novos leitores, mostrar-lhes coisas que ainda não conhecem: "tens de ir habituando as pessoas a gostar do desconhecido. Eisso é um risco, mas também é um gosto."
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Rita Redshoes: "A minha identidade foi construída com a música, eu acho que falava muito melhor com a música do que por palavras." 10.04.2026 1ώ 30λCantora, compositora, instrumentista, produtora e letrista, Rita Redshoes começou por integrar uma banda ainda adolescente enquanto baterista, e só mais tarde descobriu que sabia cantar. Estudou música e psicologia, vive no campo com 3 gatos e 3 galinhas, e acaba de lançar o primeiro single do seu novo álbum. Chama-se 'A Tua Trança', tem letra de Márcia, e é uma homenagem às mulheres. É mãe da Rosa, com quem descobriu outras dimensões, não apenas de ser humana, mas também de ser artista, e também sobre isso conversamos neste episódio, que acolhe as escolhas poéticas da Rita para através delas a conhecermos melhor. Poemas: Adília Lopes, BichosFilipa Leal, Apocalipse Now Sérgio Vaz, Acho que a gente perdeu a vozPedro Mexia, Eu AmoManuel António Pina, As VozesCecília Meireles, Apresentação Raquel Serejo Martins, Sinto-me enjoada do mundo Natália Correia, O sonho e a vida
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Ricardo Marques: "Eu acho que há duas palavras na minha vida: intertextual e antologia." 03.04.2026 2ώ 14λRicardo Marques é poeta, antologiador, investigador, e tradutor. Traduziu para português, entre dezenas de outros poetas, Anne Carson, Billy Collins e Patti Smith.Nasceu em Sintra, em 1983, e viveu até aos 23 anos entre o subúrbio de Sintra e a zona de Abrantes, de onde vem a família materna e parte da família paterna.Doutorado em Estudos Portugueses pela FCSH-UNL (2010), onde desenvolveu pós-doutoramento no IELT sobre revistas literárias do Modernismo (2015-21).De entre alguns ensaios publicados, destaca-se o volume Tradição e Vanguarda: As Revistas Literárias do Modernismo Português (1910-1926), ed. Biblioteca Nacional de Portugal (2020), bem como a antologia de poesia portuguesa contemporânea Já não dá para ser moderno: seis poetas de agora, ed. Flan de Tal (2021).Prosa: Maria Gabriela Llansol - Finita Poemas:Konstantinos Kavafis - dias de 1901/ veio ficar/ Recorda corpo LIVRE CURTOTheodore Roethke - The Waking VILLANELLEDylan Thomas - Elegy ELEGIAPeter Handke – Poema à duração POEMA ENSAIOMeendinho - Sediam’eu na ermida de San simion CANTIGACamões - Esparsa ao desconcerto do mundo ESPARSAFrancisco Rodrigues Lobo - ‘Como passarei eu sem
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Leituras com Pedro Mexia: "É a ideia de que não há razão para dizer em 10 palavras o que se pode dizer em 5, não há razão para ter adjetivos desnecessários. " 27.03.2026 1ώ 25λ"E, portanto, essa ideia de aquilo que se diz ser apenas umapequena parte daquilo que se quer dizer foi muito importante na literatura do século XX." Na rubrica de sugestões de leitura deste mês, Pedro Mexia sugere Ernest Hemingway, Contos Completos, edição Livros de Brasil. Na segunda parte do podcast, dedicamo-nos a alguns poetas brasileiros, vários contemporâneos e que não apenas estão publicados em Portugal, como dialogam com a poesia portuguesa nos seus livros. Por exemplo, António Cícero, Régis Bonvicino, Armando Freitas Filho, Michaela Schmaeadel, Leonardo Gandolfi, Marília Garcia, Ana Martins Marques, Eucanãa Ferraz ou Fabiano Calixto, Como costuma acontecer, muitas outras referências aparecem nesta conversa, sejam autores, realizadores de cinema ou pintores:Raymond Carver, Albert Camus, Annie Ernaux, James Joyve, Eça de Queiroz, Tomas Mann, William Faulkner, J. D. Salinger, F. Scott Fitzgerald, Camilo Castelo Branco, Alice Munro, Saul Bellow, Graham Greene. Fritz Lang, Marcel Proust, Henry James, William Shakespeare, Federico García Lorca, Luis Buñuel, Salvador Dalí, Carlos Drummond de Andrade, Cecília Meireles, Manuel Bandeira, Arnaldo Antunes, Sophia de MelloBreyner, Adília Lopes, Ana Cristina Cesar, Gregório Duvivier, Marianne Moore, Nuno Artur Silva, Rosa Maria Martelo, Fabiano Calixto ou Eucanãa Ferraz,
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Dia Mundial da Poesia 2026: poesia dita por quem a escreve 21.03.2026 1ώ 42λNo Dia Mundial da Poesia deste ano, cedemos o microfone aos poetas para os ouvir ler em voz alta.São ao todo 51 autores; alguns trazem poemas inéditos. Obrigada a todos por terem aceitado participar deste episódio. As entradas no podcast estão por ordem alfabética, tal como aqui: A. M. Pires Cabral (poema inédito), Ana Paula Inácio, André Tecedeiro, Andreia C. Faria, António Amaral Tavares, Carla Louro, Catarina Nunes de Almeida, Cláudia Lucas Chéu, Cláudia R. Sampaio (poema inédito), Daniel Jonas, Daniel Maia-Pinto Rodrigues, Fernando Pinto do Amaral, Filipa Leal, Francisca Camelo, Francisco José Viegas, Helder Macedo, Hélia Correia, Inês Francisco Jacob, Inês Dias, Inês Fonseca Santos, Inês Lourenço, Jaime Rocha, Jorge Gomes Miranda (poema inédito), Jorge Roque (poema inédito), Jorge Sousa Braga, José Carlos Barros, João Bosco da Silva, João Paulo Esteves da Silva, Luís Filipe Castro Mendes, Margarida Vale de Gato (poema inédito), Maria do Rosário Pedreira, Maria Sousa, Miguel Cardoso (poema inédito), Miguel-Manso, Miguel Martins, Paola d’ Agostino, Paula Tavares (poema inédito), Paulo José Miranda, Pedro Braga Falcão (poema inédito), Pedro Mexia (poema inédito) , Pedro Rapoula (poema inédito), Raquel Nobre Guerra, Raquel Serejo Martins (poema inédito), Regina Guimarães, Renata Correia Botelho, Ricardo Marques, Rita Taborda Duarte, Rosa Oliveira, Rui Lage, Tatiana Faia, Vasco Gato.
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Isabel Soares: "Era uma casa onde os amigos eram os escritores e os poetas." 13.03.2026 2ώ 7λCresceu numa casa de portas abertas a família e amigos, com livros por todo o lado, uma mãe, Maria Barroso, que dizia poesia pelo país - também como forma de resistir à ditadura de Salazar - e um pai, Mário Soares, fundador da democracia portuguesa, muitas vezes ausente por motivos políticos e pelas várias passagens pelas prisões de Caxias ou do Aljube. Isabel Soares nasceu em 1951. Chegou a pensar ser médica, passou pelo jornalismo, mas acabaria por abraçar a gestão do Colégio Moderno a pedido do pai e da mãe quando Mário Soares decidiu candidatar-se a Presidente da República. É esse o seu projeto de vida - aos 75 anos ainda trabalha todos os dias - e orgulha-se muito dos seus alunos, também pela liberdade cívica e intelectual que preconiza para a escola que dirige. "Terem a cabeça aberta e pensarem pela sua cabeça", como explica.Não se lembra da sua vida sem poesia porque a mãe, Maria Barroso, não apenas "embalava" os filhos a dizer poemas e mais tarde os levava aos recitais pelo país, como amiúde citava poemas de cor no meio das conversas. Ao mesmo tempo, alguns dos amigos da família Soares eram poetas, escritores ou pintores, que frequentavam a casa e os serões da casa, a que Isabel gostava de assistir. Considera que memória é identidade e é sobretudo a memória que nos guia ao longo desta conversa. Os poemas são um pretexto para a conhecermos melhor, e também, por maioria de razão, aos seus pais que, de certa forma, se juntam a nós. Poemas: Matilde Rosa Araújo – NascerRuben Dario – Não ouves cair as gotas da minha melancoliaSophia de Mello Breyner – Porque ; Há jardins evadidos deluar ; De todos os cantos do mundo ; Quando o meu corpo adormecer e eu for mortaJorge de Sena – Carta a Meus Filhos Sobre os Fuzilamentos de GoyaAlexandre O«’ Neill – Portugal José Régio – Cântico NegroÁlvaro de Campos - Aniversário Camilo Pessanha - Floriram por engano as rosas bravasAntonio Machado - Caminante, no hay caminoCharles Baudelaire – As Flores do Mal
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Itamar Vieira Junior: "Talvez o brasileiro que mais mereça o Prémio Nobel seja o Chico Buarque ." 06.03.2026 1ώ 15λÉ um dos autores brasileiros do momento, e esteve em Portugal para apresentar o seu novo romance 'Coração sem Medo', o último livro da chamada trilogia da terra, iniciada com o sucesso de vendas Torto Arado - mais de 1 milhão de livros vendidos com traduções para 33 idiomas. Ao longo desta conversa, Itamar Vieira Junior partilha alguns dos seus gostos poéticos, que são um caminho que encontramos para o conhecer melhor.Ficamos a saber, por exemplo, que aos 9 anos já escrevia peças de teatro, que quando era adolescente ganhou coragem e bateu à porta de Jorge Amado para lhe pedir um autógrafo, ou que entre os seus autores de referência se encontra, por exemplo, Eça de Queiroz. Poemas:Adélia Prado – EnsinamentoMaria do Rosário Pedreira – Dorme meu amorVinicius de Moraes – Soneto do Amor TotalWislawa Szymborska – Mulher de Ló Maya Angelou - Still I Rise
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Leituras com Pedro Mexia: Julian Barnes e Rui Lage 27.02.2026 1ώ 13λNa rubrica deste mês, Pedro Mexia traz para a conversa, Partida, o último livro de Julian Barnes, tradução de Salvato Teles de Menezes, edição Quetzal, e Física Espiritual (antologia pessoal), de Rui Lage, edição Assírio & Alvim.
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