Leitura de Ouvido
LP Lucas e Daiana Pasquim
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Leitura de Ouvido é um podcast que transforma contos e poesias em domínio público em experiências sonoras imersivas, com gravações interpretadas em áudio drama e sonorização cinematográfica. Criado por Daiana Pasquim e Lucas Piaceski, o programa também oferece crítica literária descontraída sobre o texto, escola literária e autor ao final de cada episódio. Novos episódios são publicados todas as sextas-feiras.
Episodios
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Mary Shelley - A Garota Invisível (conto) 24.07.2026 58m“A Garota Invisível” (1833) é uma história misteriosa da romancista gótica Mary Shelley (1797-1851), criadora do Frankenstein. O conto é composto de seis capítulos: 1. Descobrindo a torre. 2. Uma viagem no mar. 3.A torre da garota invisível. 4. Os motivos de Vermon. 5.O sapatinho. 6. Uma surpresa inesperada. Hoje nós relançamos este que foi o episódio 9 da 1ª temporada, devidamente acompanhado das Notas de Rodapé e da biografia da autora inglesa.O tempo em que se passa a história é o início do século XVIII, o espaço, entre os país de Gales e a Irlanda. É ali que se encontra a torre em ruínas, que tem sobre a lareira o retrato da garota lendo um romance folclórico, com um mandolim e um papagaio. Abaixo da foto estava escrito em letras douradas: ‘a garota invisível’. Esta pintura sobre a lareira se mostra repleta de tragédias, terrores e horrores perdidos. Publicado originalmente em 1833 no periódico anual britânico The Keepsake, o enunciador avisa que perpassará uma breve narrativa, mas a construção se faz de vários saltos para o passado. Ao mesmo tempo, narra-se os conflitos familiares do seio de onde veio o cavalheiro Henry Vermon e uma série de pistas são deixadas para o leitor compreender que o cavalheiro e a garota invisível podem estar com seus destinos cruzados. Nunca é revelado quem fez a pintura. O conto é uma tradução inédita no Brasil, feita por Márcio Carvalho de forma independente. Boa leitura!✅ Torne-se MEMBRO do CLUBE LEITURA de OUVIDO: encontros virtuais mensais, com notas de rodapé ao vivo e interação entre os leitores e Daiana Pasquim. Para isso, faça um apoio a partir de R$ 20 mensais:👍 Chave PIX:leituradeouvido@gmail.comOu pelo financiamento coletivo: https://apoia.se/leituradeouvidoSe você é escritor(a) e gostaria de comissionar um episódio produzido por nós, escreva para leituradeouvido@gmail.com 📞 Entre em contato: leituradeouvido@gmail.comDireção e narração:@daianapasquimDireção, edição, trilha de abertura e arte de capa:@lplucasUma produção:@rockastudiosPadrinho:@miltonhatoum_oficialConheça o #Desenrole seu Storytelling, curso de Daiana Pasquim: https://bit.ly/desenrolecomleitura -
Castro Alves - Os Anjos da Meia Noite (poesia) 17.07.2026 22m“Os anjos da Meia-noite”(1870) é poema de Castro Alves (1847-1871) no livro Espumas Flutuantes de sua veia lírico-amorosa. Quando o assunto é produção literária castroniana somos logo tentados a pensar em sua feição social-humanitária. “Os anjos da Meia-Noite”, contudo, vem nos mostrar o quanto o jovem amou. Ele cita várias mulheres no poema, que é composto por uma espécie de prólogo “Fotografia" e depois tem mais oito partes, em cada qual, citando as suas diferentes amadas, sempre como “sombras”. Teriam todas elas morrido ou apareceriam-lhe apenas como lembranças de um longínquo passado, na ideia de sombras? O fato é que as memórias se despertam na insônia, em uma noite atormentada de passagens lúgubres e fúnebres. “Os anjos alvos passam em longa procissão (…) vão desfilando assim”: 1ª sombra: Marieta; 2ª sombra: Bárbora; 3ª sombra: Ester; 4ª sombra: Fabíola; 5ª e 6ª sombras: Cândida e Laura; 7ª sombra: Dulce; 8ª sombra: último fantasma, que lhe aparece e começa com interrogações: “Quem és tu?” Após desenvolver as emoções, ele afirma ser o ideal que a alma espera, talvez a morte. "Os Anjos da Meia-Noite" (1870) é famoso poema de Castro Alves marcado pelo tom confessional e alucinatório. O texto retrata uma noite de insônia em que o eu-lírico alucina e vê "anjos" desfilarem como fantasmas de antigos amores. Ele mescla sensualidade, melancolia e a iminência da morte, buscando reviver essas paixões do passado. O texto é assinado em Santa Isabel, agosto de 1870. Boa leitura!✅ Torne-se MEMBRO do CLUBE LEITURA de OUVIDO: encontros virtuais mensais, com notas de rodapé ao vivo e interação entre os leitores e Daiana Pasquim. Para isso, faça um apoio a partir de R$ 20 mensais:👍 Chave PIX:leituradeouvido@gmail.comOu pelo financiamento coletivo: https://apoia.se/leituradeouvidoSe você é escritor(a) e gostaria de comissionar um episódio produzido por nós, escreva para leituradeouvido@gmail.com 📞 Entre em contato: leituradeouvido@gmail.comDireção e narração:@daianapasquimDireção, edição, trilha de abertura e arte de capa:@lplucasUma produção:@rockastudiosPadrinho:@miltonhatoum_oficialConheça o #Desenrole seu Storytelling, curso de Daiana Pasquim: https://bit.ly/desenrolecomleitura -
Guillaume Apollinaire - O Desaparecimento de Honoré Sobrac (conto) 10.07.2026 31m"O desaparecimento de Honoré Subrac” (1910) é de Guillaume Apollinaire (1880-1918), o italiano que é um dos mais reconhecidos escritores em língua francesa. Com toque surrealista avant la lettre, o caso é narrado pelo amigo inominado de Honoré Subrac, que se propõe a nos fazer entender uma faculdade especial que o amigo tem, o mimetismo e como, uma aventura que se estende a anos, é resultado do final surreal de sua vida - com o desaparecimento. O conto recorre ao Mimetismo, explicitando que na natureza, seres vivos imitam outros seres vivos, como forma de se esconder de predadores, na mata, na terra ou na água. Na literatura, a Mimesis já fora explicada por Aristóteles, discípulo de Platão, para quem a arte era uma cópia da realidade. Já Aristóteles vê que toda arte oferece uma representação da realidade, a partir de uma representação criativa e verossímil das ações humanas. Já no século XX, René Girard, na literatura comparada, desenvolve a Teoria Mimética como passível de simular a realidade, a partir do universo do autor, que é o centro do Simulacro. A Mimesis, fato, é fundamental para a compreensão do fenômeno literário. Para o filósofo Aristóteles, o estudo das criações mimetizas é indispensável à Poética, ou seja, para entender a que se propõe e como se compõe uma literatura. É um princípio natural da arte de criar. O conto "O Desaparecimento de Honoré Subrac" (La disparition d'Honoré Subrac) foi publicado originalmente em 4 de fevereiro de 1910 no jornal francês Paris-Journal e, posteriormente, foi integrada na famosa coletânea de contos e novelas L'Hérésiarque et Cie (O Herege e Cia.), lançada no mesmo ano. Boa leitura!✅ Torne-se MEMBRO do CLUBE LEITURA de OUVIDO: encontros virtuais mensais, com notas de rodapé ao vivo e interação entre os leitores e Daiana Pasquim. Para isso, faça um apoio a partir de R$ 20 mensais:👍 Chave PIX:leituradeouvido@gmail.comOu pelo financiamento coletivo: https://apoia.se/leituradeouvidoSe você é escritor(a) e gostaria de comissionar um episódio produzido por nós, escreva para leituradeouvido@gmail.com 📞 Entre em contato: leituradeouvido@gmail.comDireção e narração:@daianapasquimDireção, edição, trilha de abertura e arte de capa:@lplucasUma produção:@rockastudiosPadrinho:@miltonhatoum_oficialConheça o #Desenrole seu Storytelling, curso de Daiana Pasquim: https://bit.ly/desenrolecomleitura -
Daiana Pasquim - Congregação (conto) 03.07.2026 46m“Congregação" (2024) é a segunda história do livro Verde Amadurecido, de Daiana Pasquim (1981), livro de contos publicado pela Editora Litteralux, em agosto de 2024. É uma história de mistério que levanta uma questão filosófica: “Que peso têm os segredos pós-morte?” Isso porque na história, cai a membrana entre o mundo dos vivos e o mundo dos mortos. A narrativa se faz valer do sobrenatural, que acomete o Vilarejo das Pedras, onde tudo era calmaria até o momento em que o rádio começou a criar notícias estranhas. De súbito, vários habitantes começaram a ir para o cemitério, para visitar seus entes queridos. Foi isso o que fez Laura, abraçada a um buquê de rosas vermelhas, para visitar o jazigo da avó Adele. Diante da presença da avó, Laura revela que havia lido o Diário de Adele, que fora-lhe confiado a setes chaves. É neste ínterim que se cruzam os fatos históricos mencionados nas entrelinhas do Diário, com os oníricos (os sonhos de juventude) e os lendários - que podem ser tomados pelas notícias no rádio a partir das características das pessoas. Quando finaliza a acareação, a moça vai viver algo inesperado a ambas, que tem relação direta ao sonho que Adele cultivou a vida toda. Curiosidade: "escrevi e reescrevi este conto ao longo de cinco anos. É o texto em que mais me demorei trabalhando, em todo o livro. Isso porque eu quis buscar uma ruptura, um tipo de escape do ponto de vista lógico-científico". Boa leitura!Quer o livro Verde Amadurecido? Envie um email para leituradeouvido@gmail.com e faça o seu pedido.✅ Torne-se MEMBRO do CLUBE LEITURA de OUVIDO: encontros virtuais mensais, com notas de rodapé ao vivo e interação entre os leitores e Daiana Pasquim. Para isso, faça um apoio a partir de R$ 20 mensais:👍 Chave PIX:leituradeouvido@gmail.comOu pelo financiamento coletivo: https://apoia.se/leituradeouvidoSe você é escritor(a) e gostaria de comissionar um episódio produzido por nós, escreva para leituradeouvido@gmail.com 📞 Entre em contato: leituradeouvido@gmail.comDireção e narração:@daianapasquimDireção, edição, trilha de abertura e arte de capa:@lplucasUma produção:@rockastudiosPadrinho:@miltonhatoum_oficialConheça o #Desenrole seu Storytelling, curso de Daiana Pasquim: https://bit.ly/desenrolecomleitura -
Clarissa Machado - A Voz de Nhá Chica 01.07.2026 25m“A voz de Nhá Chica” é episódio bônus do Leitura de Ouvido, sendo o último livro de Clarissa Machado, com ilustração de Selma Bajgielman. Clarissa é ativista do Direito à Literatura, das Terapias Literárias, do Resgate dos Saberes dos Povos Originários e de Memórias Ancestrais. Nhá Chica é a primeira beata negra do Brasil e possui inúmeros devotos. Todos os anos, entre 30 de abril e 1 de maio, eles seguem em peregrinação rumo ao seu santuário, na cidade de Baependi, em Minas Gerais. Sua festa acontece todo 14 de junho, data de sua morte. Foi o Papa Bento XVI que reconheceu Nhá Chica como beata. Esta obra integra a categoria “Seleção de propostas de publicações literárias para público infantojuvenil” do Edital de chamamento público 07/2024 de Fomento à Execução de Ações Literárias (Apoio direto a projetos literários). O projeto "A Voz de Nhá Chica" foi realizado com recursos da Lei Aldir Blanc, executado pela Secretaria Estadual de Cultura e Turismo do Estado de Minas Gerais, através do Edital 07/2024, ID 11939 - publicações literárias para o público infantojuvenil. Realização: Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura - PNAB. Ministério da Cultura - Governo Federal - Brasil. A edição é trilingue publicada pela Minas Colosso, em São Lourenço, Minas Gerais (2025). Boa leitura!📚 Se você é escritor(a) e quer ouvir o seu texto no Leitura de Ouvido, escreva para leituradeouvido@gmail.comNossos episódios comissionados em literatura contemporânea são distribuídos como episódios bônus. Faça o seu orçamento e ajude o podcast a continuar distribuindo episódios gratuitos. ✅ Torne-se MEMBRO do CLUBE LEITURA de OUVIDO: encontros virtuais mensais, com notas de rodapé ao vivo e interação entre os leitores e Daiana Pasquim. Para isso, faça um apoio a partir de R$ 20 mensais:👍 Chave PIX:leituradeouvido@gmail.comOu pelo financiamento coletivo: https://apoia.se/leituradeouvido📞 Entre em contato:leituradeouvido@gmail.comDireção e narração:@daianapasquimDireção, edição, trilha de abertura e arte de capa:@lplucasUma produção:@rockastudiosPadrinho:@miltonhatoum_oficialConheça o #Desenrole seu Storytelling, curso de Daiana Pasquim: https://bit.ly/desenrolecomleitura -
Ronald de Carvalho - Luz Gloriosa (poesia) 26.06.2026 40mLuz Gloriosa (1913) é o livro de estreia do diplomata, escritor e poeta Ronald de Carvalho (1893-1935). Nesta edição, trazemos todo o princípio do livro, da edição autografada ao amigo Fernando Pessoa. O episódio desdobra-se no capítulo Vida Heróica, com “Allegoria”, que vai de I a VII, sempre enaltecendo o sol, seja seu nascer ou seu pôr-se. Em seguida, vem os “Sonetos da Vida”, com a exploração das cores “Soneto Branco”, “Soneto Verde”, e “Soneto Azul” - todos na estrutura cruzada ou entrelaçada ABAB, ABAB nos quartetos; e também entrelaçada nos tercetos, sendo nos três, CDC, EDE; e, ainda, a "Symphonia do Poente", que compõe-se em oito quartetos e debruça-se sobre a memória da luz; em seguida, “Os Sonetos Preciosos” e "Rhitmos Rústicos". Logo que conclui o curso de Direito no Rio de Janeiro, Ronald viaja para a França, onde estuda Filosofia e Sociologia, além de publicar seu primeiro livro pela Casa Crès et Cie, em 1913, em Paris. Não só pelo território francês, mas pela forma de expressão, a obra é fortemente marcada pela influência de Paul Verlaine (1844-1896) e Charles Baudelaire (1821-1867).Ronald envia a Fernando Pessoa uma edição de seu livro, autografado com os seguintes dizeres: “Para as mãos de Fernando Pessoa, Fraternal - Rio, MCMXIV". As letras representam 1914, em algarismos romanos. Foi com essa edição encontrada na Biblioteca Particular Fernando Pessoa que produzimos o episódio de hoje, lendo diretamente do português arcaico. Boa leitura!✅ Torne-se MEMBRO do CLUBE LEITURA de OUVIDO: encontros virtuais mensais, com notas de rodapé ao vivo e interação entre os leitores e Daiana Pasquim. Para isso, faça um apoio a partir de R$ 20 mensais:👍 Chave PIX:leituradeouvido@gmail.comOu pelo financiamento coletivo: https://apoia.se/leituradeouvidoSe você é escritor(a) e gostaria de comissionar um episódio produzido por nós, escreva para leituradeouvido@gmail.com 📞 Entre em contato:leituradeouvido@gmail.comDireção e narração:@daianapasquimDireção, edição, trilha de abertura e arte de capa:@lplucasUma produção:@rockastudiosPadrinho:@miltonhatoum_oficialConheça o #Desenrole seu Storytelling, curso de Daiana Pasquim: https://bit.ly/desenrolecomleitura -
Oscar Wilde - O Príncipe Feliz (conto) 19.06.2026 52m“O príncipe feliz” (1888) é conto de Oscar Wilde (1854-1900) que dá título à sua famosa coleção de contos infantis onde o autor incrivelmente une a fantasia com a crítica social. Em O Príncipe Feliz e outras histórias temos o entrelaçar de parábolas sobre amor, vaidade e generosidade, como é o caso de ‘O príncipe feliz”. Apresentado como uma estátua no alto da colina, na cidade onde já vivera, ao conhecer Andorinha, o príncipe rememora sua vida luxuosa de antes, o que acentua a leitura do que está por vir. Como objeto de arte, o príncipe tinha todo o corpo coberto por ouro, além de rubi em sua espada, chumbo em seu coração e, os olhos do príncipe feliz eram de safiras vindas da Índia. É uma história de amor, solidariedade e desprendimento, pois através da Andorinha, ele doa tudo o que é, para ajudar o próximo. O príncipe feliz fica totalmente cego, pois destina suas duas safiras. Uma foi para o estudante e outra, para a pequena menina dos fósforos. “Você está cego agora, por isso, ficarei com você para sempre”, disse Andorinha ao príncipe. Passou a lhe contar histórias sobre o que via em terras estrangeiras. Inúmeros aprendizados, tempos e espaços. O ciclo da vida de ambos foi se entrelaçando em trocas. Para além dos olhos, ironia gigantesca do conto é o fato de a estátua ter coração de chumbo. A morte da Andorinha e a queda do coração de chumbo partindo-se em dois, é concomitante, logo após o beijo na boca. Aos olhos dos mortais, a estátua parecia acabada. Mas a última voz na história, é de Deus. Boa leitura!✅ Torne-se MEMBRO do CLUBE LEITURA de OUVIDO: encontros virtuais mensais, com notas de rodapé ao vivo e interação entre os leitores e Daiana Pasquim. Para isso, faça um apoio a partir de R$ 20 mensais:👍 Chave PIX:leituradeouvido@gmail.comOu pelo financiamento coletivo: https://apoia.se/leituradeouvidoSe você é escritor(a) e gostaria de comissionar um episódio produzido por nós, escreva para leituradeouvido@gmail.com 📞 Entre em contato:leituradeouvido@gmail.comDireção e narração:@daianapasquimDireção, edição, trilha de abertura e arte de capa:@lplucasUma produção:@rockastudiosPadrinho:@miltonhatoum_oficialConheça o #Desenrole seu Storytelling, curso de Daiana Pasquim: https://bit.ly/desenrolecomleitura -
Machado de Assis - A Chinela Turca (conto) 12.06.2026 46m“A chinela turca” (1875) é conto de Machado de Assis (1839-1908) publicado pela primeira vez em 14 de novembro de 1875, no periódico A Época. Mais tarde, a obra foi eternizada na famosa coletânea Papéis Avulsos, lançada em 1882. O conto começa no presente: “Vede o Bacharel Duarte”, mas na mesma oração, nos joga sutilmente ao passado no ano de 1850, fazendo-se valer da Elipse Narrativa que coloca uma história dentro da outra história. Exige do leitor uma sutil percepção, pois se em um momento o moço está pronto para sair, ansioso para ir ao baile encontrar a sua namorada Cecília - em outro está vivendo o suplício de ficar preso em casa com uma visita inesperada, o Major Lopo Alves, que lhe pede para ler 180 folhas de um manuscrito dividido em sete atos. É nos revelado que o próprio major inspirou-se a escrever após outro acontecimento do passado, o de ter ido assistir a uma peça ultrarromântica - o que ele não conta ao Duarte. Da passagem das horas enquanto "a leitura de um mau livro é capaz de produzir fenômenos espantosos”, tem-se a deixa para uma fantasia que toma conta da cabeça do Bacharel, até sermos apresentados para a dita Chinela Turca, que é compreendida por ele como uma metáfora para o coração de Cecília. O texto faz-se do presente e da fantasia, com uma diegese envolvente que permita terminar a história querendo (re)começá-la, para fazer o circuito de lapsos ou saltos que o efeito do ocorrido lhe causou. Boa leitura! ✅ Torne-se MEMBRO do CLUBE LEITURA de OUVIDO: encontros virtuais mensais, com notas de rodapé ao vivo e interação entre os leitores e Daiana Pasquim. Para isso, faça um apoio a partir de R$ 20 mensais:👍 Chave PIX:leituradeouvido@gmail.comOu pelo financiamento coletivo: https://apoia.se/leituradeouvidoSe você é escritor(a) e gostaria de comissionar um episódio produzido por nós, escreva para leituradeouvido@gmail.com 📞 Entre em contato:leituradeouvido@gmail.comDireção e narração:@daianapasquimDireção, edição, trilha de abertura e arte de capa:@lplucasUma produção:@rockastudiosPadrinho:@miltonhatoum_oficialConheça o #Desenrole seu Storytelling, curso de Daiana Pasquim: https://bit.ly/desenrolecomleitura -
Auta de Souza - Psicografada por Chico Xavier 05.06.2026 38m“Auta de Souza” ditou poesias em 1976, no centenário de seu nascimento, ao médium Francisco Cândido Xavier (1910-2002). Ele, na ocasião completava seu 66º aniversário. Os versos psicografados ditados pelo espírito Auta de Souza seguem seu estilo literário já visto em Horto (1900). Os psicografados são considerados como seu 2º livro. Temos sonetos rimados e metrificados, em grande maioria; e também baladas em quartetos, que versam sobre os temas mais caros à autora: sua fé e devoção a Jesus Cristo, à caridade, ao amor ao próximo, à natureza (gelo, ventania, temporal, lodo), à fraternidade, ao legado da vida, ao valor do sofrer(“louva a pedrada que nos aprimora”). As rimas são em grande maioria ABBA, ABBA, CCD, EED. No episódio de hoje, produzimos 1/3 do seu livro psicografado, sendo 30, dos 88 poemas. O trabalho de Chico Xavier consolidou a psicografia como uma das manifestações mediúnicas mais respeitadas e estudadas do mundo. Em termos de Psicografia Literária ele escreveu 412 livros de diversos gêneros (romances, poesias, filosofia) assinados por espíritos como Emmanuel, André Luiz e Humberto de Campos. Tudo isso, tendo estudado apenas o curso primário, incompleto. Chico jamais se declarou autor de nenhuma dessas obras. Seu primeiro livro psicografado, lançado em julho de 1932, foi “Parnaso de Além Túmulo”, uma coletânea de poemas assinados por 56 grandes poetas brasileiros e portugueses desencarnados, Castro Alves, Casimiro de Abreu, Augusto dos Anjos, entre outros. Com estilos diferenciados e vocabulário distinto, transmitem que “a alma sobrevive ao corpo”. Boa leitura!✅ Torne-se MEMBRO do CLUBE LEITURA de OUVIDO: encontros virtuais mensais, com notas de rodapé ao vivo e interação entre os leitores e Daiana Pasquim. Para isso, faça um apoio a partir de R$ 20 mensais:👍 Chave PIX:leituradeouvido@gmail.comOu pelo financiamento coletivo: https://apoia.se/leituradeouvidoSe você é escritor(a) e gostaria de comissionar um episódio produzido por nós, escreva para leituradeouvido@gmail.com 📞 Entre em contato:leituradeouvido@gmail.comDireção e narração:@daianapasquimDireção, edição, trilha de abertura e arte de capa:@lplucasUma produção:@rockastudiosPadrinho:@miltonhatoum_oficialConheça o #Desenrole seu Storytelling, curso de Daiana Pasquim: https://bit.ly/desenrolecomleitura -
Ambrose Bierce - A Estrada Enluarada (conto) 29.05.2026 50mO conto "A Estrada Enluarada" (The Moonlit Road), escrito pelo crítico satírico, escritor e jornalista estadunidense, Ambrose Bierce (1842-1914), foi publicado originalmente em 1907, na revista Cosmopolitan. É uma história de fantasma pautada no Espiritismo, que explora três pontos de vista e envolve um feminicídio, o drama da vítima e o contato com um Espírito. O conto abre-se em três capítulos: I. Depoimento de Joel Hetman Jr; II. Depoimento de Caspar Grattan; III. Depoimento da falecida Julia Hetman, através do médium Bayrolles. Com o médium, Bierce obriga que a interpretação perpasse a conversa com os espíritos e a mediunidade, para isso, vamos nos ancorar nos livros do Pentateuco Kardequiano, estruturados por Allan Kardec entre 1857 e 1868. Essas obras formam a base moral, científica e filosófica do Espiritismo. As Obras Básicas da Codificação são: O Livro dos Espíritos (1857), O Livro dos Médiuns (1861), O Evangelho Segundo o Espiritismo (1864), O Céu e o Inferno (1865) e A Gênese (1868). O médium Bayrolles (cujo nome verdadeiro era Horatio DuBois) é um famoso personagem fictício e médium espiritualista do século XIX, intimamente ligado ao universo do horror cósmico e à mitologia de o "Rei de Amarelo” (Robert W. Chambers, 1895). A origem literária deste médium é justamente Ambrose Bierce nestes contos clássicos de terror. Quando Bayrolles faz o depoimento de Julia através da escrita automática e transe, vamos compreender muitos fatos. Boa leitura!✅ Torne-se MEMBRO do CLUBE LEITURA de OUVIDO: encontros virtuais mensais, com notas de rodapé ao vivo e interação entre os leitores e Daiana Pasquim. Para isso, faça um apoio a partir de R$ 20 mensais:👍 Chave PIX:leituradeouvido@gmail.comOu pelo financiamento coletivo: https://apoia.se/leituradeouvidoSe você é escritor(a) e gostaria de comissionar um episódio produzido por nós, escreva para leituradeouvido@gmail.com 📞 Entre em contato:leituradeouvido@gmail.comDireção e narração:@daianapasquimDireção, edição, trilha de abertura e arte de capa:@lplucasUma produção:@rockastudiosPadrinho:@miltonhatoum_oficialConheça o #Desenrole seu Storytelling, curso de Daiana Pasquim: https://bit.ly/desenrolecomleitura -
Machado de Assis - O Espelho (reedição) 22.05.2026 46m“O espelho” (1882) é conto de Machado de Assis (1839-1908) publicado originalmente no jornal Gazeta de Notícias, em 1882. Vamos conhecer Jacobina que, diante do grupo de quatro ou cinco cavalheiros, conta um causo da sua vida, quando tinha 25 anos, era pobre e fora nomeado Alferes da Guarda Nacional, correspondente a um cavaleiro, cargo hoje compreendido como Segundo Tenente. Fardado, diante do espelho, o personagem vai enfrentar uma espécie de enlouquecimento. “O alferes eliminou o homem”, narra o personagem, para esboçar que a sua alma exterior mudou de natureza a ponto de só o posto, o exército da patente, parecer lhe importar. O debate sobre identidade é o que se aprofunda neste conto, encarando a fragmentação da autoimagem do indivíduo e a vida em sociedade, em especial encarando o peso de estar sozinho. Mas também está em pauta a representação de outras questões próprias da modernidade, como a fragilidade das relações humanas baseadas nas relações de produção; o medo diante das estruturas econômicas e sociais em constante transformação; a manutenção do status quo pelo que se faz ou se aparenta, perdendo-se no processo o que o indivíduo realmente é. Machado faz o “esboço de uma nova teoria da alma humana”. As situações narradas têm certo tom misterioso, de suspense, quase sobrenatural. Por isso também, esta é uma das histórias mais ouvidas aqui do Leitura de Ouvido, foi nosso episódio 2, puro e simplesmente. E merecia o relançamento, com as Notas de Rodapé. Boa leitura!✅ Torne-se MEMBRO do CLUBE LEITURA de OUVIDO: encontros virtuais mensais, com notas de rodapé ao vivo e interação entre os leitores e Daiana Pasquim. Para isso, faça um apoio a partir de R$ 20 mensais:👍 Chave PIX:leituradeouvido@gmail.comOu pelo financiamento coletivo: https://apoia.se/leituradeouvidoSe você é escritor(a) e gostaria de comissionar um episódio produzido por nós, escreva para leituradeouvido@gmail.com 📞 Entre em contato:leituradeouvido@gmail.comDireção e narração:@daianapasquimDireção, edição, trilha de abertura e arte de capa:@lplucasUma produção:@rockastudiosPadrinho:@miltonhatoum_oficialConheça o #Desenrole seu Storytelling, curso de Daiana Pasquim: https://bit.ly/desenrolecomleitura -
Emily Dickinson - Poemas Existenciais 15.05.2026 54m“Poemas existenciais” eram uma frequência de escrita de Emily Dickinson (1830-1886), que completa neste 15 de maio um século e quatro décadas de morte. Neste aniversário de 140 anos produzimos 48 poemas dela, que encontrou na liberdade do seu quarto toda a liberdade para criar. Para ela, a poesia como forma de expressão, era o próprio viver. Ela nunca intitulava seus poemas, mas nestes de hoje há clássicos os versos de: “Não é preciso ser um quarto, para ser assombrado”, "Porque eu não pude parar para a Morte”, "A esperança é uma coisa com penas”; "Sou Ninguém! Quem é você?”, "Esta é minha carta ao Mundo”, entre outros. Maior conservador do legado da poetisa, o Museu Emily Dickinson explica as maiores características literárias da autora em cinco macro estruturas e nove abordagens: tema e tom; forma e estilo; metro e rima; pontuação e sintaxe; dicção. Este assunto e muitos outros foram debatidos no Clube Leitura de Ouvido da véspera de publicação deste episódio. Mergulhamos no mundo Dickinsoniano. Ela foi contemporânea das Irmãs Bronte, George Sand, George Eliot e Elizabeth Barret Browning. Na parede do seu quarto havia o retrato dos dois últimos, seus poetas preferidos. Amherst, Massachusetts, foi o lar de Emily Dickinson ao longo da vida e o pano de fundo para sua visão poética. Em especial, a janela de seu quarto. Boa leitura!✅ Indique o Leitura de Ouvido no Prêmio Jabuti na categoria “Fomento à leitura - mídias digitais “: https://www.premiojabuti.com.br/jabuti/indicacao-incentivo-a-leitura-cultura-digital/✅ Torne-se MEMBRO do CLUBE LEITURA de OUVIDO: encontros virtuais mensais, com notas de rodapé ao vivo e interação entre os leitores e Daiana Pasquim. Para isso, faça um apoio a partir de R$ 20 mensais:👍 Chave PIX:leituradeouvido@gmail.comOu pelo financiamento coletivo: https://apoia.se/leituradeouvidoSe você é escritor(a) e gostaria de comissionar um episódio produzido por nós, escreva para leituradeouvido@gmail.com 📞 Entre em contato:leituradeouvido@gmail.comDireção e narração:@daianapasquimDireção, edição, trilha de abertura e arte de capa:@lplucasUma produção:@rockastudiosPadrinho:@miltonhatoum_oficialConheça o #Desenrole seu Storytelling, curso de Daiana Pasquim: https://bit.ly/desenrolecomleitura -
Oscar Wilde - O Filho da Estrela (conto de fadas) 08.05.2026 59mO conto de fadas "O filho da estrela” ou "O Menino-Estrela”, originalmente em inglês: The Star-Child, de Oscar Wilde (1854-1900), foi publicado pela primeira vez em 1891 e é uma história de formação. Isso significa que vamos seguir o aparecimento de o filho da estrela desde bebê, em todo o seu crescimento, até o fim de sua vida. Após uma estrela cadente, o menino é encontrado no meio da floresta por dois lenhadores, criado pela família de um deles. O conto inicia com toques de fábula, com os animais reclamando do frio e da neve, inclusive, dizendo que “a culpa é do governo”. Reside aí uma das críticas sociais de Wilde, somado à da pobreza - material e de espírito, pois mesmo com o filho da estrela crescendo junto ao filho do lenhador, recebendo acolhimento, alimento e carinho, ele se tornou mal. “A beleza fez dele perverso”. O bebê portava um colar de âmbar e um manto com tecido de ouro, este remete à nobreza e riqueza, àquele, traz proteção e considerada uma "pedra da sorte" que afasta energias negativas e atrai prosperidade. Quem se apresenta como sendo sua mãe, em meados da narrativa, é uma mendiga. O menino é soberbo e cruel com ela e por isso, acometido por uma maldição e perde toda a sua formosura; irá vagar por três anos pelo mundo em busca de sua progenitora. Boa leitura!✅ Indique o Leitura de Ouvido no Prêmio Jabuti na categoria “Fomento à leitura - mídias digitais “: https://www.premiojabuti.com.br/jabuti/indicacao-incentivo-a-leitura-cultura-digital/✅ Torne-se MEMBRO do CLUBE LEITURA de OUVIDO: encontros virtuais mensais, com notas de rodapé ao vivo e interação entre os leitores e Daiana Pasquim. Para isso, faça um apoio a partir de R$ 20 mensais:👍 Chave PIX:leituradeouvido@gmail.comOu pelo financiamento coletivo: https://apoia.se/leituradeouvidoSe você é escritor(a) e gostaria de comissionar um episódio produzido por nós, escreva para leituradeouvido@gmail.com 📞 Entre em contato:leituradeouvido@gmail.comDireção e narração:@daianapasquimDireção, edição, trilha de abertura e arte de capa:@lplucasUma produção:@rockastudiosPadrinho:@miltonhatoum_oficialConheça o #Desenrole seu Storytelling, curso de Daiana Pasquim: https://bit.ly/desenrolecomleitura -
Silvia Schmidt - Isadora Imani Iara 02.05.2026 30m“Isadora, Imani, Iara: uma roda a três vozes” é o poema polifônico, último lançamento de Silvia Schimidt (1962), professora, escritora, livreira, editora independente e curadora, nascida paulista e hoje residente no Maranhão, tendo já morado do Nordeste ao Sul do Brasil. É uma história nascida em 2005, escrita nas areias da praia de Moçambique, na Ilha de Santa Catarina, entre a autora Silvia e a sua prima, Isa, de 7 anos, num belo dia ensolarado. É um poema multifacetado e polifônico, com três vozes e olhares: Isadora é brasileira; Imani é afrodescendente e Iara é menina dos povos originários. O primeiro texto daquela tarde foi Isadora: uma pequena mestrinha, inspirada após o passeio. Para dar ao poema um tom genuíno, Silvia convidou a escritora Eva Potiguara (1966), para dar voz à Iara; e Juliana Sankofa (1990), para encontrar o tom afrodescendente de Imani. O livro é ilustrado por Eve Schwabe e publicado pelo Grupo Editorial Casa/Casa Kids, recebendo na capa o QR Code deste episódio exclusivo, que vai oportunizar que todos possam acessar gratuitamente a história em formato audio-livro, mas com esse toque cinematográfico que só o Leitura de Ouvido tem. -
Lima Barreto - Manel Carpineiro (conto) 01.05.2026 26m“Manel Carpineiro” é um conto de Lima Barreto (1881-1922) que mostra a face do trabalho, em um lado oposto da cidade, com o olhar do conhecedor dos subúrbios. Na história, a partir da Estrada Real de Santa Cruz, vamos conhecer personas como o carvoeiro Tutu, a prostituta que colhe flores silvestres, os tropeiros, o açougueiro que hoje é leiteiro, o Parafuso, domador de cavalos, e os carpineiros dos carros de bois, como o Manel Carpineiro, que é português e sente saudades do caldo de unto e das lutas de varapau de Portugal. Ele possui dois bois, Estrela e Moreno: “eles são o meu pão”, diz. O trágico destino do nosso protagonista, aos olhos de Lima, pode ser uma crítica sutil à colonização. Mas também não deixa de ser uma versão real de tantas histórias naturalistas e nacionalistas, de quem “não tinha nada e perdeu tudo”. Note que todos eles têm como ponto de encontro para as “boas pingas do caminho”, o Armazém Duas Américas, metáfora para as duas faces do Rio de Janeiro: a afrancesada cidade; e a brutalidade do campo. Há denúncia contra a falta de segurança pública, pois há de se precaver até contra o roubo de feixes de capim. Diante de todos esses trabalhadores, tratados também como “vagabundos rurais”, está uma grande ironia da pequena história, pois os carvoeiros e carpineiros eram fundamentais para o funcionamento da capital. Boa leitura! ✅ Indique o Leitura de Ouvido no Prêmio Jabuti na categoria “Fomento à leitura - mídias digitais “: https://www.premiojabuti.com.br/jabuti/indicacao-incentivo-a-leitura-cultura-digital/✅ Torne-se MEMBRO do CLUBE LEITURA de OUVIDO: encontros virtuais mensais, com notas de rodapé ao vivo e interação entre os leitores e Daiana Pasquim. Para isso, faça um apoio a partir de R$ 20 mensais:👍 Chave PIX:leituradeouvido@gmail.comOu pelo financiamento coletivo: https://apoia.se/leituradeouvidoSe você é escritor(a) e gostaria de comissionar um episódio produzido por nós, escreva para leituradeouvido@gmail.com 📞 Entre em contato:leituradeouvido@gmail.comDireção e narração:@daianapasquimDireção, edição, trilha de abertura e arte de capa:@lplucasUma produção:@rockastudiosPadrinho:@miltonhatoum_oficialConheça o #Desenrole seu Storytelling, curso de Daiana Pasquim: https://bit.ly/desenrolecomleitura -
Álvaro de Campos (Fernando Pessoa) - Ode Triunfal (poesia) 24.04.2026 37m“Ode triunfal”, de Álvaro de Campos [1890(1915-1935), heterônimo de Fernando Pessoa (1888-1935) foi publicada originalmente em 1915. O poema apareceu na primeira edição da influente revista modernista portuguesa Orpheu, tendo sido redigido em Londres em junho de 1914. É uma obra central do sensacionismo e futurismo português. O sensacionismo é uma vanguarda artística e literária criada por Pessoa que define a sensação como a única realidade. Busca “sentir tudo de todas as maneiras”: olfato, paladar, audição, tato e visão são intelectualizados e fundem-se com o pensamento e a emoção na criação literária. Os versos, como Ode, cantam algo de elevado; e o Triunfal, comprova o quão sensacional ele considera, a celebração da modernidade. A temática é a exaltação da vida moderna e os versos são livres, contudo, formalmente, o texto se faz de onomatopeias exageradas e estilo caótico. Isso corrobora com a histeria de sensações. Há a estética da força, em oposição à estética da beleza, de Aristóteles. O texto é duro, seco, traz um alerta moderno, diante do "masoquismo através do maquinismo”. Boa leitura! ✅ Indique o Leitura de Ouvido no Prêmio Jabuti na categoria “Fomento à leitura - mídias digitais “: https://www.premiojabuti.com.br/jabuti/indicacao-incentivo-a-leitura-cultura-digital/✅ Torne-se MEMBRO do CLUBE LEITURA de OUVIDO: encontros virtuais mensais, com notas de rodapé ao vivo e interação entre os leitores e Daiana Pasquim. Para isso, faça um apoio a partir de R$ 20 mensais:👍 Chave PIX:leituradeouvido@gmail.comOu pelo financiamento coletivo: https://apoia.se/leituradeouvidoSe você é escritor(a) e gostaria de comissionar um episódio produzido por nós, escreva para leituradeouvido@gmail.com 📞 Entre em contato:leituradeouvido@gmail.comDireção e narração:@daianapasquimDireção, edição, trilha de abertura e arte de capa:@lplucasUma produção:@rockastudiosPadrinho:@miltonhatoum_oficialConheça o #Desenrole seu Storytelling, curso de Daiana Pasquim: https://bit.ly/desenrolecomleitura -
O. Henry - O Hábil Detetive (conto) 17.04.2026 22m“O hábil detetive” (1945) é conto do famoso contista americano William Sydney Porter (1862-1910), sob o pseudônimo O.Henry. Vamos conhecer um homem de princípios, tranquilo e estudioso, Thomas Keeling, que era detetive e havia acabado de inaugurar o seu escritório. No terceiro dia de negócios, recebe uma mulher que diz estar sendo traída pelo marido, que é dono de uma pequena joalheria. Ela paga os honorários adiantados e ele assegura à cliente que seguiria o marido, para descobrir. Charlie Randall, o marido, demonstra-se aos olhos do detetive ser homem de bons costumes e modos tranquilos. A loja, apesar de pequena, era bem sortida de jóias, relógios e diamantes. Com a confirmação da suspeita de traição, a moça e o detetive armam um plano, que envolve, inclusive, o policial da rua. Algo que envolve sentimento, encenação e, claro, o inesperado. É bom dizer que o detetive Keeling era leitor de Arthur Conan Doyle, tendo Sherlock Holmes como uma inspiração para a sua profissão. Este é um conto muito bem feito que faz você terminar com uma gargalhada. Por este efeito, O. Henry galga o posto de ter sido muito popular em seu tempo, para muitos, um dos maiores nomes do conto universal. Boa leitura! ✅ Indique o Leitura de Ouvido no Prêmio Jabuti na categoria “Fomento à leitura - mídias digitais “: https://www.premiojabuti.com.br/jabuti/indicacao-incentivo-a-leitura-cultura-digital/✅ Torne-se MEMBRO do CLUBE LEITURA de OUVIDO: encontros virtuais mensais, com notas de rodapé ao vivo e interação entre os leitores e Daiana Pasquim. Para isso, faça um apoio a partir de R$ 20 mensais:👍 Chave PIX:leituradeouvido@gmail.comOu pelo financiamento coletivo: https://apoia.se/leituradeouvidoSe você é escritor(a) e gostaria de comissionar um episódio produzido por nós, escreva para leituradeouvido@gmail.com 📞 Entre em contato:leituradeouvido@gmail.comDireção e narração:@daianapasquimDireção, edição, trilha de abertura e arte de capa:@lplucasUma produção:@rockastudiosPadrinho:@miltonhatoum_oficialConheça o #Desenrole seu Storytelling, curso de Daiana Pasquim: https://bit.ly/desenrolecomleitura -
Sherlock Holmes em A Aventura do Vampiro de Sussex - Arthur Conan Doyle 10.04.2026 58m“A aventura do vampiro de Sussex” (1924) é conto de Sir Arthur Conan Doyle (1859-1930) publicado originalmente em janeiro de 1924 na The Strand Magazine (Londres) e na Hearst's International (Nova Iorque). Depois, foi publicado na coletânea O Livro de Casos de Sherlock Holmes (The Case-Book of Sherlock Holmes), publicado em 1927. O texto começa de forma despretensiosa, com Sherlock lendo um bilhete que veio pelo correio. Mas quando o assunto é Holmes, nunca se subestima nada. Em especial, porque o bilhete trazia como referência “vampiros”.Na história vamos conhecer uma família que mora numa fazenda em Sussex, numa velha mansão construída em 1670. Tem ares sobrenaturais, uma vez que o jogador de Rúgbi, Robert Ferguson chega contando sobre uma mudança brusca de comportamento de sua esposa, que seguia uma religião estranha e era de origem peruana. A desconfiança de Ferguson é a de que ela teria atacado os filhos, sendo encontrada com sangue nos lábios, sobre o bebê do casal. Todos esses elementos compõem uma trama que parece sobrenatural, mas, como se trata de Sherlock, há de possuir uma explicação racional. Esses indicativos e o cenário, com a antiga e isolada casa no campo onde reside a família com o acontecimento sinistro corroboram com a lenda dos seres imortais. O local deixa a mente de Holmes com curiosidade ávida. E logo o detetive começa a coletar as pistas, para desvelar o caso. Boa leitura! ✅ Indique o Leitura de Ouvido no Prêmio Jabuti na categoria “Fomento à leitura - mídias digitais “:https://www.premiojabuti.com.br/jabuti/indicacao-incentivo-a-leitura-cultura-digital/✅ Torne-se MEMBRO do CLUBE LEITURA de OUVIDO: encontros virtuais mensais, com notas de rodapé ao vivo e interação entre os leitores e Daiana Pasquim. Para isso, faça um apoio a partir de R$ 20 mensais:👍 Chave PIX:leituradeouvido@gmail.comOu pelo financiamento coletivo: https://apoia.se/leituradeouvidoSe você é escritor(a) e gostaria de comissionar um episódio produzido por nós, escreva para leituradeouvido@gmail.com 📞 Entre em contato:leituradeouvido@gmail.comDireção e narração:@daianapasquimDireção, edição, trilha de abertura e arte de capa:@lplucasUma produção:@rockastudiosPadrinho:@miltonhatoum_oficialConheça o #Desenrole seu Storytelling, curso de Daiana Pasquim: https://bit.ly/desenrolecomleitura -
Machado de Assis - A Paixão de Jesus (crônica) 03.04.2026 38m“A paixão de Jesus” é uma crônica de Machado de Assis (1839-1908), com tom reflexivo sobre a tragédia do Calvário, que foi publicada em 1º de abril de 1904, no Jornal do Comércio. Não é tarefa muito fácil encontrar esta exegese de Machado, por isto, aproveite a pérola desta produção do Leitura de Ouvido. Exegese é uma interpretação ou explicação crítica de um texto, particularmente de um texto religioso. Machado conceitua o prefácio dos tempos; debruça-se sobre o que denomina como páginas primitivas, contextualiza com os séculos acumulados sobre tais livros, aborda a fortaleza da crença, situa Jerusalém como o cenário para o drama da paixão e propõe-se a destacar o que enxerga de “nota humana” no ocorrido entre a noite de um dia e a tarde de outro, por conseguinte, a comoção da ceia em que o Filho de Deus partiu o pão e o vinho com seus discípulos após lhes lavar os pés, até a morte de Jesus. Baseado na leitura dos evangelistas, Machado desfila sua visão sobre o ato da condenação decidida por Caifás e o conselho, lembrando que "para o crime político e para a pena de morte era preciso Pilatos.” - que o escritor considera como outra nota humana da tragédia do calvário, por ter lavado as mãos e transferido a responsabilidade para os ombros do povo. E, por fim, as mulheres, com sua consolação e paciência, empregando seus bálsamos e aromas, são a última nota humana. A essência machadiana sobre o calvário é de que essa tragédia cristã é o prefácio dos tempos e que a cada vez que estivermos diante desta leitura dos evangelistas, há de haver comoção! Boa leitura! ✅ Indique o Leitura de Ouvido no Prêmio Jabuti na categoria “Fomento à leitura - mídias digitais “: https://www.premiojabuti.com.br/jabuti/indicacao-incentivo-a-leitura-cultura-digital/✅ Torne-se MEMBRO do CLUBE LEITURA de OUVIDO: encontros virtuais mensais, com notas de rodapé ao vivo e interação entre os leitores e Daiana Pasquim. Para isso, faça um apoio a partir de R$ 20 mensais:👍 Chave PIX:leituradeouvido@gmail.comOu pelo financiamento coletivo: https://apoia.se/leituradeouvidoSe você é escritor(a) e gostaria de comissionar um episódio produzido por nós, escreva para leituradeouvido@gmail.com 📞 Entre em contato:leituradeouvido@gmail.comDireção e narração:@daianapasquimDireção, edição, trilha de abertura e arte de capa:@lplucasUma produção:@rockastudiosPadrinho:@miltonhatoum_oficialConheça o #Desenrole seu Storytelling, curso de Daiana Pasquim: https://bit.ly/desenrolecomleitura -
Carmen Dolores - Duelo (conto) 27.03.2026 33m“Duelo" é conto de Carmem Dolores (1852-1910) encontrado no livro Um drama na roça (1907). Carmem Dolores é o principal pseudônimo para Emília Moncorvo Bandeira de Mello manifestar ao mundo suas ideias. Hoje vamos conhecer a trama amorosa entre Luísa e Armando, que encontram-se num quarto, num impasse. Ela, humilde e implorativa; depois doce e chorosa -sentindo-se usada e desprezada. Ele, com a tortura de que se sente causa sentindo-se preso. O texto inicia com uma clássica interrogação entre casais: "– Mas, enfim, que tens? Que te fiz eu? Por que me tratas deste modo?” Na história, Carmem Dolores passa um termômetro das relações heterossexuais do início do século passado, defendendo de que "o amor é na sua realidade um duelo entre o homem e a mulher” . Note a ênfase por se tratar de ‘seres modernos’ em situação que transparece as revoluções morais, econômicas e emocionais a que todos estavam submetidos no início do século XX. A conclusão é de que o ser amado pode ser um inimigo adorado. Sobressai no conto a ideia de que 'a conquista’, ainda que diária, é o maior tempero de um relacionamento, por meio do entendimento dos personagens da “necessidade de luta”, para estar ao lado de quem se ama. Boa leitura! ✅ Torne-se MEMBRO do CLUBE LEITURA de OUVIDO: encontros virtuais mensais, com notas de rodapé ao vivo e interação entre os leitores e Daiana Pasquim. Para isso, faça um apoio a partir de R$ 20 mensais:👍 Chave PIX:leituradeouvido@gmail.comOu pelo financiamento coletivo: https://apoia.se/leituradeouvidoSe você é escritor(a) e gostaria de comissionar um episódio produzido por nós, escreva para leituradeouvido@gmail.com 📞 Entre em contato:leituradeouvido@gmail.comDireção e narração:@daianapasquimDireção, edição, trilha de abertura e arte de capa:@lplucasUma produção:@rockastudiosPadrinho:@miltonhatoum_oficialConheça o #Desenrole seu Storytelling, curso de Daiana Pasquim: https://bit.ly/desenrolecomleitura
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