Sala de Negócios
Forvis Mazars no Brasil
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O Sala de Negócios é um podcast semanal que traz entrevistas com convidados sobre empreendedorismo, mercado e finanças. Apresentado pelo time da Forvis Mazars no Brasil, o programa serve como fonte de inspiração para quem se interessa por negócios. Cada episódio apresenta um bate-papo descontraído com um especialista ou empreendedor.
Episode
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#385 Na volta por cima da Karsten, pessoas foram o nome do jogo | Hélio Lippert (Karsten) 06.10.2026 33mntA história recente da Karsten, empresa quase centenária, mostra como um turnaround bem-sucedido combina disciplina financeira e cuidado com pessoas. Após uma crise severa entre 2000 e 2010, a companhia atacou dois problemas distintos — caixa e resultado — com remédios específicos, revisando o ciclo financeiro antes de recompor margens. O reposicionamento de marca, ancorado no conceito de moda-lar, deu sustentação ao novo ciclo e ajudou a empresa a alcançar margem EBITDA entre 13% e 14%. Mas o diferencial esteve na liderança, orientada por princípios como blindar o time dos ruídos, evitar ser gargalo e exigir resultados com respeito às pessoas. No fim, a lição é clara: nenhum indicador se move sem que as pessoas certas, lideradas do jeito certo, se movam antes.Participantes:Hélio Lippert, CFO & RI, Karsten.Host(s):Cassio Politi, Apresentador, Tracto.Gisele Baldoni, Consultora, Forvis Mazars. -
#384 FIDCs e créditos judiciais: o que muda com a nova Resolução CMN 5.343 | Janny Castro (Forvis Mazars) e Yuri Macedo (Forvis Mazars) 01.10.2026 39mntA Resolução CMN 5.343 muda o jogo para os FIDCs: fundos não podem mais comprar créditos judiciais e arbitrais que ainda não sejam definitivos. Janny Castro e Yuri Macedo, da Forvis Mazars, explicam os três requisitos que tornam um crédito elegível, o que acontece com os R$ 35 bilhões já em carteira, o novo papel da auditoria independente na precificação e por que mais governança pode multiplicar o tamanho desse mercado.Participantes:Janny Castro, Sócia de Consultoria Financial Services, Forvis Mazars.Yuri Macedo, Diretor de Financial Services, Forvis Mazars.Host(s):Alexandre Abreu, Apresentador, Tracto. -
#383 As oportunidades que a Reforma Tributária oferece | Rose Santos (Quatá) 29.09.2026 35mntA Reforma Tributária deixou de ser um tema exclusivo do departamento fiscal e se transformou em uma oportunidade de reorganização estratégica para toda a companhia. Empresas que anteciparam o movimento estão capacitando áreas antes distantes do universo tributário, como TI, Compliance, Supply, Jurídico e Logística, criando um conhecimento transversal de alto valor. Vendas e compras assumem um novo protagonismo, com negociações que agora exigem domínio de créditos, alíquotas e regimes tributários dos fornecedores. A revisão de contratos, a formação de preços de novos produtos e o relacionamento com pequenos fornecedores locais também se tornam frentes de ganho competitivo. Somadas à disciplina de teste e mapeamento na implantação de sistemas, essas iniciativas transformam a reforma em um projeto de companhia inteira — e em vantagem para quem começar a agir agora.Participantes:Rose Santos, Gerente Contábil e Fiscal, Quatá.Host(s):Cassio Politi, Apresentador, Tracto.Renata Gattai, Executivo de contas, Forvis Mazars. -
#382 Quando o regulador sobe a régua: o que muda para quem move dinheiro | Victor Papi Ramos (Transfeera) 24.09.2026 37mntFraudes, ataques e falhas recentes abriram um novo ciclo regulatório no sistema financeiro. Victor Papi, General Manager da Transfeera, conversa com Marcelo Braga, sócio de Financial Services da Forvis Mazars, sobre o aumento do capital mínimo exigido das fintechs, a onda de fusões e aquisições, o fim das contas bolsão e a regulamentação do Banking as a Service. A conversa ainda passa pelas camadas de segurança que sustentam o Pix e pela duplicata escritural, que promete crédito mais barato para a economia real.Participantes:Victor Papi Ramos, General Manager, Transfeera.Host(s):Alexandre Abreu, Apresentador, Tracto.Marcelo Braga, Sócio do Financial Services, Forvis Mazars. -
#381 Como a reforma tributária vai impactar os condomínios | Rodrigo Salzman (OMA) 22.09.2026 30mntA reforma tributária pode alcançar até os condomínios, hoje quase sempre fora do radar do fisco. A regra é clara: enquanto as cotas dos moradores responderem por pelo menos 80% da receita, o prédio segue isento de IBS e CBS. O problema surge quando aluguéis de antenas, lojas ou espaços comuns ultrapassam 20% do total arrecadado — aí o condomínio passa a recolher imposto sobre essas operações e assumir obrigações fiscais próprias. A alíquota final ainda é incerta, estimada entre 26,5% e 28%, com redução de 70% para esse tipo de receita. Por isso, mapear a composição das receitas e revisar contratos com terceiros já deveria estar na agenda de síndicos e administradoras.Participantes:Rodrigo Salzman, CFO, OMA.Host(s):Cassio Politi, Apresentador, Tracto.Gisele Baldoni, Consultora, Forvis Mazars. -
#380 O impacto do CFO moderno nos negócios das empresas | Marcelo Litvin (Tempo) 15.09.2026 35mntA figura do CFO como guardião dos números, que emitia recomendações à distância, está em transformação: o financeiro moderno tornou-se peça central na geração de valor do negócio. A base técnica de controladoria e contabilidade segue indispensável, mas não basta — mais do que ser o melhor especialista, é preciso orquestrar conhecimentos e ter uma visão generalista, entendendo marketing, CAC e retorno sobre investimento. Isso porque tudo converge para um propósito que não muda: criar valor, algo que exige enxergar a cadeia inteira, sem silos, num mundo de organizações cada vez mais achatadas e velozes. Por isso o CFO precisa sair da torre de marfim e sentar à mesa de negociação, "tomar a dor" das situações reais e ajudar a equilibrar margem e crescimento, em vez de apenas dar diretrizes distantes. Entre as empresas líderes, esse CFO orientado a negócio já é realidade absoluta; nas demais, é um caminho natural que tende a se desdobrar com o tempo.Participantes:Marcelo Litvin, CFO, Tempo.Host(s):Cassio Politi, Apresentador, Tracto.Renata Gattai, Business Development, Forvis Mazars. -
#379 O impacto da reforma tributária no valuation | Marco Pitta (Grupo Positivo) 07.09.2026 41mntCalcular o valor de uma empresa é um exercício de previsão sobre faturamento, margem e caixa futuros — e a reforma tributária embaralha justamente essas variáveis, tornando-se um fator decisivo no valuation. A lógica é a de um cobertor que muda de lado: a carga total tende a se manter, mas alguns setores ganham benefícios e outros passam a pagar a conta, como as locadoras de veículos, cuja tributação pode saltar de cerca de 9% para algo em torno de 22%. O impacto sobre o valor dependerá da capacidade de repasse: se o preço sobe, pode haver queda de volume, de receita, de EBITDA e, no fim, de valor de mercado, num jogo em que a concorrência faz cada player esperar o outro. Mais expostas ficam as pontas — empresas B2C, prestadoras de serviço e quem perde benefício fiscal —, enquanto quem está no meio da cadeia pode chegar perto do neutro. Por isso, não se pode apenas comparar alíquotas: com a não cumulatividade plena, é preciso olhar a empresa inteira — receita, créditos, opex, capex e a nova lógica de compras, em que o regime tributário do fornecedor passa a influenciar a margem.Participantes:Marco Pitta, Gerente de Controladoria, Grupo Positivo.Host(s):Cassio Politi, Apresentador, Tracto.Leonardo Rosati, Sócio de consultoria tributária, Forvis Mazars. -
#378 Como a reforma tributária vai impactar o fluxo de caixa das empresas | Tainá Moraes (Azul) 01.09.2026 37mntNo mundo dos negócios, nada substitui o caixa, e é justamente sobre esse ponto sensível que a reforma tributária promete um dos seus efeitos mais profundos. Trata-se de uma reforma do consumo, que substitui ICMS, ISS, PIS e Cofins pelos novos IBS e CBS, alterando não só quanto se paga, mas quando se paga. Hoje as empresas apuram os impostos ao longo do mês e recolhem apenas no mês seguinte, um fôlego de até 30 a 40 dias que costuma estar embutido no planejamento de caixa. Com o split payment, esse intervalo desaparece: o imposto é destacado no documento fiscal, separado em tempo real e recolhido praticamente na hora da transação, retirando do caixa um capital que antes circulava por semanas. Além disso, o crédito amplo depende do pagamento do imposto pelo fornecedor, o que muda a lógica entre fornecedores e clientes — por tudo isso, a reforma precisa entrar no planejamento financeiro, com simulações de caixa e não apenas de carga tributária.Participantes:Tainá Moraes, Gerente Tributária para a Reforma, Azul.Host(s):Cassio Politi, Apresentador, Tracto.Carolina Pessôa, Sócia , Forvis Mazars. -
#377 A infraestrutura invisível por trás de cada Pix que você faz | Felipe Facchini (Stark INFRA) 27.08.2026 33mntComo uma empresa nascida dentro de um banco digital se tornou a infraestrutura por trás do Pix, cartões e sistemas financeiros de bancos e fintechs no Brasil? Felipe Facchini, CEO da Stark Infra, e Marcelo Braga, sócio do Financial Services na Forvis Mazars, discutem arquitetura nativa em nuvem, microsserviços, governança de segurança em ambientes que transacionam trilhões de reais e o movimento de consolidação que deve marcar o mercado de instituições de pagamento nos próximos anos.Participantes:Felipe Facchini, CEO, Stark INFRA.Host(s):Alexandre Abreu, Apresentador, Tracto.Marcelo Braga, Sócio do Financial Services, Forvis Mazars. -
#376 Como a prevenção na saúde gera economia e eficiência para as empresas? | Paulo Bittencourt (Plano Brasil Saúde) 25.08.2026 30mntExiste um paradoxo cultural na saúde: preferimos remediar a prevenir, esperando o problema se consumar para só então tratá-lo — um hábito que também pesa no bolso das empresas. Investir em prevenção parece encarecer o serviço no início, por exigir equipe qualificada, mas é o que o barateia no longo prazo, porque evita os picos mais caros, como internações e procedimentos que muitas vezes poderiam ser prevenidos. O modelo combate o desperdício, frequente nos encaminhamentos e exames automáticos, colocando uma equipe de saúde da família e a atenção primária à frente do especialista, o que resolve a maioria dos casos. Com isso, a empresa ganha duas vezes: paga um ticket mais justo, com reajuste mais previsível, e reduz o absenteísmo, enquanto o próprio paciente evita riscos como interações medicamentosas. Medida pela sinistralidade — a relação entre despesas médicas e receita —, a prevenção se mostra o caminho mais racional e sustentável, embora seu maior desafio siga sendo cultural: convencer as pessoas de que prevenir não é custo, e sim investimento.Participantes:Paulo Bittencourt, CEO e fundador, Plano Brasil Saúde.Host(s):Cassio Politi, Apresentador, Tracto. -
#375 A inovação na construção com novos sistemas construtivos | Fernando Scheffer (Espaço Smart) 18.08.2026 31mntA construção civil é um dos setores que mais resistem à mudança: seguimos erguendo casas com cimento e tijolo como há um ou dois séculos, num modelo ligado ao déficit habitacional, à alta poluição, à baixa produtividade e a uma mão de obra que envelhece rápido. A resposta a esse atraso é a industrialização, o mesmo caminho dos países desenvolvidos, com destaque para o steel framing — método em que se ergue primeiro um esqueleto de aço galvanizado e depois se fecham as paredes com placas, num processo que lembra a montagem de um Lego, com peças pré-cortadas e caderno de instruções. As vantagens se distribuem por público: obra mais rápida e orçamento mais previsível para o consumidor, desempenho térmico e acústico superior no dia a dia, menos peso e risco para quem executa e ganhos ambientais expressivos, como a redução drástica de entulho e do uso de água. As desvantagens — a necessidade de mão de obra especializada e a concentração do desembolso num prazo bem menor — tendem a diminuir à medida que mais profissionais se especializam. Viabilizado por um ecossistema de lojas, indústrias, engenharia e centros de treinamento, e já amparado por norma técnica, esse tipo de inovação deixou de ser promessa e se tornou uma escolha disponível no presente.Participantes:Fernando Scheffer, Diretor de Marketing e Sócio-Fundador, Espaço Smart.Host(s):Cassio Politi, Apresentador, Tracto. -
#374 O preço invisível do que nunca deu errado | Daniel Carvalho 12.08.2026 48mntDaniel Carvalho, especialista em Risco e Governança, e Janny Castro, sócia de Financial Services na Forvis Mazars, discutem por que áreas de segunda linha de defesa têm dificuldade em provar seu valor à liderança. O papo passa por como medir o custo de riscos que nunca se materializaram, por que dominar métricas como CAC e LTV amplia o espaço estratégico do executivo de risco, e quais riscos pessoais e éticos pesam na decisão de assumir um cargo estatutário.Participantes:Daniel Carvalho, Especialista em Riscos e GovernançaHost(s):Alexandre Abreu, Apresentador, Tracto.Janny Castro, Sócia de Consultoria Financial Services, Forvis Mazars. -
#373 O papel do CFO numa franqueadora como a Milky Moo | Gustavo Oliveira (Milky Moo) 11.08.2026 37mntNuma franqueadora, o CFO faz muito mais do que cuidar de planilhas e balanços: o verdadeiro desafio é lidar com pessoas, e não com sistemas — a parte técnica, como o ERP e o processamento de dados, é a mais fácil. Cada franqueado é um universo próprio, com dores que variam conforme a geografia, e a diferenciação está no atendimento individualizado, garantindo as mesmas facilidades em qualquer região do país. Lidar com gente significa mediar conflitos saudáveis, quase sempre ligados à queda nas vendas, resolvendo a dor real em vez de recorrer à letra fria do contrato. Também é preciso demarcar responsabilidades com firmeza: a franqueadora entrega metade do caminho — modelo, marca e operação —, mas do balcão para fora quem comanda o negócio é o franqueado, e a gestão faz toda a diferença entre prejuízo e lucro. Nada disso se sustenta sem uma cultura orientada a pessoas, irradiada a partir da liderança, em que cada departamento funciona como uma microempresa alinhada ao sentimento da companhia.Participantes:Gustavo Oliveira, CFO, Milky Moo.Host(s):Cassio Politi, Apresentador, Tracto. -
#372 O M&A que mantém os fundadores no jogo | Matheus Pagani (Ploomes) 04.08.2026 39mntFusões e aquisições costumam evocar a imagem de uma empresa grande engolindo uma pequena, com choque de culturas, demissões e fundadores que logo saem — mas existe um caminho em que a aquisição potencializa o negócio sem destruí-lo. A venda nem sempre nasce de necessidade: pode trazer segurança a quem apostou todo o patrimônio na empresa e, ao mesmo tempo, fazer sentido estratégico, como no encaixe natural entre um ERP e um CRM. A chave do modelo é a aquisição parcial, que mantém os fundadores como acionistas e, portanto, motivados a crescer junto, preservando a autonomia da operação enquanto a controladora apoia governança e estrutura. Esse desenho também acalma o time, porque evita a absorção da noite para o dia, que gera caos, cargos duplicados e medo. No fim, manter os fundadores é decisivo, sobretudo em empresas ainda em construção: substituí-los costuma travar a inovação e é uma das principais razões pelas quais tantos M&As dão errado.Participantes:Matheus Pagani, CEO e cofundador, Ploomes.Host(s):Cassio Politi, Apresentador, Tracto. -
#371 Do retrovisor ao para-brisa: a virada na gestão de crédito | Rayane Queiroz (Genial Investimentos) 30.07.2026 32mntA Resolução CMN 4.966 rompeu com décadas de lógica reativa na gestão de crédito, trocando o retrovisor da perda incorrida pelo para-brisa da perda esperada. Rayane Queiroz, da Genial Investimentos, e Janny Castro, da Forvis Mazars, discutem os bastidores dessa transformação: os desafios de modelar risco em fundos, o limbo regulatório entre Banco Central e CVM/Anbima, o impacto no capital e nas estratégias de colateral, e por que a área de risco precisa sentar à mesa de originaçãoParticipantes:Rayane Queiroz, Head de Análise de Crédito e Risco de Crédito, Genial Investimentos.Host(s):Alexandre Abreu, Apresentador, Tracto.Janny Castro, Sócia de Consultoria Financial Services, Forvis Mazars. -
#370 Os indicadores climáticos que protegem a água de São Paulo | Ana Paula Zubiaurre Brites (SP Águas) 28.07.2026 32mntPor trás de cada torneira aberta em São Paulo há um monitoramento climático constante, sustentado por uma rede de cerca de 3 mil postos que acompanha o comportamento do clima e da água em tempo quase real. O tripé básico dos indicadores é chuva, vazão dos rios e nível dos reservatórios, mas há uma segunda camada voltada à previsão, com dados de secas e de precipitação cruzados em janelas de 6 e 12 meses, que deu origem ao protocolo de escassez. Tudo é público, por meio de ferramentas que mostram os indicadores em mapas coloridos por nível de segurança hídrica, e atualizado a cada cinco minutos — velocidade que faz o sistema funcionar de fato. A segurança hídrica é uma gestão compartilhada: a agência monitora e fornece os dados, mas quem emite os alertas à população é a Defesa Civil. Com o cruzamento entre radar e estações de superfície, a precisão do monitoramento fica próxima de 100%, garantindo vigilância constante contra cheias e secas.Participantes:Ana Paula Zubiaurre Brites, Diretora, SP Águas.Host(s):Cassio Politi, Apresentador, Tracto.Stephanie Capitani, Business Development, Forvis Mazars. -
#369 A armadilha de adotar IA sem resolver uma dor real | Teresa Charotta (IBEVAR) 21.07.2026 45mntA inteligência artificial domina as reuniões de liderança, mas há um descompasso claro entre o tamanho do discurso e o dos resultados: fala-se muito e aplica-se pouco. O erro mais caro é adotar tecnologia pela tecnologia, sem antes diagnosticar as dores reais de cada área e sem entender a fundo como a empresa funciona, fatura e entrega. O caminho certo é o inverso — começar de baixo para cima, mapeando fricções e necessidades antes de escolher a ferramenta, como mostra o caso de uma grande rede que testou tudo numa operação-piloto antes de expandir para milhares de lojas. Quando se ignora esse passo, a integração vira um "Frankenstein": o faturamento não roda, surgem custos não previstos e a frase que ecoa é sempre "não contemplamos isso". No fim, boa parte dessa corrida nasce da pressão do mercado por adoção rápida e de cima para baixo, e é justamente aí que a tecnologia deixa de resolver dores e passa a criar novas.Participantes:Teresa Charotta, Diretora executiva, IBEVAR.Host(s):Cassio Politi, Apresentador, Tracto.Guilherme Luz, Sócio, Forvis Mazars. -
#368 Tecnologia e crédito: o que está mudando no mercado financeiro | Heverton Peixoto (Grupo Omni) 16.07.2026 37mntHeverton Peixoto, CEO do Grupo Omni, compartilha sua visão sobre os desafios e as oportunidades do mercado de crédito em um cenário de transformação digital, inteligência artificial, Open Finance e mudanças regulatórias. Ao lado de Marcelo Braga, sócio da Forvis Mazars e host do podcast, a conversa explora gestão de riscos, experiência do cliente, inovação, inclusão financeira e as estratégias que estão moldando o futuro das instituições financeiras no Brasil.Participantes:Heverton Peixoto, CEO, Grupo Omni.Host(s):Alexandre Abreu, Apresentador, Tracto.Marcelo Braga, Sócio do Financial Services, Forvis Mazars. -
#367 Do arroz com feijão à aposta: o impacto das bets no orçamento das famílias | Fred Garcia (Grupo Bahamas) 14.07.2026 55mntO varejo alimentar, que representa cerca de 9% do PIB, é um posto privilegiado para enxergar mudanças no consumo das famílias — e um dos sinais mais recentes tem nome: as bets. O que muitos trataram como bolha se mostrou dinheiro real, alimentando uma mecânica perversa em que se aposta para recuperar o que se perdeu, até virar uma bola de neve em que só a banca ganha. O custo humano aparece nos relatos de famílias destruídas e de quem apostou o dinheiro do arroz com feijão e chegou a pedir demissão para acessar benefícios e quitar dívidas. No balcão, o reflexo surge na migração para produtos mais baratos e no encolhimento das embalagens, embora seja quase impossível medir quanto disso se deve diretamente às apostas. Amplificado pela onipresença da publicidade e, ao mesmo tempo, abafado por financiar a mídia, o fenômeno tira da despensa parte de um orçamento que deveria abastecer o lar.Participantes:Fred Garcia, CFO, Grupo Bahamas.Host(s):Cassio Politi, Apresentador, Tracto.Guilherme Luz, Sócio, Forvis Mazars. -
#365 Estratégia é escolher o que deixar de fazer | Ari Gorenstein (Vila Porto Vinhos) 07.07.2026 24mntEstratégia, na sua essência, não é a lista de tudo o que uma empresa quer conquistar, e sim a disciplina de escolher um caminho e abrir mão de outros. Em grupos movidos pelo apetite de fazer cada vez mais, dispersar energia em muitas frentes costuma destruir mais valor do que gerar. O caminho começa por definir o core — para quem se trabalha, qual cliente, qual canal, qual produto — e, em seguida, renunciar de forma responsável ao que dispersa, mesmo que ainda gere alguma receita. Esse desapego é a parte mais difícil, porque vai contra o instinto de não abdicar de nenhuma oportunidade, e exige separar o ganho tático de curto prazo da direção estratégica de longo prazo. No fim, focar não é reduzir a ambição: é concentrar esforços onde está a maior oportunidade e comunicar esse norte com clareza, para que todo o time avance no mesmo sentido.Participantes:Ari Gorenstein, CEO, Vila Porto Vinhos.Host(s):Cassio Politi, Apresentador, Tracto.
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