Podcast da Semana
Gama Revista
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"Podcast da Semana" traz todo domingo um bate-papo de 30 minutos com um convidado sobre o assunto da semana da Gama Revista.
エピソード
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Amanda Lyra: Literatura, mulheres e terror 31.05.2026 28分O gênero do horror vem ganhando espaço na literatura ibero-americana contemporânea escrita por mulheres. Autoras premiadas como Mariana Enriquez, da Argentina, María Fernanda Ampuero, do Equador, e Laila Martínez, da Espanha, recorrem a elementos do horror e do fantástico sombrio para abordar traumas, diferentes formas de violência e outras questões sociais. É sobre esse tema o novo episódio do Podcast da Semana, com a atriz e diretora Amanda Lyra, que partiu de contos desse universo para, ao lado de Juuar, montar a peça Estratagemas Desesperados.Amanda Lyra é atriz e diretora. Formada pela Escola de Arte Dramática da USP. Fez a dramaturgia e direção (ao lado de Juuar) do espetáculo Estratagemas Desesperados (2025). Idealizou e atuou no monólogo Quarto 19, criado a partir do conto homônimo de Doris Lessing, com direção de Leonardo Moreira. Como atriz convidada, atuou em peças de diretores como Felipe Hirsch, Yara de Novaes, Carolina Bianchi e Daniela Thomas, entre outras.Na conversa com Gama, Lyra trata de literatura, gênero, teatro e dos estereótipos por trás de ser mulher, e mulher latino-americana.Roteiro e apresentação: Luara Calvi Anic
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João Paulo Becker Lotufo: adolescentes, cigarro e vape 24.05.2026 29分Você já percebeu que o cigarro voltou com tudo na cultura? Está nos filmes, nas capas das revistas de moda? E o que isso faz com a juventude que, além do cigarro tradicional, encontra alternativas como o eletrônico e até sachês de nicotina?“A ideia é viciar o jovem para que ele fique dependente e consuma esse produto o resto da vida, mesmo raciocínio feito com cigarro tradicional na década lá de 1950, 1960. A técnica de marketing agressivo é a mesma e o jovem entra nessa porque precisa ser igual ao artista lá do filme que ganhou o Oscar”, afirma o médico pediatra João Paulo Becker Lotufo, o convidado da edição do Podcast da Semana sobre jovens e cigarro.Coordenador do Grupo de Trabalho sobre Drogas e Violência na Adolescência da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), Lotufo é doutor em pediatria pela Universidade de São Paulo e membro da Comissão de Combate ao Tabagismo da Associação Médica Brasileira (AMB). É também responsável pelo Projeto Dr Bartô e os Doutores da Saúde, que tem um programa de prevenção de drogas em escolas de ensino fundamental com aconselhamento e distribuição de leituras infantojuvenis sobre o tema.Ao Podcast da Semana, o médico explica que hoje é mais preciso referir-se ao uso do cigarro por adolescentes como nicotinismo e não tabagismo, considerando os novos produtos que surgem como vapes e sachês de nicotina. Ele fala que é fundamental que os pais mantenham relações próximas com os filhos para serem ouvidos, e que não fumem também, e dos malefícios que o hábito de fumar cigarro eletrônico traz, incluindo a doença chamada de evali (lesão pulmonar associada ao uso de produto de cigarro eletrônico ou vaping).“O cigarro eletrônico chega a ter de cinco a seis vezes mais nicotina do que o cigarro tradicional, então vicia muito mais rapidamente e o nível sanguíneo da nicotina em quem fuma cigarro eletrônico está cinco a seis vezes maior do que quem fuma um maço de cigarro, que é a média diária”, afirma na entrevista.Roteiro e apresentação: Isabelle Moreira Lima
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Carolina Althaller: mulheres e segurança nas cidades 17.05.2026 27分A segurança pública é a maior preocupação das mulheres brasileiras. O medo e a violência moldam como elas se movem pela cidade — andar nas ruas, pegar transporte público, praticar esportes ao ar livre são situações que causam tensão e acabam limitando a circulação delas no espaço urbano. "É um medo que reorganiza a vida inteira", diz a pesquisadora Carolina Althaller, que participou de uma pesquisa sobre o tema como parte do projeto Mulheres em Diálogo.Althaller é diretora executiva do Instituto Update, mestranda em Comunicação e Cultura Digital pela Fundação Getulio Vargas do Rio de Janeiro e especialista em Política e Sociedade pelo Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (IESP/UFRJ).Na conversa com Gama, trata das principais preocupações das mulheres de diferentes realidades em relação à segurança pública e à circulação pelas cidades, das estratégias criadas por elas para melhorar essa realidade e das políticas públicas essenciais para que as mulheres possam circular pelas cidades com segurança e liberdade.Roteiro e apresentação: Luara Calvi Anic
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Ana Leoni: maternidade e finanças 10.05.2026 33分O que muda nas finanças pessoais com a maternidade? Além do aumento nos gastos, como as mulheres em especial lidam com essa nova realidade? No caso das mães solo, que chefiam 14,9% dos lares brasileiros, quais são as maiores dificuldades?A entrevistada deste episódio do Podcast da Semana, a planejadora financeira Ana Leoni, fala dos caminhos possíveis para fechar as contas com a chegada dos filhos -- considerando a realidade de um país em que as mulheres ganham 21% a menos do que os homens.Ana Leoni é CEO da Associação Brasileira de Planejamento Financeiro, a Planejar, sócia e cofundadora da BEM Educação, comentarista da Rádio CBN e autora do perfil Dinheiro com Atitude, que nasceu de sua vontade de compartilhar seus 30 anos de experiência no mercado de capitais e de ajudar as pessoas a colocar a vida financeira em ordem.Na conversa com Gama, Leoni fala da mudança de prioridades com a chegada da maternidade, da necessidade de planejar gastos e das estratégias das mulheres que são chefes de família para fechar a conta no final do mês. "Nasce um senso de proteção e uma visão de longo prazo", diz.Roteiro e apresentação: Luara Calvi Anic
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Iberê Thenório, no Manual do Mundo: como gostar de ciências 03.05.2026 38分Num momento em que se discute o potencial viciante da reprodução automática do YouTube e seus riscos de exposição a discursos extremistas, um criador de conteúdo parece ter a total aprovação de mães, pais e cuidadores: o jornalista Iberê Thenório, criador do canal Manual do Mundo, no Youtube, junto à esposa Mariana Fulfaro, terapeuta ocupacional que hoje ocupa a direção-executiva da produtora de vídeos.Desde 2008, Thenório transformou o que começou com vídeos caseiros que mostravam o funcionamento de objetos comuns numa das maiores produtoras de entretenimento educativo do país com o foco centrado em ciências e engenharia. São mais de 20 milhões de seguidores nas suas redes e mais de 4 bilhões de visualizações no canal do YouTube. Além dos vídeos, o Manual do Mundo também tem 17 livros publicados e uma marca de 1 milhão de unidades vendidas, além de produtos licenciados.“A partir de uma certa idade, as pessoas começam a ter um pouco de resistência às exatas, às ciências da natureza. E aquilo começa a fazer parte da identidade da pessoa, não gosta de matemática, não gosta de física, não gosta de química. A nossa missão aqui é desviar desse filtro que essas pessoas criam”, fala sobre ao Podcast da Semana sobre educação e telas.Na entrevista a Gama, Thenório conta sobre como é educar pelo Youtube e sobre o fato de os meninos serem a maioria do seu público. “A gente vive em uma sociedade que cria uma resistência [sobre ciências e exatas] nas meninas. Elas são desde cedo estimuladas a seguir carreiras da área da saúde, de humanas, e acabam sendo direcionadas para aquilo. Uma menina com dez anos já acha que engenharia não é para menina.”No episódio, o jornalista dá dicas de como assistir ao YouTube de forma mais saudável, fala sobre como escolhe os assuntos a serem destrinchados e explica porque é tão obcecado por bolas perfeitas.Roteiro e apresentação: Isabelle Moreira Lima
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Kizzy Terra: IA e o futuro do trabalho 26.04.2026 31分Com a inteligência artificial, qual é o futuro do trabalho? Para a cientista de dados Kizzy Terra, as mudanças no presente já são significativas e é preciso ter domínio sobre elas.“A inteligência artificial já tem capacidade de substituir algumas tarefas, mas o ponto tem a ver com a tomada de decisão. A inteligência artificial conseguindo ou não fazer uma determinada tarefa, no fim, é alguém que vai decidir”, afirma a cientista de dados Kizzy Terra ao Podcast da Semana.Terra é cientista de dados e cocriadora do canal Programação Dinâmica, no YouTube, com vídeos que ultrapassaram a marca de 2 milhões de visualizações e 50 mil espectadores únicos mensalmente. É Bacharel em Engenharia de Computação pelo Instituto Militar de Engenharia (IME), mestre em Matemática Aplicada pela FGV-RJ, e doutoranda em Tecnologias da Inteligência e Design Digital pela PUC-SP.A Gama, Terra fala sobre as principais angústias dos trabalhadores e o medo de ser substituído pela inteligência artificial no mercado de trabalho. Comenta também sobre a importância do senso crítico no uso da IA, reflete sobre como a tecnologia pode mudar nosso jeito de pensar para o bem ou para o mal, a depender do tipo de uso, e ressalta como a tecnologia não é neutra e pode, sim, perpetuar discriminações. “Na minha opinião, inteligência artificial não serve para tudo. Como sociedade, a gente tem que fazer novos acordos para entender onde ela pode servir”, afirma na entrevista.Roteiro e apresentação: Isabelle Moreira Lima
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Kauê Lopes: Endividamento e território 19.04.2026 27分Autor de "Parcelado: dinâmicas de consumo na periferia" fala sobre as razões estruturais para o endividamento de brasileiros que vivem em territórios periféricos
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Camila Appel: envelhecimento e finitude 12.04.2026 35分Como pensar sobre a morte pode organizar o processo de envelhecimento? Se pra você parece uma ideia meio mórbida, precisa ouvir a escritora Camila Appel, ela é a convidada desta edição do Podcast da Semana. A entrevista gira em torno da relação entre o processo de envelhecimento e a finitude."A morte é um momento, e eu acho que falar sobre ela nos ajuda a vivermos melhores como sociedade, ajuda no relacionamento, ajuda a batalhar por um fim de vida melhor, e nos ajuda a viver melhor no presente. Se a gente imagina que esse final pode ser melhor, nos traz um alento e um acolhimento que a gente precisa", afirma na entrevista a Gama.Além de escritora, a Camila Appel é roteirista e documentarista. Ela assina a direção da série "O Testamento: O Segredo de Anita Harley", do Globoplay, que virou uma febre nacional e conta a história da disputa judicial que envolve a herdeira da varejista Pernambucanas.Também na TV, Appel também foi responsável por produções de sucesso como “Em Nome de Deus”, que revelou denúncias contra o líder religioso João de Deus, e “Xuxa: O documentário”, que passa a limpo a vida e a carreira da apresentadora de TV. Como escritora, Camila acaba de lançar o livro “Enquanto Você Está Aqui” (Fósforo, 2026), uma reportagem que reúne sua pesquisa sobre a morte, tema que ela trata há 14 anos no blog da Folha de S.Paulo, “Morte Sem Tabu”. O livro é também uma carta para a mãe, a dramaturga Leilah Asumpção, e fala de envelhecimento, o tema desse episódio do podcast.No episódio, Appel fala sobre como é importante ter a morte em perspectiva para corrigir a rota da vida e melhorar o processo de envelhecimento. Fala sobre os arrependimentos mais comuns no leito de morte, e sobre o que aprendeu sobre a vida, pesquisando o seu ponto final. Para terminar, dá ainda novas informações sobre Anita Harley, que não estão na série, como o teste de DNA mencionado no último episódio. Roteiro e apresentação: Isabelle Moreira Lima
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Fernanda Campagnucci: Vício em telas por adultos e crianças 05.04.2026 31分Se você anda se sentindo meio viciado em celular, lembre-se que há todo um design, todo um modo de navegar que justamente te faz querer ficar mais tempo online. Se pra você, adulto, já é difícil largar as telas, imagina para uma criança ou adolescente. É sobre isso o podcast com Fernanda Campagnucci, diretora executiva do InternetLab, um centro independente de pesquisa no campo da Internet.Campagnucci é formada em jornalismo pela Universidade de São Paulo, mestre em Educação pela mesma instituição e doutora em Administração Pública e Governo pela Fundação Getúlio Vargas (EAESP-FGV). Anteriormente, foi diretora executiva da Open Knowledge Brasil (2019-2024) e atuou como gestora pública na Prefeitura de São Paulo (2013-2019), liderando iniciativas premiadas de transparência, governança de dados e governo digital.Na conversa com Gama, a especialista nos dá um panorama do Eca Digital, a nova lei que tem como premissa proteger crianças e adolescentes também online, fala da arquitetura viciante das redes e de como a internet pode ser um ambiente importante para a formação de crianças e jovens, desde que usada com propósito e acompanhamento.Roteiro e apresentação: Luara Calvi Anic
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Luciana Saddi: canetas emagrecedoras e o prazer de comer 29.03.2026 35分Como anda a sua relação com a comida? Será que ela virou uma obsessão? Ou, pior, a comida virou uma vilã? Neste episódio do Podcast da Semana a conversa é com a psicanalista Luciana Saddi, que comenta sobre a relação entre as "canetas emagrecedoras" e o prazer de comer.“Vivemos num mundo que é enlouquecedor, que está sempre mandando uma dupla mensagem: ‘com essas comidas, as mais maravilhosas que existem no mundo, as mais deliciosas’ e ‘não coma porque a comida vai te matar, porque comida é um negócio muito perigoso, você vai se descontrolar, ela é tua inimiga’”, afirma.Luciana Saddi é psicanalista, docente da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo e mestre em Psicologia Clínica (PUC-SP). Ela é autora de livros como O amor leva a um liquidificador (Editora Casa do Psicólogo) e Perpétuo Socorro (Editora Jaboticaba). É também fundadora do Grupo Corpo e Cultura.Na conversa, Saddi sobre os efeitos não esperados do uso dos novos medicamentos para emagrecer, como um possível maior isolamento da sociedade.“As drogas que vão ou diminuir a sua fome ou dão uma saciedade muito rápida causam esse isolamento numa sociedade que já vem se isolando muito, é mais um elemento, é mais um combo dessa coisa das redes sociais, dos computadores, da internet”, afirma.A psicanalista comenta também sobre a mentalidade da dieta, sobre o papel dos ultraprocessados nesse cenário e sobre o que pais e mães podem dizer aos filhos que entram numa paranoia pelo corpo perfeito.Roteiro e apresentação: Isabelle Moreira Lima
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Aline Wolff: ansiedade e trabalho 22.03.2026 34分O que podemos aprender com os atletas sobre a importância do autoconhecimento, sobre lidar com a ansiedade diante de um momento decisivo, sobre alta performance sem lesões – ou no caso da vida profissional, sem burnout?"Não é sobre diminuir a carga, é sobre gerenciar melhor a carga para que as entregas sejam mais eficientes", diz a psicóloga e pesquisadora Aline Wolff, entrevistada deste episódio do Podcast da Semana.Wolf se tornou conhecida ao acompanhar a ginasta Rebeca Andrade, a maior medalhista olímpica do Brasil. Mestre e doutora em Psicologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), ela é especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental, com experiência clínica no atendimento de adolescentes, adultos e atletas de alto rendimento. É líder das ações de saúde mental do Comitê Olímpico do Brasil (COB).A psicóloga acaba de lançar o livro "Alta performance sustentável: saúde mental para vencer" (Planeta, 2026), em que parte do esporte e da rotina dos atletas para falar de saúde mental e de como a alta performance pode ser alcançada sem sacrificar a saúde.Roteiro e apresentação: Luara Calvi Anic
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Ana Suy: Relacionamento e controle 15.03.2026 27分Você já se sentiu que o seu relacionamento amoroso meio fora de controle. Ou, ao contrário, notou que a outra parte estava tentando controlar demais os seus passos, o seu jeito, as suas amizades? É sobre esse tema, sobre controle, autonomia e individualidade no relacionamento amoroso o novo episódio do Podcast da Semana, com a psicanalista Ana Suy. "A gente quer alguém que caiba na nossa fantasia. Só que, no fim das contas, quem cabe nessa fantasia é um ser idealizado", diz.Suy é psicanalista, escritora, doutora em pesquisa e clínica em psicanálise pela UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), e autora dos livros: "A Gente Mira no Amor e Acerta da Solidão" e "Não Pise no Meu Vazio", ambos da editora Paidós. E o mais recente, "Eu só Existo no Olhar do Outro" (Planeta, 2025), em parceria com o psicanalista Christian Dunker.Na conversa com Gama, Suy fala da linha tênue entre cuidado com o e controle nos relacionamentos e de por que alguns casais acabam desconsiderando a personalidade do parceiroRoteiro e apresentação: Luara Calvi Anic
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Fabiana Moraes: a epidemia de violência contra a mulher 08.03.2026 40分O Brasil tem vivido uma explosão de casos de feminicídio. A violência de gênero é tão corriqueira, que acaba sendo normalizada. Mas onde ela nasce? Como podemos combatê-la?“As mulheres precisam se organizar para apontar as Big Techs como centros de reverberação da misoginia que tem nos assassinado. Não podemos cobrar da escola, dos pais, da imprensa, enquanto ainda temos esse centro de produção de misoginia correndo solto”, diz a jornalista e pesquisadora Fabiana Moraes, colunista da Gama e entrevistada do Podcast da Semana na edição do Dia da Mulher.Professora na Universidade Federal de Pernambuco, mestre em Comunicação e doutora em Sociologia, Moraes é vencedora de vários prêmios, entre eles Esso, Petrobras e Embratel. Pesquisa mídia, imprensa, poder, raça, hierarquização social, imagem e arte e publicou seis livros, entre eles “A Pauta É uma Arma de Combate (Arquipélago, 2022), e “Ter Medo de Quê?: Textos sobre luta e lantejoula” (idem, 2024).Na entrevista, Moraes discute o crescimento da violência de gênero e dos números de feminicídio no Brasil, que ela vê também como uma resposta à maior autonomia feminina. A misoginia enraizada na sociedade acaba sendo reverberada por grupos como os redpill, fazendo vítimas e criminosos cada vez mais jovens.A pesquisadora comenta também a linguagem sexualizada utilizada para desqualificar as mulheres e envolver os homens no debate sobre a misoginia, sugerindo que a discussão sobre a violência se torne parte do currículo escolar. “Há três pontos aqui, a educação doméstica, a educação midiática e a educação escolar, e elas não estão separadas, não correm separadas”, defende.Roteiro e apresentação: Isabelle Moreira Lima
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Marina Person: O cinema brasileiro no mundo 01.03.2026 36分Estamos vivendo um momento paradoxal no cinema. Ao mesmo tempo em que filmes brasileiros chamam a atenção do público e da crítica internacional, está difícil para se produzir cinema no país.“Temos um momento muito bom de visibilidade, mas não de produção ou de incentivo à produção", afirma Marina Person, cineasta e apresentadora a Gama. Ela é a entrevistada do Podcast da Semana, da edição sobre o atual momento do cinema brasileiro."O governo Lula não conseguiu ainda colocar de volta os tijolos na casinha do Ministério da Cultura, da Secretaria do Audiovisual, do fundo setorial. Os editais não estão acontecendo, o dinheiro não está saindo”, diz.“A gente tem muita coisa boa para mostrar, somos um país enorme, o único país da América Latina que fala outra língua. Tem uma música que é incrível, o carnaval, a Amazônia. Então o reconhecimento para mim é algo que você fala ‘bom, que bom que agora tão vendo’. Mas a gente já sabia”, ela diz no podcast.Person é roteirista, diretora, atriz e uma estudiosa do cinema. Ela acaba de voltar do Festival de Berlim, onde foi exibido o filme “Isabel”, protagonizado por ela. Também está viajando pelo Brasil para apresentar a cópia restaurada em 4K do filme “São Paulo Sociedade Anônima” (1965), escrito e dirigido por seu pai, Luis Sergio Person, há 60 anos. A cópia foi restaurada pela Film Foundation, instituto de preservação da memória do cinema de Martin Scorsese.Ao Podcast da Semana, a cineasta reflete sobre o atual momento do cinema nacional no exterior, sobre a corrida pelo Oscar e sobre as chances do Brasil no prêmio, além da importância de contar e preservar as nossas histórias brasileiras.Roteiro e apresentação: Isabelle Moreira Lima
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Cadão Volpato: começar um projeto de livro 22.02.2026 30分Como transformar em projeto algo que nos toca, que nos emociona profundamente? O escritor Cadão Volpato, entrevistado do novo episódio do Podcast da Semana, escreveu o livro “Notícias do Trânsito" (Seja Breve, 2025) como parte do seu processo de entendimento da transição de gênero da sua filha. "Você teve uma pessoa que agora é outra pessoa. Até você entender isso, há um luto nessa nesse caminho", diz.Volpato é escritor, jornalista, músico e autor de uma dúzia de livros de ficção e não ficção, entre eles os romances "Pessoas que Passam pelos Sonhos" (Cosac Naify, 2013) e "Abaixo a Vida Dura" (Faria e Silva, 2024). Foi um dos fundadores da banda Fellini nos anos 1980 e, ao lado de Bernardo Ajzenberg, criou em 2025, a Seja Breve, uma editora de livros curtos.Na conversa com Gama, Cadão fala do crescente interesse por esse tipo de publicação, conta como chegou ao projeto do seu novo livro, que ele considera o melhor até agora, e o que aprendeu sobre filhos, e a vida, escrevendo “Notícias do Trânsito”.Roteiro e apresentação: Luara Calvi Anic
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Thiago França: O Carnaval de rua em São Paulo 15.02.2026 34分O Carnaval de rua de São Paulo não é para iniciantes. Sem uma lei que regulamente a maior festa popular do país, são necessários decretos ano a ano que não garantem continuidade de responsabilidade sobre a festa. Para os blocos, é um cenário desafiador, que é complicado pela falta de investimento e pela dificuldade de se fazer parcerias comerciais. Neste episódio do Podcast da Semana, o músico Thiago França, fundador do bloco A Espetacular Charanga do França, fala sobre os desafios e a beleza do Carnaval de rua de São Paulo.Na entrevista, França, que é compositor, arranjador e instrumentista, conta que foi por causa de uma paixão por um saxofone alto que nasceu o bloco. Desde 2013, A Espetacular Charanga do França sai nas ruas da Santa Cecília. “Foi uma doideira, eu fiquei fissurado por esse instrumento”, conta a Gama.Arranjador, compositor e instrumentista, França é um dos três integrantes da banda Metá Metá, além de ser um militante do carnaval, como ele mesmo diz. No episódio, ele fala sobre os desafios que encontra no bloco e na oficina de formação de músicos que mantém, como a falta de investimento, e sobre como é difícil conseguir acordos comerciais quando se tem um bloco mais politizado. Mas também fala da parte boa da festa, sobre como monta o repertório e qual sua real fantasia de Carnaval:“Eu sonho em ver a Charanga lotando a Santa Cecília, com todo mundo vestindo azul, com todo mundo trabalhando para fazer esse momento acontecer, todo mundo se ajudando, as pessoas indo de fato como como foliões, como agentes desta grande festa, como agentes culturais, e não como clientes”, diz França.
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Iafa Britz: parar de beber 08.02.2026 37分Como anda sua relação com o álcool? Como identificar que algo está fora de controle? Será que você consegue identificar quando amigos e familiares talvez estejam precisando de ajuda? "A bebida está em todos os lugares. É associada a eventos familiares, esportivos, ao prazer, ao relaxamento, tanto um remédio para a tristeza quanto para a comemoração", lembra Iafa Britz, convidada deste episódio.Britz é produtora do filme "(Des)controle" (2026), em cartaz nos cinemas e que traz Carolina Dieckmann interpretando Kátia Klein, uma escritora de 45 anos em uma crise criativa -- e que recorre a bebida para lidar com diferentes questões.O longa é inspirado em histórias reais relacionadas ao alcoolismo e particularmente na trajetória de Iafa. À frente da Migdal Filmes, Britz já produziu obras como a trilogia de “Minha Mãe é Uma Peça”, recorde de público no cinema nacional, “Caramelo” (2025) e, mais recentemente, “(Des)Controle”, filme com direção de Rosane Svartman e Carol Minêm.Na conversa com Gama, a convidada deste episódio fala do filme, da sua relação com o álcool, dos motivos que a fizeram procurar ajuda e sobre a sua trajetória em busca da sobriedade. "Quando você fala que não vai beber as pessoas ficam incomodadas. É como se quem não está bebendo quebrasse uma espécie de pacto", diz.Roteiro e apresentação: Luara Calvi Anic
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Carol Tilkian: O luto de uma separação 01.02.2026 33分Como superar o luto de uma separação? Superar significa esquecer? Para a psicanalista Carol Tilkian, entrevistada da edição sobre separação do Podcast da Semana, a resposta é não.Elaborar não é esquecer, é ressignificar", afirma e faz um convite a conviver com memórias sem transformá-las em assombrações. “Há uma máxima popular, um senso comum, de que o superar é não sentir mais nada, é não se abalar quando você encontra a pessoa já casada com outra, o que convoca a gente para esse lugar de apagamento. Mas não existe apagamento”, afirma na entrevista."Tem pessoas com as quais a gente vai conviver para sempre, principalmente pensando se você se separa de pais dos seus filhos. Como você dá menos voz a essas lembranças? Como você não alimenta as mesmas narrativas do ressentimento?"Tilkian tem formação em psicanálise e também pesquisa as formas como nos relacionamos amorosa e socialmente no mundo contemporâneo. É também colunista da rádio CBN e do jornal Folha de S.Paulo, além de ser professora da Casa do Saber.Na conversa com a Gama, Tilkian defende que um afastamento consciente é saudável num primeiro momento e que é melhor não seguir, não saber, não perguntar. Ela comenta ainda a ideia de que um amor só se cura com outro. "Existe amor depois do amor. Convido a lembrar que se separar não é apagar as memórias, os sentimentos. É ressignificar e se dar a chance de ter novos começos. As histórias não são menos bonitas porque elas têm pontos finais."
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Raquel Castanharo: Como começar a correr 25.01.2026 29分A corrida é o esporte mais difundido do mundo e é capaz de gerar bem-estar e sensação de realização em seus adeptos. Mas como começar? Para Raquel Castanharo, fisioterapeuta, mestre em biomecânica pela USP e maratonista, basta querer.“Seu corpo é capaz de fazer isso só simplesmente porque você nasceu. É claro que aí quando você começa a correr mais, existem coisas que facilitam a sua vida, que deixam a pisada um pouco mais confortável, que deixa o lookinho mais interessante, que te motiva a evoluir. Mas na real tudo isso é opcional”, afirma.A quem está determinado a entrar para o esporte, Castanharo recomenda ir devagar, alternando corrida e caminhada e ouvindo seu corpo, sem pressa para atingir objetivos mirabolantes.Fundadora e diretora técnica da Clínica Viva a Corrida e criadora da plataforma online de mesmo nome, ela atende e estuda corredores desde 2007. Ao Podcast da Semana, conta que o principal erro deles é complicar o esporte.“As pessoas acham que correr é muito complicado, porque a internet impõe isso. Ah, para correr precisa pisar com tal parte do pé, precisa respirar assim, precisa do tênis para pisar da tal forma. Mas correr é muito mais simples. A gente corre há 70 mil anos, nossa espécie evoluiu graças à corrida.”Paciente oncológica, Castanharo também fala da sua própria experiência com a corrida no momento em que passa por quimioterapia. Ela conta como o esporte a ajuda a combater a fadiga e manter o humor em dia, algo que compartilha com seus seguidores nas redes sociais e no episódio que você ouve aqui.
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Carlos Burle: água e conexão 18.01.2026 34分Um dos maiores surfistas de ondas gigantes do planeta, Carlos Burle tem o mar como mentor. É da sua experiência como atleta dessa modalidade que ele tira toda uma filosofia de vida. Não foi diferente quando, em dezembro de 2025, sofreu um acidente em que foi engolido por uma onda gigante em Nazaré, reduto de ondas dessa magnitude em Portugal e onde ele já bateu diferentes recordes. Carlos Burle é o convidado deste episódio do Podcast da Semana.Aos 58 anos, o surfista pernambucano, que hoje vive no Havaí, coleciona grandes feitos no surfe de ondas gigantes. Um dos pioneiros da modalidade, bateu recordes em lugares como Mavericks, na Califórnia, e Nazaré, em Portugal, onde já encarou ondas estimadas em até 100 pés (cerca de 30 metros).Burle é lembrado também pela evolução técnica do tow-in — modalidade em que o surfista é rebocado por um jet ski — e por seu papel como mentor de grandes nomes do esporte, como Maya Gabeira. Além das conquistas no mar, inspira pessoas de diferentes áreas com suas palestras e com o livro "Profissão: Surfista" (Sextante, 2017, esgotado na editora), escrito em parceria com o jornalista e escritor André Viana.Na conversa com Gama, o surfista fala da relação com o mar, de persistência e resiliência. Roteiro e apresentação: Luara Calvi Anic
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