Yuri Moraes | Rush Hush

Yuri Moraes | Rush Hush

Yuri Moraes
Šalis Brazilija
Kalba PT
Epizodų 576
Naujausias 17.07.2026

O podcast RUSH HUSH é apresentado por Yuri Moraes, criador e apresentador, autor de graphic novels e roteirista. O programa inclui lives, o Coffee & Cigacasts (conversas informais), e o CINEYUR. Yuri também participa do Enquadrado no UOL e apresenta seu projeto musical yu musick, um pop experimental que mistura eletrônica, narrativa e identidade visual.

Epizodai

  • descobrimos qual quentin tem a melhor filmografia 17.07.2026 1val 11min
    Chegamos no CineYur 40 e decidimos transformar dois diretores chamados Quentin num campeonato de filmografia.Quentin Tarantino vs Quentin Dupieux.O episódio inteiro funciona assim.Criamos 3 rounds.No primeiro, os filmes se enfrentam por ordem cronológica. Primeiro filme contra primeiro filme, segundo contra segundo e por aí vai. Então vira coisas como Reservoir Dogs vs Steak, Pulp Fiction vs Rubber, Jackie Brown vs Wrong.No segundo round, os filmes são comparados pela função dentro da carreira de cada diretor. O filme que consolidou a identidade do autor. O mais agressivo visualmente. O mais obcecado por identidade. O mais autoconsciente. O mais claustrofóbico.E em algum momento a gente percebeu que estava discutindo The Hateful Eight vs Yannick como se isso fosse completamente normal.No terceiro round a conversa vira quase uma discussão sobre o que realmente importa no cinema.Melhor filme absoluto. Melhor roteiro. Originalidade. Personagens. Técnica. Impacto. Reassistibilidade.Cada categoria vale ponto. Vitória vale um. Empate vale meio.Só que depois de um tempo o placar começa a importar menos que a diferença entre os dois diretores.O Tarantino parece alguém tentando transformar cinema em mito moderno.O Dupieux parece alguém tentando descobrir até onde ainda dá pra brincar com um filme.E talvez o episódio tenha acabado ficando exatamente sobre isso.
  • luiz thunderbird, a mtv e o pc siqueira 13.07.2026 2val 18min
    luiz thunderbird no coffee & cigacasts.eu conheço o luiz thunderbird faz muito tempo. a gente já conversou bastante ao longo dos anos. mas esse episódio ficou diferente dos outros. menos personagem. menos televisão. menos história sendo contada de forma organizada.teve uma hora em que eu senti que a conversa simplesmente desistiu de tentar ser “um programa” e virou outra coisa. meio memória confusa. meio conversa cansada de madrugada. meio duas pessoas tentando entender o que aconteceu com a cultura, com a internet e talvez com elas mesmas no meio disso tudo.o thunder fala da mtv brasil como alguém descrevendo um acidente que durou anos. e talvez tenha sido exatamente isso mesmo. uma emissora feita por gente que ainda não parecia totalmente treinada para existir na televisão.a conversa passou por tv colosso, programas de madrugada, internet antiga, burnout, rock brasileiro e a sensação estranha de sobreviver tempo suficiente para ver certas coisas virarem arquivo histórico enquanto você ainda está aqui.tem episódios que parecem entrevista. esse aqui ficou com cara de conversa que normalmente aconteceria depois que as câmeras fossem desligadas. talvez por isso eu tenha gostado tanto dele.
  • c4bal, o ódio do rap e o beat da senhorita 06.07.2026 1val 43min
    Eu sempre acho estranho quando conheço alguém que, de algum jeito, já parecia existir na minha cabeça há muito tempo.Foi meio isso com o C4BAL.A gente tinha trocado algumas mensagens outro dia. Mas conversar mesmo foi aqui. E a conversa foi indo para uns lugares que eu honestamente não estava esperando.Tem uma hora em que ele fala do Kanye West gravando no Brasil e parece quase uma memória inventada por alguém num fórum antigo da internet. Tem outra em que o assunto vira o cansaço de tentar continuar fazendo música quando a música deixa de parecer música e começa a parecer uma coisa industrial. Meio pesada. Meio burocrática. Meio triste.Também tem uma história ótima sobre ganhar um Grammy com Chitãozinho & Xororó sem exatamente tratar aquilo como “o grande momento da vida”. O que eu acho mais interessante do que se ele tratasse.E tem o Disco D. Talvez a parte mais estranha da conversa inteira. Porque algumas pessoas parecem ficar pairando na cultura mesmo depois que desaparecem.Eu gosto quando os episódios daqui parecem menos entrevista e mais aquela situação em que duas pessoas continuam conversando mesmo depois de perceberem que o assunto já desviou completamente.Talvez esse seja um desses.Enfim. Tá aí.E eu continuo escrevendo no Rush Hush também. Para quem gosta desse tipo de pensamento meio atravessado de madrugada.
  • por que os filmes de aventura de hoje são um lixo 03.07.2026 59min
    Eu estava tentando fazer uma lista sobre filmes de aventura com o Adriano. O problema de fazer lista é que você sempre acaba tendo que justificar para si mesmo o motivo de não colocar o filme que todo mundo esperava que você colocasse. A gente falou sobre o que faz uma jornada valer a pena no cinema, sobre como é sair de casa e voltar um pouco diferente.Acabou entrando Jodorowsky, irmãos Coen e bastante Miyazaki. E a gente também falou sobre Don's Plum. Aquele filme do Leonardo DiCaprio com o Tobey Maguire que eles processaram o diretor para não sair, provavelmente porque perceberam que estavam parecendo os idiotas que eles realmente eram nos anos 90. É um filme estranho.O episódio já está disponível.
  • thiago guimarães e por que friends é uma farsa 29.06.2026 1val 56min
    Boa noite. Ou bom dia. Depende muito da hora que você resolveu abrir a internet hoje. Sentei para conversar com o Thiago Guimarães ( @OraThiago  ) nesse episódio. Ele é uma das poucas pessoas que consegue analisar a cultura pop sem fazer a gente se sentir exausto. Falamos sobre coisas que talvez não tenham tanta importância no grande esquema do universo, mas que importam para quem gosta de ficar olhando para telas. Conversamos sobre como a internet mudou o jeito de assistir filmes e sobre aquela mentira muito bem contada chamada Friends. A gente cresce achando que a vida adulta vai ser um apartamento em Nova York cheio de amigos, e a verdade é bem menos interessante. Discutimos também a estética da fumaça no cinema, o porquê de não gostarmos tanto dos filmes do Christopher Nolan e como a inteligência artificial não parece estar democratizando nada, apenas acelerando coisas que já estavam ruins. Tem uma parte longa sobre cinema brasileiro e como a distribuição de filmes no nosso país é uma tristeza absurda. Espero que você encontre algum conforto nisso. Se quiser deixar tocando enquanto lava a louça, funciona muito bem.
  • você não usa a internet, você existe nela 26.06.2026 1val 38min
    O Nick Farewell apareceu com a ideia de ligar a câmera e trazer o Jucelio para a mesa. O Jucelio é um advogado que escreve e pensa muito sobre como a internet está mudando a gente. É engraçado como uma simples observação sobre pessoas paradas no metrô pode puxar um fio tão longo na cabeça humana.A conversa foi passando por essa ideia de que a gente não apenas entra na internet hoje em dia. A gente existe nela. O Jucelio chama isso de segunda alma. Ele diz que os nossos telefones são praticamente órgãos externos agora.O Nick trouxe uns pontos muito bons e nós entramos nessa viagem sobre o que acontece quando uma inteligência artificial escreve um processo judicial com letras brancas só para enganar a máquina do outro advogado. É um negócio completamente surreal.Também falamos bastante sobre o peso de ser cancelado em um lugar que simplesmente não tem um botão de apagar. A internet não perdoa e a gente ainda não sabe como lidar com isso do ponto de vista da lei.No fim a conversa foi parar em implantes neurais, singularidade e nessa sensação estranha de que talvez o futuro já tenha começado faz tempo.Eu realmente não tenho as respostas para nada disso.
  • o filme de terror que as pessoas têm medo de ver 15.06.2026 1val 7min
    Eu e o Adriano sentamos de novo naquele estúdio que ainda cheira a carpete novo para falar sobre uma coisa que, se você parar para pensar, é meio doentia: filmes onde pessoas morrem de formas criativas.O Adriano trouxe uma lista com dez filmes slasher. Eu percebi, enquanto ele falava, que o que me atrai nesses filmes não é a perfeição técnica. Na verdade, é quase o contrário. São as falhas, o baixo orçamento e aquela sensação de que o diretor estava tentando dizer algo muito sério com muito pouco dinheiro.Falamos sobre John Carpenter e Wes Craven, que são os nomes óbvios, mas também sobre Michael Haneke, que fez um filme que eu não sei se quero ver de novo, mas fico feliz que exista.No final, a gente ainda gastou um tempo considerável discutindo se Stanley Kubrick estava tentando nos avisar de algo em seu último filme antes de partir. E tem uma série polonesa sobre mandamentos bíblicos que o Adriano indicou e que parece ser a coisa mais triste e bonita que você vai ver este ano.Enfim. É só uma conversa. Se você tiver um tempo livre e quiser ouvir dois caras falando sobre o que faz um filme resistir ao tempo, o vídeo está aí. Se não tiver, eu entendo perfeitamente. A vida anda bem ocupada para todo mundo.
  • miller santos e a mentira do sushi de tigre 12.06.2026 1val 57min
    Eu acho curioso como a internet transformou uma coisa meio invisível em profissão. Antes você tinha gente querendo ser ator, músico, escritor. Agora existe um tipo de pessoa que passa o dia inteiro transformando a própria personalidade em arquivo público. E a pior parte é que às vezes funciona. O Miller Santos Sushi de Tigre apareceu muito na internet desse jeito que parece acidente. O que eu gosto nele é justamente que ele nunca parece totalmente confortável ali. Parece alguém que ainda olha pra tudo isso meio de lado. A gente falou sobre escrever humor, fazer stand up, inventarem histórias sobre você online, morar no interior, trabalhar nos bastidores, Hermes e Renato, Porta dos Fundos, SBT e aquela sensação estranha de perceber que desconhecidos começam a criar versões suas na cabeça deles. Em algum momento a conversa virou sobre liberdade. Ou talvez sobre aceitar que algumas pessoas vão te odiar sem motivo muito claro. Não lembro exatamente. Enfim. O episódio está aí.
  • talvez meus haters conheçam uma versão minha que eu não conheço 05.06.2026 1val 30min
    Cheguei do Rio faz pouco tempo. Dirigi umas oito horas e cheguei em casa de madrugada com o cachorro doente. Não dormi quase nada. Mas achei que seria bom sentar aqui um pouco e falar com vocês, sem muita cerimônia, como quem puxa uma cadeira num café no meio da tarde. Muita coisa tem acontecido. Teve o papo com o Mutarelli que mexeu bastante comigo e, pelo visto, com ele também. É raro encontrar alguém que ainda consiga ser brutalmente sincero hoje em dia. Sem performance. Só sendo. Também tive uma experiência bem profunda esses dias. Fui na casa de um fã do programa que eu não conhecia e acabei usando DMT. Foi uma coisa visual, um labirinto de cores, mas principalmente uma sensação de paz que eu não sentia faz tempo. Parecia que tinham lavado meu cérebro. A gente fica tão distraído com bobeira de rede social que esquece que esses lugares existem dentro da gente. O canal está num momento doido. Estou tentando entender o ritmo de tudo, equilibrando o Cigacasts, o Cineyur e essas lives. Fico feliz que vocês estejam por aqui acompanhando esse processo de reconstrução. Falamos também sobre música, fracasso, internet, tarô, ego e outras coisas que provavelmente nem estavam planejadas quando a live começou. Obrigado por estarem aqui.
  • a única cinebiografia que não mente para você 01.06.2026 1val 13min
    A gente sentou pra conversar sobre cinebiografias.Não aquelas que tocam os maiores sucessos enquanto a família do músico aprova o corte final. Estávamos pensando nas que realmente funcionam como cinema. As que não parecem um artigo da Wikipedia com música de fundo.Tudo começou porque fomos ver o filme do Michael Jackson. E isso acabou virando uma discussão sobre por que é tão raro esse gênero produzir algo que sobreviva além da nostalgia e da imitação.No meio do caminho, esbarramos em Tiptoes. Um filme de 2002 que eu sinceramente não sei como foi aprovado, financiado ou filmado.Matthew McConaughey e Gary Oldman parecem estar em filmes completamente diferentes. E talvez isso seja justamente o que torna a experiência tão fascinante.Também falamos de dois filmes recentes que capturam um tipo muito específico de desconforto humano de um jeito quase doloroso.Se você gosta de cinema, música, ou só de ouvir duas pessoas tentando entender decisões absurdas de Hollywood, dá o play.
  • Thiago Martins, Character Design, Vida após os 40 | Coffee & Cigacasts #014 29.05.2026 1val 55min
    Recebi o Thiago Martins em casa pra um papo longo e sem roteiro. A gente passa por tudo: a época da MTV Brasil, a criação do Fudêncio e Seus Amigos, o impacto da inteligência artificial na animação e na publicidade, e o peso real de chegar aos 50 anos.No meio disso tem histórias de rave, LSD, ayahuasca, bastidores de TV e aquelas conversas que começam num tema e terminam em outro completamente diferente.E como é ao vivo, existe sempre a chance de a gente ignorar tudo isso e passar duas horas falando de qualquer outra coisa.Se você curte animação, bastidores e conversa sem filtro, esse episódio é pra você.
  • Jota Bê, Restaurantes, Ego e São Paulo | Coffee & Cigacasts #013 27.05.2026 2val 3min
    Eu sentei com o Jota Bê.A ideia era falar de comida.Que já é um bom começo, porque comida virou uma coisa meio estranha.Você senta na mesa e alguém já está filmando antes de mastigar.A conversa foi indo.A gente falou de restaurante, de São Paulo, de gente que quer parecer interessante, de gente que quer estar certa, de gente que só quer comer em paz e não consegue mais.Falamos de política, inevitavelmente.Falamos de música, que é mais honesto.Falamos de internet, que estraga quase tudo e ao mesmo tempo é onde você está vendo isso agora.Deu mais de duas horas.Coisa rara hoje em dia, duas pessoas falando sem pressa e sem objetivo muito claro além de continuar.Se você tiver tempo, ou se estiver preso no trânsito, ou só quiser ouvir alguém pensando em voz alta, está aqui.É só uma conversa.
  • Iuri Piragibe, Extração de DMT, A entidade nas costas | Coffee & Cigacasts #012 20.05.2026 1val 44min
    Neste episódio, Iuri Piragibe apareceu para falar de uma bruxa que viu uma entidade nas costas dele, da Bucha Paulista, de sociedades discretas e do tipo de história que faz alguém olhar para a porta para ver se está trancada.Eu falei de retiro em silêncio absoluto, de virar luz, de cirurgia espiritual e dessas ideias sobre tempo que não resolvem nada, mas atrapalham bastante a falsa sensação de normalidade.O programa funciona assim. Ninguém vence debate. Ninguém traz cinco passos para prosperar. A gente conversa até aparecer alguma coisa útil no meio do exagero humano.Se isso lhe interessa, escute.Se não interessa, às vezes interessa também.
  • Affonso Solano, Mistério dos alienígenas, Nostalgia como armadilha | Coffee & Cigacasts #011 18.05.2026 1val 45min
    Affonso Solano passou por aqui para uma conversa que começou falando sobre silêncio e terminou em alienígenas, nostalgia cultural e o medo moderno de admitir dúvidas.No começo, nós tentamos entender por que as pessoas parecem tão desconfortáveis com pausas, conversas lentas e pensamentos que não chegam prontos. Falamos sobre a morte dos talk shows antigos, o formato dos podcasts, cancelamento de comediantes e a ansiedade constante de preencher qualquer vazio.No meio disso tudo, a transmissão caiu.Nós voltamos e continuamos exatamente de onde paramos. A conversa então foi para ufologia, tribalismo ideológico, inteligência artificial, psilocibina, filmes de franquia e a sensação de que parte da cultura atual ficou presa ao próprio passado.Esse episódio acabou virando um retrato bem honesto de duas pessoas tentando pensar em voz alta sem a obrigação de chegar a respostas perfeitas.
  • Arthur Petry, devorado pelo próprio público, as vozes na natureza | Coffee & Cigacasts #010 15.05.2026 1val 33min
    Oi. Essa é mais uma daquelas conversas que começam sem muito rumo e acabam passando por lugares que a gente não planeja muito. O Petry sentou aqui e a gente falou sobre bastante coisa. Ele me contou de como a vida no mato é solitária mas necessária e de como a classe média cria umas dores silenciosas que acabam sendo usadas por outras pessoas. Falamos de como é estranho nutrir algo e de repente atrair pessoas que odeiam o que você se tornou. Ele detalhou a exaustão de tentar parecer normal num mundo que exige tanta interação constante. Tem uma parte que ele fala sobre cogumelos e insetos simpáticos. Acho que você vai gostar do jeito que ele enxerga o absurdo de tentar fazer os outros rirem enquanto se sente meio deslocado do resto do mundo. É o décimo episódio nosso. Espero que o seu fim de semana seja gentil. Pega um café.
  • Os filmes mais perturbadores sobre seitas e cultos malucos | Cineyur #36 13.05.2026 1val 14min
    Esse episódio começa em um lugar simples: por que alguém entra em um culto?E termina em um lugar menos confortável: talvez ninguém entre achando que está entrando.Eu e o Adriano falamos sobre filmes onde a sensação de pertencimento vira armadilha.Midsommar, O Bebê de Rosemary, O Mestre, De Olhos Bem Fechados.Tem também uma parada estranha no começo com The Sadness, que talvez seja só sobre violência… ou talvez não.No meio disso tudo, uma ideia começa a aparecer:Religião não é o oposto de culto.É um culto que venceu.Se você já teve aquela sensação de estar em um lugar onde todo mundo parece saber de algo que você não sabe…esse episódio é sobre isso.
  • O problema do Steven Spielberg e a mentira do cancelamento | LIVE 11.05.2026 1val 14min
    Eu ando pensando em algumas coisas e achei que seria um bom momento para colocar isso para fora. Falei um pouco sobre o que eu pretendo fazer com esse canal daqui para frente, e também sobre uma música nova que eu lancei que vocês podem ouvir se quiserem. Acabei entrando em um assunto meio longo sobre cinema. Eu realmente não entendo essa proteção toda com o Steven Spielberg. Eu acho que ele meio que mudou as coisas para pior. Falei sobre isso por um tempo. Também li um texto que eu escrevi na minha newsletter sobre o sistema. É engraçado como as grandes corporações podem fazer o que elas quiserem e ninguém parece se importar muito com isso. Mas se um indivíduo fala algo errado ou comete um erro, a internet inteira enlouquece. É uma indignação seletiva que não faz o menor sentido para mim. E depois disso, por algum motivo que eu não lembro bem, a gente passou quase uma hora olhando fotos de atrizes tentando definir o que é uma menina padrão hoje em dia. Aparentemente ninguém tem muita certeza. É isso. O link para o meu livro e para a música nova estão soltos por aí. Eu espero que os próximos dias tratem vocês com respeito e clareza.
  • Lourenço Mutarelli, desapego material, o peso do tempo | Coffee & Cigacasts #009 08.05.2026 1val 24min
    Se por acaso você não sabe quem é o Lourenço, ele é um cara que passou a vida inteira criando mundos. Ele desenhou alguns dos quadrinhos mais estranhos e importantes do Brasil ali nos anos 90. Depois ele simplesmente parou de desenhar e começou a escrever romances muito singulares, como O Cheiro do Ralo, que acabou virando aquele filme que muita gente viu. Ele também atua de vez em quando. Mas, mais do que qualquer coisa do currículo dele, o Lourenço é alguém com quem eu gosto de sentar para tomar café e falar sobre coisas que a maioria das pessoas tenta evitar.A gente falou sobre encarar a finitude e sobre a possibilidade de não ter nada do outro lado. Isso me marcou bastante. Eu acabei de fazer quarenta anos e a gente conversou sobre o tempo e sobre como a vida adulta vai machucando e mudando a gente. Ele me contou que voltou a desenhar usando umas canetas antigas. Falou sobre a culpa que carrega e sobre a vontade sincera de dar as próprias coisas embora. É uma conversa sobre aceitar que as coisas acabam e talvez encontrar algum alívio nisso. A gente também falou sobre tarô e percepção do mundo.Se você tiver um tempo livre hoje, acho que vale a pena escutar. Ou não, você que sabe. O importante é que a gente sentou e conversou por uma hora e pouco. Obrigado por ler isso e por continuar passando por aqui.
  • Filmes de stalker não são exatamente o que você pensa | Cineyur #35 05.05.2026 1val 40min
    Este é o episódio trinta e cinco do Cineyur. Eu e o Adriano Vilas Boas sentamos no estúdio novo em um domingo meio devagar para falar sobre filmes de stalker. A gente não falou de filmes de terror genéricos. Falamos de Veludo Azul, A Conversação, Blow Out e Perfect Blue. Também gastamos um tempo considerável tentando entender The Fanatic, que é aquele filme do John Travolta dirigido pelo cara do Limp Bizkit. E a gente lembrou daquela risada bizarra que vazou no áudio quando a Sara Não Tem Nome veio gravar com a gente. Foi um episódio esquisito. Você pode dar play e deixar rolando enquanto lava a louça ou faz algo mais importante. Se você gosta de cinema, cultura pop e conversas longas que às vezes perdem o foco, você talvez goste disso. Obrigado por assistir.
  • Jhonatan Marques, Fim do Mundo, Teoria da Simulação | Coffee & Cigacasts #008 27.04.2026 1val 32min
    Querido leitor ocasional destas páginas virtuais que abrigam conversas. Eu fico feliz de te encontrar por aqui num dia como hoje. Eu sentei para tomar um café com o Jhonatan Marques, e nós acabamos conversando sobre coisas que talvez não devêssemos, coisas como o fim do mundo, bilionários com interesses peculiares e o fato de que a gente não entende quase nada do que acontece ao nosso redor. Nós também falamos sobre clones e por que voltar para a água talvez fosse uma boa ideia, se as baleias estiverem certas. É uma conversa sobre observar o absurdo das coisas e tentar achar algum sentido, ou apenas aceitar a falta dele. Você pode ouvir se tiver um tempo livre, enquanto limpa a casa ou olha para a parede. Espero que você esteja bem, e que os dias te tratem com alguma gentileza. Continuamos por aqui.

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