Em Obras - 2ª Temporada
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O podcast Em Obras explora conexões entre a arte e a trajetória de personalidades a partir de obras exibidas na 36ª Bienal de São Paulo. Narrada pela cantora Xênia França, a série é uma coprodução do UOL com a Fundação Bienal de São Paulo. Esta temporada é um projeto realizado com recursos do Fomento Cult SP - ProAC, programa do Governo do Estado de São Paulo.
Episoder
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#7: Nem todo viandante 29.05.2026 14minO episódio que encerra a segunda temporada do podcast “Em Obras”, parceria da Fundação Bienal de São Paulo com o UOL, explora a fusão de expressões artísticas na exposição – em especial a contribuição da poesia para repensar a vida e a arte. Essa ideia inspirou a 36ª Bienal, que teve curadoria de Bonaventure Soh Bejeng Ndikung, com o verso “Nem todo viandante anda estradas”, da escritora mineira Conceição Evaristo. O fio condutor: nem todo caminho é físico. Também nos movimentamos ao imaginar, silenciar ou criar.
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#6: Travessias sonoras 22.05.2026 15minO sexto episódio do podcast “Em Obras”, coprodução do UOL com a Fundação Bienal de São Paulo, fala sobre o poder da música e suas tecnologias de difusão, como o rádio e a radiola. A narrativa acompanha a presença do reggae jamaicano no Maranhão, onde o gênero se consolidou como parte da vida cultural e social, especialmente na capital São Luís. O episódio aborda as diferentes hipóteses para a chegada do estilo por aqui: uma delas é a de que ondas curtas vindas de rádios do Caribe viajavam até o Brasil e eram sintonizadas nos aparelhos de São Luís. A artista Gê Viana, que levou a radiola maranhense à 36ª Bienal de São Paulo por meio da obra “A Colheita de Dan", mostra como o gênero foi incorporado localmente até se tornar parte de uma identidade musical própria. O podcast também passa pela trajetória do músico Hyldon, evidenciando o papel do rádio na formação brasileira dos anos 1960, quando o aparelho representava um espaço de descoberta e imaginação.
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#5: O coletivo como caminho 15.05.2026 15minComo é a vida atualmente fora de uma lógica individualista? É o que o quinto episódio do podcast “Em Obras” pergunta, a partir da investigação de dois projetos brasileiros que priorizam formas coletivas de organização. O primeiro é o Sertão Negro, em Goiânia, onde quem chega pode experimentar diferentes linguagens artísticas, além de imersões no Quilombo Kalunga. Lá, os moradores dividem conhecimentos transmitidos há muitas gerações. O segundo é o Instituto Desvelando Oris, em São Paulo, focado na superação das desigualdades raciais e de gênero a partir do acesso a educação, justiça e cultura. Apesar de contextos distintos — o cerrado goiano e o centro urbano paulistano —, os dois projetos compartilham uma aposta: substituir hierarquias por troca, e o individualismo pelo fortalecimento dos laços comunitários.
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#4: Depois do fim 08.05.2026 15minA morte pode mudar os caminhos de uma história, mas não necessariamente encerrá-la. Essa é uma das discussões do quarto episódio do podcast "Em Obras", coprodução do UOL com a Fundação Bienal de São Paulo, que aproxima um relato pessoal de perda à obra Someone's Child, do artista francês Pol Taburet. O episódio parte da história da jornalista Milly Lacombe, que relembra a morte repentina da ex-mulher e o impacto devastador do luto em sua vida. A experiência íntima abre caminho para um tema mais amplo: como a finitude reorganiza o sentido das relações e da própria existência. Na instalação apresentada na última edição da Bienal, Taburet sugere um espaço em que vida e morte não se opõem, mas coexistem. Em comum, as duas narrativas apontam para a noção de ciclo, em que o fim não elimina o que veio antes, mas se incorpora a ele.
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#3: Entre Mundos 01.05.2026 17minEm “Haunted”, o artista mexicano Andrew Roberts recria uma das lanchonetes da rede americana Jack in the Box, em San Isidro. O restaurante fica na fronteira entre México e Estados Unidos e é ponto de encontro de famílias que precisam se dividir entre os dois países. Roberts cresceu em Tijuana e conta, neste episódio, a história de seu pai, que era proibido de entrar no México. Por anos, os dois só se encontravam no restaurante próximo à fronteira. Em diálogo com temas presentes em “Haunted”, como violência, imigração e traumas familiares, o ator carioca Michel Melamed conta como a trajetória de exílio dos pais aparece em seu trabalho no teatro. As histórias familiares dos dois artistas são bastante diferentes, mas mostram como mudar de país nunca é uma experiência neutra: ela é atravessada por raça, classe social, origem e contexto político. Por meio da arte, Roberts e Melamed dão novos destinos às barreiras que separam povos e territórios.
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#2: O que a casa sustenta 24.04.2026 19minUma instalação em grande escala que atravessa verticalmente os três andares do Pavilhão Ciccillo Matarazzo. A obra de Ana Raylander Mártir dos Anjos foi pensada a partir de fragmentos da antiga casa de pau a pique de seu bisavô, que foi demolida, mas que pela memória continua habitada. O trabalho remonta à história de Bené e seus nove filhos, uma família afro-brasileira, e suas nove colunas cruzam um dos maiores símbolos da arquitetura moderna de São Paulo. Provocador em proposta e em tamanho, a obra nos faz questionar: quem tem direito à escala monumental? Quem no Brasil pode erguer pilares e atravessar andares? Neste episódio, que combina arte e psicanálise, a artista Ana Raylander, a cantora Xênia França e a psicanalista Maria Homem falam sobre a dimensão histórica e política de objetos transmitidos por gerações, memória e herança familiar.
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#1: Quando o rio se expande 17.04.2026 21minNo primeiro episódio da temporada, a narradora Xênia França percorre a 36ª Bienal de São Paulo conectando histórias ligadas à água. A narrativa parte do trabalho "Templo da água", do artista colombiano Leonel Vásquez, inspirado no Rio Tietê. Na paisagem paulista comprometida pela poluição, Vasquez reconheceu o Rio Bogotá, também afetado pelo descarte de resíduos. Outros rios são lembrados no episódio, que tem participação do escritor Itamar Vieira Jr. Em diálogo com Vásquez, o autor conta sobre a sua experiência com o rio Paraguaçu e a importância da água na história de sua família e em sua obra literária. Os dois falam de extração, de colonização, de um mundo que aprendeu a explorar a natureza até o limite. E apontam para o mesmo lugar: a necessidade de reaprender a se relacionar com a água e o território.
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Podcast "Em Obras" | Teaser 16.04.2026 1minO podcast Em Obras explora conexões entre a arte e a trajetória de personalidades a partir de obras exibidas na 36ª Bienal de São Paulo. Narrada pela cantora Xênia França, a série é uma coprodução do UOL com a Fundação Bienal de São Paulo. Esta temporada é um projeto realizado com recursos do Fomento Cult SP - ProAC, programa do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas.
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Bônus: 'Já teve roubo na mostra?' Bienal responde a esta e outras perguntas 04.09.2021 19min“Já teve algum roubo na Bienal?", “quem foi o artista mais jovem a participar da mostra?”, “como fazer para expor uma arte na Bienal?”, “quem monta as obras a serem exibidas?”. No último episódio do programa , a apresentadora Marina Person traz estas e outras perguntas enviadas pelos ouvintes, além das respostas dadas por curadores, pesquisadores e também gestores culturais.
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Bônus: Veneza, expansão regional, arquivo histórico 28.08.2021 15minE você sabe o que acontece nos intervalos entre as mostras? Neste episódio, Marina Person conta algumas delas --como a Bienal de Veneza, o Programa de Itinerâncias-- e também traz a história do arquivo Wanda Svevo (aqui o documentário: https://youtu.be/A3vXnkr5tSU). Você também ouve curiosidades sobre a mostra “Tradição e Ruptura”, de 1984, que apresentou uma das maiores seleções de arte brasileira já vistas. Na página deste podcast no UOL (www.uol.com.br/splash/podcast/bienal-70-anos/), você pode ver algumas imagens das histórias aqui contadas em áudio.
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2021: sino histórico, octógono e arte indígena na 34ª 21.08.2021 18minMarina Person traz, no oitavo episódio, detalhes sobre a 34ª Bienal de São Paulo, 'Faz escuro mas eu canto' --prevista para 2020, ela foi adiada por causa do coronavírus. Além dos eventos realizados antes da pandemia --como a performance do Neo Muyanga e a instalação da peruana Ximena Garrido-Lecca--, este episódio traz detalhes sobre a exposição de 2021. Caso do sino da capela do Padre Faria, do octógono onde eram feitas as negociações da bolsa de valores de Chicago e da arte indígena.
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De 2010 a 2019: urubus, novas vozes e 'sua atenção, por favor' 14.08.2021 19minMarina Person conta, no sétimo episódio, detalhes das bienais realizadas entre 2010 e 2019. Teve a polêmica obra com urubus vivos, do artista Nuno Ramos. E os desenhos de Gil Vicente, que mostravam agressões físicas contra líderes políticos. Foi a década da reestruturação da Bienal, que permitiu “encomendar” peças, como uma do artista chinês Ai Weiwei. E também marcou mais espaço para as pautas dos movimentos negro, feminista e LGBTQIA+, além do debate sobre o “roubo” de nossa atenção pelos telefones celulares.
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De 2000 a 2009: samba, andar vazio e 'teste' de bondade 07.08.2021 21minMarina Person traz, no sexto episódio do podcast, detalhes sobre as exposições dos anos 2000. Em 2004, a mostra foi tema do Carnaval de São Paulo. Também teve a Bienal do Vazio, quando um andar inteiro do pavilhão ficou sem obras, o que gerou uma invasão de artistas, que picharam paredes, janelas e pilares do prédio. Tem muita curiosidade, como o transporte de um muro da Bahia para São Paulo, a reconstrução de um ateliê dentro da mostra e a performance em que um artista dependeu da bondade do público para sobreviver.
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Anos 90: globalização, internet e antropofagia 31.07.2021 23minMarina Person traz, no quinto episódio do podcast “Bienal, 70 anos”, detalhes sobre as mostras realizadas nos anos 90. Teve recorde no número de países participantes (70 na edição de 1994), a arte abstrata do russo Kazimir Malevich, os murais do mexicano Diego Rivera, a pirotecnia de Cai Guo Qiang, a “Bienal da Antropofagia”, peças dos brasileiros Hélio Oiticica, Adriana Varejão, Cildo Meireles e também a internet como obra de arte.
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Anos 80: grafite, música e (muitas) telas 24.07.2021 23minMarina Person conta como, nos anos 80, a reabertura democrática do Brasil, a volta dos artistas exilados após a Lei da Anistia e o fim do boicote provocaram uma avalanche de novas obras, criatividade e questionamentos na Bienal. O evento teve destaques como as obras de Keith Haring, apresentações do grupo Fluxus, pinturas dos pacientes da psiquiatra Nise da Silveira, a montagem da 'Grande Tela' e uma performance de Marina Abramović. Também nesta década, a mostra passou a ter um curador por edição.
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Anos 70: psicodelia, ditadura e videoarte 17.07.2021 16minMarina Person traz um recorte dos anos 70, quando a Bienal precisou se reinventar após o boicote sofrido em 1969. As obras da década traziam elementos da repressão vivida no Brasil, além de experimentações com drogas psicodélicas, ativismo ambiental e tecnologia: em 1975, a 13ª edição ficou conhecida como a Bienal dos videomakers.
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Anos 60: boicote e arte pop 10.07.2021 21minMarina Person traz um retrato dos anos 60, quando as edições da mostra estavam imersas no ambiente da ditadura militar. Teve boicote (a 10ª edição ficou conhecida como Bienal do Boicote), arte interativa e também artistas pop internacionais, como Andy Warhol, Edward Hopper e Roy Lichtenstein.
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Anos 50: como tudo começou 03.07.2021 22minMarina Person conta como surgiu a Bienal de São Paulo, que foi realizada pela primeira vez em 1951. Você conhecerá personalidades como Ciccillo Matarazzo, o criador da mostra, e sua mulher, Yolanda Penteado. Também tem curiosidades sobre a montagem da primeira exposição. E detalhes de como, em 1953, a tela Guernica, de Pablo Picasso, veio parar no Brasil --uma história cheia de negociações, viagem de navio e também um caminhão atolado.
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Conheça o podcast Bienal, 70 anos 30.06.2021 1min
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