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Estamos preparados para futuras epidemias? Não. Mas devíamos 02.06.2026 19minO hantavírus foi responsável por três mortes misteriosas a bordo de um cruzeiro e o ressurgimento do ébola já causou cerca de 220 mortes na República Democrática do Congo. O hantavírus pode causar doenças graves e a morte, mas não é, particularmente, contagioso e tende a desaparecer. Não é o caso do ébola. O vírus está mais concentrado no Congo, mas já se estendeu ao Uganda. Os corpos infectados são muito contagiosos e as autoridades congolesas proibiram velórios e funerais com mais de 50 pessoas na zona afectada pela epidemia, numa tentativa de conter a propagação da doença. Já assistimos a esta história 17 vezes no Congo. Os surtos são inevitáveis. A recente Assembleia Mundial da Saúde confrontou-se com o paradoxo: o mundo aprendeu com a Covid-19 a lidar com pandemias, mas a cooperação internacional nesta matéria tornou-se mais frágil. A administração de Donald Trump saiu da OMS e encerrou de supetão a Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional. Com esta decisão, perdeu-se a grande maioria da ajuda externa que era aplicada na resolução de problemas da saúde global, como é o caso do ébola. Os vírus não respeitam fronteiras e a cooperação entre países continua a ser crucial para a saúde global. O mundo está preparado para combater a possibilidade de uma nova epidemia? Um recente relatório da OMS diz que o mundo está menos seguro. É sobre isto que vamos falar com Tiago Ramalho, jornalista da secção de Ciências do PÚBLICO.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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O que é que explica o caos no aeroporto de Lisboa? 01.06.2026 16minNa semana passada, a jornalista Clarissa Ward, correspondente internacional da CNN, publicou um vídeo, na sua conta do Instagram, onde filma e descreve as longas filas de espera, para atravessar o controlo de passaportes, no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa. A jornalista descreve um cenário de caos e diz ter presenciado muitas pessoas a perderem os seus voos de ligação, como aconteceu à própria. Os aeroportos portugueses têm sofrido vários constrangimentos no controlo de passaportes desde a introdução do novo sistema de entrada e saída das fronteiras da União Europeia. Porque é que isso acontece? A Comissão Europeia diz que os atrasos e as longas filas de espera são um problema português. O Governo contra-argumenta que a responsabilidade é europeia. O Governo reconhece que as coisas não estão a funcionar bem e o ministro das Infra-estruturas, Miguel Pinto Luz, pediu desculpa pela situação, que disse ser “um embaraço” para o país. E o ministro da Administração Interna anunciou, na sexta-feira, mais meios humanos e o alargamento da zona de fronteira em Lisboa. Mas, afinal, o que é que está na origem deste problema? É esse o pretexto para falarmos com Pedro Castro, consultor em estratégia comercial para a aviação e professor em Sistema de Transportes no Instituto Superior de Lisboa e Vale do Tejo.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Enquanto EUA e Irão avançam e recuam, Israel bombardeia o Líbano 29.05.2026 17minTrês meses depois do início da guerra dos EUA e de Israel contra o Irão, continuamos sem saber quando e como é que que este conflito irá acabar. Três meses depois, o estreito de Ormuz continua fechado, os EUA não dispersaram os seus meios militares concentrados na região e o regime iraniano mantém-se de pedra e cal. Nesta semana, os EUA bombardearam barcos e plataformas de lançamento iranianas no estreito de Ormuz, com o argumento da “auto-defesa”. E os Guardas da Revolução do Irão dizem ter atingido uma base aérea dos EUA na madrugada de ontem. A escalada das hostilidades comprova a fragilidade do cessar-fogo entre os EUA e o Irão, que entrou em vigor no início de Abril, e vai protelando um eventual acordo de paz. Como seria de prever, os preços do petróleo também dispararam. Enquanto EUA e Irão avançam e recuam nas negociações, Israel continua a bombardear o Sul do Líbano, numa troca de ataques com o Hezbollah, e a pretender ocupar mais território. Até que ponto a guerra do Líbano poderá complicar os esforços de paz entre EUA e Irão? Manuel Serrano, especialista em relações internacionais, é o convidado deste episódio.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Porque é que a Espanha parece grande por fora e pequena por dentro? 28.05.2026 14minO ex-presidente do Governo espanhol, José Luis Zapatero, é suspeito de tráfico de influências e está a ser alvo de uma investigação sobre lavagem de dinheiro. Zapatero, que vai prestar depoimento terça-feira, recebeu o apoio do actual presidente do Governo, Pedro Sánchez, mas os aliados do PSOE no Governo distanciaram-se. O PSOE tem estado envolvido em vários suspeitas de corrupção, como nos casos Cérdan e Koldo. Como se isto não bastasse, a mulher de Pedro Sanchez presta declarações, no dia 9, numa audiência sobre supostos crimes de tráfico de influências e corrupção. O líder do PP e da oposição, Alberto Núñez Feijóo, pediu a demissão de Sánchez e o ex-presidente do Governo, Felipe González, e ex-líder do PSOE, o partido de Sánchez, pediu eleições antecipadas. Xosé Hermida, correspondente parlamentar do El Pais, considera que Zapatero era encarado “como uma figura ética na esquerda” e que quem vai lucrar mais com as suspeitas de corrupção será o Vox. Ex-delegado daquele jornal no Brasil, Hermida sublinha a contradição entre a boa imagem externa de Sánchez e a má imagem interna; entre os indicadores positivos e as percepções mais negativas. Xosé Hermida é o convidado deste episódio.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Trocou o automóvel antigo por um carro eléctrico em 2025? Ainda vai a tempo de pedir apoio 27.05.2026 16minSe trocou o seu antigo automóvel por um carro eléctrico, durante o ano de 2025, vai poder candidatar-se ao programa de incentivos à compra de viaturas eléctricas. Habitualmente, o programa só abrangia compras feitas no próprio ano. Desta vez, o Governo vai autorizar que o Fundo Ambiental avalie candidaturas do ano passado, dando uma segunda oportunidade a quem trocou de carro a combustíveis fósseis por um eléctrico e não foi, então, abrangido pelo programa. A ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, adianta que as regras são as mesmas e que o apoio de 20 milhões de euros vai ser pago em duas parcelas, porque metade dessa verba vai ficar guardada para o caso da crise energética se agudizar. Um particular pode receber quatro mil euros na compra de um eléctrico novo, que não exceda os 38.500 euros, mas em troca terá também de comprovar que abateu uma viatura com motor de combustão interna (diesel ou gasolina) e mais de dez anos de vida. O programa deverá ter início a 11 de Junho. Víctor Ferreira, jornalista da secção de Economia do PÚBLICO, convidado deste episódio, explica as diferenças entre o processo de transição entre os particulares e as empresas.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Bad Bunny em Portugal. Como o porto-riquenho está a mudar a indústria musical 26.05.2026 14minBenito Antonio Martínez Ocasio, mais conhecido como Bad Bunny, é a estrela global da música actual. O porto-riquenho, de 32 anos, transformou o hip hop ou o trap, um dos seus sub-géneros, com as suas canções em castelhano e uma forte componente política. Bad Bunny é uma figura sui generis na música e na América de hoje. A sua actuação no intervalo do Super Bowl de 2025, para irritação de Donald Trump, que criticou a sua prestação e o facto de se expressar em castelhano, é prova disso. Depois de vários concertos em Barcelona e Madrid, tendo vendido seiscentos mil bilhetes em Espanha, Bad Bunny chega a Portugal, para duas actuações esgotadas, no Estádio de Luz, hoje e amanhã. Bunny já leva sete discos gravados e o último deles, Debí tirar más fotos, sintetiza o som do passado e do presente de Porto Rico num álbum emblemático e intergeracional, como diz a Pitchfork. O artista actualiza a música porto-riquenha, nomeadamente a bomba, uma antiga tradição rítmica e de dança da ilha, criada há mais de 400 anos por pessoas escravizadas de origem africana, ou o boogaloo, fusão de ritmos afro-cubanos e música urbana e americana, nascida em Nova Iorque, mas popularizada em Porto Rico. Para percebermos o fenómeno Bad Bunny, convidamos o crítico musical do PÚBLICO, Mário Lopes, que assina na edição de hoje um artigo de antecipação dos concertos de estreia do músico em Portugal.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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A IA vai poder contratar e despedir? 25.05.2026 16minO anteprojecto do pacote laboral, na sua versão inicial, não incluía qualquer referência a algoritmos ou à inteligência artificial (IA). Contudo, na proposta de lei enviada ao Parlamento, o Governo introduziu mudanças que regulam o uso destas ferramentas digitais na gestão dos trabalhadores. Entre elas, por sugestão da UGT, destaca-se a obrigação de garantir intervenção humana nas decisões que afectem os trabalhadores e a possibilidade de estes reclamarem e recorrerem de decisões tomadas exclusivamente por algoritmos ou sistemas de IA no recrutamento, progressão na carreira ou despedimento. O empregador deve validar, alterar ou revogar decisões automatizadas. As empresas passam também a ter de guardar, durante cinco anos, dados sobre o uso de IA no recrutamento. Outra novidade é o direito dos trabalhadores a contestar decisões baseadas exclusivamente em algoritmos. Estes podem reclamar de uma decisão no prazo de 30 dias, devendo o empregador responder por escrito. José Moreira, professor de Direito Digital, na Universidade Portucalense, é o convidado deste episódio.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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O mercado da habitação continua a aquecer e o Banco de Portugal diz que chegou a hora de o resfriar 22.05.2026 18minHá oito meses, o primeiro ministro Luís Montenegro anunciou ao país um conjunto de medidas para mitigar os impactes da mais grave crise estrutural do país: a da habitação. Passado este tempo, as boas intenções de Montenegro foram duramente contestadas pela realidade. No quarto trimestre de 2025, o preço das casas disparou 17%, fazendo com que o metro quadrado em Lisboa se aproximasse dos 5200 euros. O valor mediano das casas vendidas em Portugal fixou-se em 2076 euros por metro quadrado no conjunto de 2025, o preço mais alto já registado pelo INE. Ainda assim, venderam-se quase 170 mil casas no conjunto do ano de 2025, um aumento de 8,6% em relação ao ano anterior. O preço médio por cada casa ou fracção atingiu um novo valor recorde, acima dos 250 mil euros. Como seria de esperar, o volume de crédito à habitação concedido pelos bancos em Portugal registou um crescimento enorme: Em 2025, as instituições de crédito emprestaram 23,3 mil milhões de euros destinado à habitação. Mais um máximo histórico correspondente a mais 5,9 mil milhões de crédito concedido face a 2024, em grande medida impulsionado pelo segmento jovem (até 35 anos), que beneficiou de medidas estatais como a isenção de IMT e Imposto de Selo e a garantia pública que pode chegar aos 15% do empréstimo concedido. Perante uma tendência que parece imparável e a prudência que os riscos da situação internacional reclama, em especial a evolução das taxas de juro, o Banco de Portugal decidiu que era a hora de pôr água fria na fervura de um mercado acelerado. Em curso está uma consulta aos bancos sobre a redução da taxa de esforço das famílias no pagamento das prestações de 50 para 45% - ou seja, os encargos com os empréstimos não podem ficar acima de 45% do rendimento dos seus titulares. Ao mesmo tempo, o supervisor do sistema financeiro olha com preocupação para os prazos de pagamento, que podem chegar aos 40 anos, e pede ponderação sobre a sua duração. Quererá isto dizer que chegou a hora de olhar com especial cuidado para a situação de um mercado que não para de acelerar? Terão estas medidas, se aprovadas, efeitos na baixa dos preços das casas? Haverá uma inversão na tendência a curto prazo? Estarão os bancos alerta para os riscos, ou preferirão manter o ritmo de um negócio que os ajuda a apresentar sucessivos lucros recorde? Temas para a conversa com Pedro Esteves, jornalista e editor de Economia do PÚBLICO.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Putin chegou à China, mas foi travado na Ucrânia 21.05.2026 18minAlgo mudou na guerra da Ucrânia. Nos dias que antecederam o desfile anual do Dia da Vitória, as autoridades russas recearam que a Ucrânia pudesse atingir a Praça Vermelha com drones. O presidente Volodymyr Zelensky declarou, ironicamente, que autorizava o desfile e comprometeu-se a não atacar. Vladimir Putin está sob pressão de uma forma que nunca esteve antes, ao mesmo tempo que a Ucrânia, habituada a pedir ajuda ao mundo, subitamente tem outros países a pedir-lhe ajuda. A Rússia tem atacado a Ucrânia de forma mortífera, mas tem sofrido ataques na região de Moscovo e às infra-estruturas de combustível e de gás. O presidente russo tem agora de se preocupar não apenas com a linha da frente na Ucrânia, mas também com a frente interna. A Rússia perdeu território ucraniano e os ganhos limitados que obteve tiveram um custo elevado: 352 mil soldados terão morrido nesta guerra até ao final do ano passado, seis vezes mais do que o número de soldados dos EUA mortos no Vietname. Vladimir Putin chegou a Pequim uns dias depois de Donald Trump. Que importância pode ter esta visita para Putin, a 25.ª desde que está no poder, no actual momento da guerra na Ucrânia? Com Trump distraído com Ormuz, é possível falar de paz? Francisco Pereira Coutinho, professor na Nova School of Law, e autor de Guerra, Mentiras e Direito Internacional – 46 questões sobre a agressão russa à Ucrânia, é o convidado deste episódio.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Mundial de Futebol: Portugal não é favorito, mas será candidato? 20.05.2026 15minRoberto Martínez anunciou ontem os 27 jogadores da selecção portuguesa que vai disputar o Mundial de Futebol no Canadá, México e EUA. A lista de convocados do seleccionador português não é surpreendente, mas a verdade é que qualquer escolha que fizesse seria alvo de discussão. Foi isso que Martínez fez na conferência de imprensa de ontem: detalhar os motivos que o levaram a escolher Gonçalo Guedes e não Paulinho, a escolher Samu Costa no lugar de João Palhinha e porque é que Ricardo Horta, Rodrigo Mora ou Pedro Gonçalves ficaram de fora. O Mundial de Futebol começa já a 11 de Junho, no estádio Azteca, na cidade do México, e termina a 19 de Julho. Martínez afasta qualquer favoritismo e acrescenta que só uma selecção que ganhou um Mundial pode ser favorita. No fundo, Portugal pode ser um candidato, mas não um favorito. Sobre o seu futuro, diz estar alinhado com a federação de futebol. Nuno Sousa, editor de Desporto e editor-executivo do PÚBLICO, é o convidado deste episódio.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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O El Niño está a chegar. Estamos preparados para um Verão quente? 19.05.2026 15minO El Niño é um fenómeno natural, frequente há cerca de cinco mil anos. A sua sobreposição a um planeta a escaldar aumenta a probabilidade de batermos recordes de temperatura global. E sabemos que muitos dos anos mais quentes coincidiram com El Niños de maior intensidade. Previsões recentes indicam que o El Niño em desenvolvimento no oceano Pacífico tropical poderá ser dos mais fortes já registados e alertam para temperaturas globais recordes. Dados recentes mostram que partes do Pacífico aqueceram rapidamente, com a temperatura da superfície do mar até cerca de 0,5 graus Celsius acima do normal. Fenómenos meteorológicos extremos, devido às alterações climáticas, em conjugação com os impactos crescentes do El Niño em desenvolvimento, poderão fazer com que ocorram, neste ano, incêndios globais e fenómenos meteorológicos sem precedentes. Quanto a Portugal, podemos estar a salvo do fenómeno, mas não das alterações climáticas e de fogos de grandes dimensões. Andrea Cunha Freitas, jornalista da secção do Azul, do PÚBLICO, e que assina na edição de hoje três artigos sobre o tema, é a convidada deste episódio.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Depois do Ozempic, Portugal assiste a uma nova corrida pelas injecções contra a obesidade 18.05.2026 17minNa edição de hoje, o PÚBLICO traz um trabalho que nos dá conta da corrida aos novos fármacos injectáveis que reduzem a obesidade, que chegaram a Portugal em Novembro de 2024 e, se exigem receita médica, não são comparticipadas. Ainda assim, no ano em curso, os portugueses compram mais de 2300 caixas desses medicamentos e gastam 613 mil euros todos os dias. Em todo o ano passado, foram compradas mais de 500 mil embalagens e foram gastos 130 milhões de euros. Ou seja, o consumo destes fármacos inovadores está a disparar. Como em Portugal 15,9% da população sofre de obesidade, a comparticipação de medicamentos a tanta gente seria difícil de sustentar. E mesmo um cálculo para 170 mil pessoas com a taxa máxima de comparticipação, 90%, obrigaria o Estado a desembolsar mais de 900 milhões de euros por ano. Ou seja, quase metade de toda a despesa pública com medicamentos. Se a obesidade é, na avaliação da Organização Mundial da Saúde, a pandemia do século XXI, que papel deve ter o estado no seu combate? É aceitável que, no quadro actual, só as pessoas com rendimentos médios e altos possam aceder à nova geração de medicamentos contra a obesidade? E estarão estes novos fármacos injectáveis a ser prescritos apenas a pessoas obesas ou estará também em curso o seu uso generalizado por parte de pessoas que, simplesmente, querem emagrecer? Oportunidade para falarmos com Gina Pereira, autora dos textos que hoje estão acessíveis nas edições impressas e online do PÚBLICO. A Gina é editora da Sociedade do jornal.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Governo volta atrás e leva ao Parlamento as suas linhas vermelhas da reforma laboral 15.05.2026 17minRosário Palma Ramalho, ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, é uma mulher de convicções. Na sua entrevista ao Jornal de Notícias, esta semana, voltou a defender as medidas da reforma da lei laboral que assinou. Essas medidas, diz a ministra, auguram um admirável mundo novo na produtividade da economia e na melhoria dos salários. Não interessa aqui discutir se a ministra tem razão na crítica que faz a uma alegada rigidez da actual lei. Nem interessa saber se tem ou não razões fundamentadas para acreditar nas virtudes da sua mudança. O que interessa é responder à questão crucial: neste formato, a lei tem condições para ser aprovada na Assembleia da República? Com o PS e o Chega a exigirem condições prévias para negociar e viabilizar a lei, o que nos diz a versão ontem aprovada em Conselho de Ministros depois de nove meses de negociações com os parceiros sociais que acabaram em fracasso? No essencial, uma coisa muito importante: o Governo mandou para o caixote do lixo os avanços que tinham sido feitos nessas negociações. E em especial, as questões mais polémicas do seu anteprojecto: a reintegração de trabalhadores despedidos sem justa causa, o outsourcing, o banco de horas, embora aqui com novidades em favor dos trabalhadores, ou a duração dos contratos com e sem termo certo. Dizer que há 50 medidas novas face à versão inicial do anteprojecto de lei, das quais 12 são da UGT, quer por isso dizer pouco. Aceitar medidas inócuas e manter as que suscitam polémica não augura nada de bom para o futuro. O impasse ou o chumbo são mais prováveis. Se não for pela antecipação da idade de reforma, uma condição que Ventura colocou em cima da mesa antes de perceber a irresponsabilidade desta medida, o Chega talvez encontre nos dias de férias ou noutro expediente maneira de viabilizar a lei. Já para o PS, aceitar o despedimento de um trabalhador mesmo que o tribunal considere esse despedimento ilícito, seria um suicídio. O que poderá então vir a acontecer nos próximos passos? O Governo pode ainda recuar para viabilizar uma negociação com o PS? Ou quererá manter a relação preferencial com o Chega? Temas para a conversa com a jornalista do PÚBLICO Raquel Martins. A Raquel integra a equipa da Economia e acompanha há anos as questões laborais.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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China e EUA entre a guerra comercial, as tréguas e os negócios 14.05.2026 18minDonald Trump adiou a visita à China por causa da guerra do Irão, mas aterrou, em Pequim, num momento em que a guerra está numa zona cinzenta, que nem é de guerra, nem é de paz. Irão, Taiwan e inteligência artificial deverão ser os temas principais desta visita de dois dias do presidente dos EUA à China. Há vários negócios em perspectiva e muitas discordâncias previsíveis. Os EUA querem vender Boeings, mas o sector automóvel quer travar a entrada das viaturas eléctricas chinesas no mercado norte-americano. Trump não deve estar satisfeito com o agravamento do défice comercial com a China, em Abril. As exportações chinesas cresceram 14,1%, em termos homólogos. O prolongamento da guerra com o Irão tem pressionado os preços da energia e o custo de vida: a inflacção saltou para os 3,8% em Abril, o maior aumento desde 2023, o que levou Trump a prometer suspender, temporariamente, o imposto federal sobre os preços da gasolina. E também não deve estar satisfeito com as sondagens: a sua popularidade nunca foi tão baixa, nem no primeiro mandato. Trump estará acompanhado por empresários como Elon Musk e Tim Cook. Vamos assistir a uma nova guerra comercial ou a uma fase de tréguas entre as duas potências? Diana Soller, investigadora do Instituto Português de Relações Internacionais da Universidade Nova de Lisboa, é a convidada deste episódio.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Pacote fiscal para a habitação vai aumentar ou baixar os preços das casas? 13.05.2026 15minO Presidente da República promulgou, finalmente, o pacote fiscal para a habitação, com o qual o Governo pretende responder aos problemas de habitação do país. Anunciadas há vários meses, estas mudanças apostam, sobretudo, na redução de impostos para incentivar a construção e o arrendamento a preços considerados “moderados”. Entre elas, estão a redução do IVA, para uma taxa de 6%, nas obras de construção de habitação que seja vendida por um preço máximo de 660 mil euros ou arrendada até 2300 euros, bem como a diminuição do IRS, para uma taxa de 10%, sobre os rendimentos prediais que sejam obtidos por via de rendas até esse mesmo valor de 2300 euros. É com base nestes limites que o Estado oferece benefícios fiscais a proprietários e investidores, ao mesmo tempo que aumenta ligeiramente as deduções para inquilinos. O mercado de arrendamento está a crescer e as rendas a aumentar. A grande questão é se este modelo, centrado no desagravamento fiscal, será suficiente para travar a subida dos preços e aumentar a oferta — ou se, pelo contrário, os efeitos vão ficar longe do impacto prometido. É isso que vamos discutir hoje com nosso convidado de hoje, Luís Mendes, geógrafo do IGOT, da Universidade de Lisboa, e vice-presidente da Associação de Inquilinos Lisbonenses.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Reino Unido: Starmer vai conseguir adiar a guerra pela sua sucessão? 12.05.2026 21minKeir Starmer, o primeiro-ministro do Reino Unido, recusa demitir-se e garante que vai enfrentar “qualquer disputa pela liderança” do Partido Trabalhista. Ontem, num discurso para rebater a pressão de que tem sido alvo, Starmer arregaçou as mangas e garantiu que não vai “virar as costas”, porque a mudança de líderes tem “um grande custo para o país”. O Labour foi o grande derrotado nas eleições autárquicas, em Inglaterra, onde perdeu 1500 vereadores, e nas legislativas, na Escócia e no País de Gales. Starmer e o seu Governo têm sido penalizados pela crescente inflacção e o consequente elevado custo de vida e pelos efeitos da nomeação de Peter Mandelson para embaixador britânico nos EUA. Nesta conjuntura, vários trabalhistas ameaçam a liderança de Starmer. Starmer tem tudo contra si. Até parte do partido. Porquê tanta impopularidade? O que é que explica a derrota do Partido Trabalhista? Neste episódio, André Pereira Matos, professor da Universidade Aberta, onde co-coordena o Mestrado em Estudos sobre a Europa, fala sobre os resultados eleitorais no Reino Unido. Siga o podcast P24 e receba cada episódio logo de manhã no Spotify, na Apple Podcasts, ou noutras aplicações para podcasts. Conheça os podcasts do PÚBLICO em publico.pt/podcasts. Tem uma ideia ou sugestão? Envie um email para podcasts@publico.pt.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Com a saída da Ryanair, os Açores tornaram-se num destino só para ricos? 10.05.2026 21minSe nas últimas semanas tentou marcar uma viagem para Ponta Delgada ou para a Ilha Terceira ou dos Açores para o continente, é muito provável que tenha apanhado um susto. A prometida democratização do céu açoriano, fruto da liberalização do espaço aéreo em 2015, sofreu um revés profundo nas últimas semanas. A saída da companhia área de baixo custo Ryanair do arquipélago lançou o alerta. Com menos oferta, os preços dispararam. A crise no Médio Oriente também não ajudou. Para quem visita as ilhas, os valores tornaram-se proibitivos. Para quem vive nas ilhas, o isolamento ganha outros contornos que nem as novas regras do subsídio de mobilidade parece conseguir corrigir. Sejamos claros, a Ryanair só voava para os Açores porque o Governo regional lhe pagava. Num jogo constante entre quem dá mais, a companhia irlandesa de baixo custo preferiu outros destinos e abandonou as ilhas de São Miguel e a Terceira. Agora, para voar entre os Açores e o continente só através da TAP ou da SATA, ambas companhias públicas. Nenhuma preencheu o vazio deixado pela Ryanair e também não apareceu nenhum privado a querer cobrir estas rotas. Entretanto, um sector turístico em crescendo nos últimos anos, percebe agora que nenhum crescimento é ilimitado. Há, por estes dias, alojamentos locais que não conseguem preencher as reservas, rent-a-car a funcionar meio gás e restaurantes quase sem turistas. Hoje, vamos directos Ponta Delgada à boleia do correspondente do PÚBLICO nos Açores, Rui Pedro Paiva.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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ChatGPT inventa batalhas e engana-se nas datas quando fala de História 08.05.2026 17minUm grupo de investigadores, entre os quais dois portugueses, desenvolveram um estudo internacional sobre a forma como a inteligência artificial distorce a aprendizagem da história. Neste estudo, os investigadores analisaram 3500 interacções com LLMs, sistemas de inteligência artificial capazes de entender, gerar, resumir ou traduzir texto de maneira semelhante a um humano, como é o caso do ChatGPT. A intenção era saber o que é que estes modelos de linguagem afirmavam sobre quatro conflitos internacionais e em sete línguas diferentes. No caso da Guerra Colonial, os chats de inteligência artificial inventam batalhas ou aludem a documentários inexistentes, situam a operação Nó Górdio, em Moçambique, em 1964, em vez de 1970, ou omitem a independência da Guiné-Bissau, em 1974. Estes modelos de linguagem também cometem imprecisões ou erros profundos quando se trata da guerra do Vietname, das guerras na origem da desintegração da Jugoslávia ou do conflito israelo-palestiniano. Face a conteúdo fabricado e a distorções cronológicas, dois dos investigadores que integram o grupo pedem medidas urgentes ao Governo e ao Parlamento portugueses. É com Nuno Moniz, da Universidade de Notre Dame, nos Estados Unidos, e Miguel Cardina, do Centro de Estudos Sociais, da Universidade de Coimbra, que vamos falar neste episódio.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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O hantavírus é uma espécie de coronavírus? 07.05.2026 12minO navio suspeito de ser um foco de hantavírus deverá chegar, nos próximos dias, ao porto de Granadilla, na ilha de Tenerife, no arquipélago das Canárias. Mónica García, ministra da Saúde da Espanha, disse que os 14 passageiros de nacionalidade espanhola serão transferidos de avião para um hospital militar em Madrid, onde irão cumprir quarentena, e que os restantes serão repatriados para os países de origem. O líder regional das Ilhas Canárias, Fernando Clavijo, opõe-se a este plano e pediu uma “reunião urgente” com o chefe do Governo espanhol, Pedro Sánchez. Até o dia de ontem, 6 de Maio, foram identificados oito casos de hantavírus, que já causou a morte de três passageiros. Segundo a OMS, o mais provável é que a infecção de hantavírus tenha ocorrido fora do cruzeiro onde se declarou o surto. Os hantavírus são um conjunto alargado de vírus predominantes em roedores, mas que podem infectar humanos. É sobre estes vírus e as suas consequências que vamos falar com Tiago Ramalho, jornalista da secção de Ciência do PÚBLICO.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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O voluntariado na Defesa não funciona, mas o Governo quer resolver o problema com um programa de voluntariado 06.05.2026 20minA crise na relação com os Estados Unidos, e os seus reflexos na NATO, e o regresso da guerra à Europa, com o ataque da Rússia à Ucrânia, emitiram sinais de alarme sobre a fragilidade da defesa europeia. Em todos os governos da Europa, a questão militar ganhou uma visibilidade esquecida desde os tempos da guerra fria. Mas melhorar salários e responder à natureza da profissão militar é pouco. O efectivo das forças armadas aumentou ligeiramente, mas não o suficiente. Não há assim tantos voluntários como os que seria necessário. O Governo lançou um plano para chegar aos 27 mil militares em 2030, mas nem isso chega. É então que surge o anúncio do programa Defender Portugal, destinado aos jovens de 18 a 23 anos, com uma duração prevista entre três e seis semanas em regime de voluntariado, com um pagamento de 439 euros e a oferta da carta de condução. Objectivo, suscitar a atenção e atrair mais jovens para as forças armadas. Será isto suficiente para reequilibrar os défices de pessoal dos três ramos das forças armadas? Oportunidade para falarmos com o general Pinto Ramalho, um militar da arma da artilharia com um longo currículo e a participação em vários cursos em Portugal e no estrangeiro. Foi adjunto e chefe de gabinete de ministros da defesa, Chefe do Estado-Maior do Comando Operacional das Forças Terrestres (1996-1997), Director-Geral de Política de Defesa Nacional do Ministério da Defesa Nacional (2001-2004), Director do Instituto de Altos Estudos Militares (2004-2005) e do Instituto de Estudos Superiores Militares (2005-2006). Foi ainda Chefe do Estado-Maior do Exército entre 2006 e 2011.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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