Agrotempo

Agrotempo

Jornal O TEMPO
Shteti Brazili
Gjuha PT-BR
Episode 464
I/E fundit 24.09.2026

O podcast Agrotempo traz as principais notícias do agronegócio que impactam a vida no campo e na cidade. Com novos episódios às terças e quintas, o conteúdo é veiculado pela programação da O TEMPO FM e também disponibilizado em plataformas digitais e nos principais tocadores de áudio. Produzido pelo Jornal O TEMPO, o programa oferece informação relevante sobre o setor agrícola.

Episodet

  • Crédito para irrigação ganha apoio para produtores do Nordeste 24.09.2026 4min
    A expansão da agricultura irrigada no Nordeste passa também pelo acesso ao crédito. Em uma região marcada pela produção no Semiárido e pelo destaque do Vale do São Francisco, produtores enfrentam o desafio de viabilizar financeiramente novos projetos e investimentos em tecnologia. Segundo a Codevasf, os projetos públicos de irrigação administrados pela companhia movimentam cerca de oito bilhões e 150 milhões de reais por ano em Valor Bruto da Produção. São aproximadamente 125 mil hectares cultivados e 356 mil empregos gerados.  Para tentar facilitar o acesso dos produtores às linhas de financiamento, a empresa de irrigação Netafim criou o programa Financia Mais NE. A iniciativa reúne distribuidores, consultores especializados em crédito rural e instituições financeiras para auxiliar na estruturação dos projetos. 
  • Qualidade das sementes ganha peso na produtividade do campo 22.09.2026 4min
    A escolha da semente deixou de ser apenas uma decisão sobre qual cultivar plantar. Com custos elevados e margens cada vez mais apertadas no campo, características como germinação, vigor e uniformidade passaram a ter peso maior na busca por produtividade.  Estudos oficiais indicam que sementes de alta qualidade podem elevar a produtividade da soja entre dez e quinze por cento. Em determinadas condições, segundo a Embrapa, sementes mais vigorosas podem representar um ganho de até quatrocentos quilos por hectare.
  • Pressão de pragas amplia uso de defensivos nas lavouras brasileiras 17.09.2026 3min
    A área potencial tratada com defensivos agrícolas nas lavouras brasileiras cresceu 5% no primeiro semestre deste ano, na comparação com o mesmo período de 2025. O avanço representa 59 milhões de hectares a mais tratados, elevando o total para cerca de 1 bilhão e 200 milhões de hectares nos seis primeiros meses de 2026. Os dados são de um levantamento da Kynetec Brasil, encomendado pelo Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal, o Sindiveg.  Além da área tratada, o volume total de defensivos utilizados também aumentou. A alta foi de 4,5% no primeiro semestre.
  • Genética aumenta eficiência e produtividade na criação de tilápias 17.09.2026 5min
    Produzir mais em menos tempo e com o mesmo espaço é um dos principais desafios da piscicultura. E é justamente nesse ponto que o melhoramento genético começa a fazer diferença na criação de tilápias no Brasil. A tecnologia permite selecionar os peixes com melhor desempenho e utilizar esses animais na reprodução. O resultado são gerações mais eficientes, capazes de ganhar peso mais rapidamente e aproveitar melhor a ração. O processo é semelhante ao que já acontece há décadas em cadeias como a avicultura e a suinocultura. Na tilapicultura, a novidade é que esse nível de seleção genética vem sendo aplicado de forma cada vez mais intensa.
  • Uso de bioinsumos pode reduzir impactos da seca nas lavouras 15.09.2026 4min
    As mudanças no regime de chuvas têm aumentado os desafios para quem produz no campo.  Períodos de seca e os chamados veranicos, quando a chuva fica vários dias sem aparecer durante o ciclo das culturas, podem comprometer o desenvolvimento das plantas e reduzir a produtividade. Nesse cenário, os bioinsumos vêm ganhando espaço como aliados do produtor rural. Produtos de origem biológica, como biofertilizantes, biodefensivos e bioestimulantes, podem ser utilizados em conjunto com os defensivos agrícolas e ajudar as plantas a lidar melhor com situações de estresse.
  • Seguro de vida rural ganha espaço e indenizações avançam 127% 13.09.2026 3min
    As indenizações do seguro de vida do produtor rural mais que dobraram em Minas Gerais no primeiro semestre deste ano. Entre janeiro e junho, foram pagos R$ 16,3 milhões a segurados e beneficiários. O valor representa um crescimento de 127% em relação ao mesmo período de 2025. Os dados são da Confederação Nacional das Seguradoras, a CNseg.// A arrecadação do segmento também avançou. Foram R$ 210,3 milhões, alta de 17,8% na comparação com o primeiro semestre do ano passado. O seguro de vida do produtor rural tem uma finalidade diferente das modalidades que protegem a lavoura, os animais, as máquinas ou as instalações da propriedade. Nesse caso, o foco é o próprio produtor e os beneficiários indicados na apólice. Dependendo das coberturas contratadas, o seguro pode prever indenização em situações como morte, invalidez permanente causada por acidente e doenças graves, entre outras previstas no contrato. 
  • Safra de cana 2026/27 deve ser maior e aumenta oferta de etanol em Minas 10.09.2026 4min
    O preço do etanol nos postos de combustíveis tem relação direta com o que acontece bem longe da bomba: no campo. Em Belo Horizonte, o litro do combustível foi encontrado recentemente por cerca de R$ 2,99. Um dos fatores que ajudam a explicar esse cenário é o aumento da oferta. Em Minas Gerais, a Conab estima uma produção de 82,5 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na safra 2026/27. O volume representa um crescimento de 7% em relação à temporada anterior. A expectativa positiva também é nacional. Especialistas projetam uma safra entre 5% e 7,5% maior, podendo chegar a até 650 milhões de toneladas de cana. As chuvas bem distribuídas em diferentes regiões produtoras contribuíram para a recuperação dos canaviais e para o aumento da produtividade. Mas, se para o consumidor uma maior oferta pode representar combustível mais barato, para o produtor a conta é mais complexa. O valor pago na bomba não é o mesmo que chega ao produtor rural. Entre a propriedade e o consumidor estão a indústria, o transporte, a distribuição, os tributos e outros elos da cadeia. Ouça o podcast.
  • Mercado da tilápia busca equilíbrio após primeiro semestre de pressão 08.09.2026 4min
    Depois de um primeiro semestre de oscilações, o setor começa a identificar sinais de maior equilíbrio entre oferta e demanda. A tilápia começou 2026 em alta, impulsionada principalmente pelo aumento do consumo durante a Quaresma e a Semana Santa.Mas, ao longo do segundo trimestre, o cenário mudou. A chegada do inverno e a consequente redução sazonal do consumo, somadas ao avanço das taxas de pesca do Vietnã, aumentaram a pressão sobre os preços pagos aos produtores.   Com isso, parte da cadeia enfrenta dificuldades para manter a rentabilidade. Segundo dados mais recentes da Embrapa Pesca e Aquicultura, porém, as compras de tilápia do Vietnã chegaram a perder força no fim do primeiro semestre. Em março, as importações atingiram o pico de 1.956 toneladas. O volume caiu para 1.342 toneladas em junho e chegou a 957 toneladas em julho.Uma redução de aproximadamente 29% em relação ao mês anterior. 
  • Do campo ao mercado: qualidade do pimentão ajuda a reduzir perdas e elevar o lucro 05.09.2026 4min
    Produzir mais nem sempre significa ganhar mais. No cultivo do pimentão, a rentabilidade da lavoura depende não apenas do volume colhido, mas também da qualidade dos frutos que conseguem chegar ao mercado em boas condições de comercialização. Cultivado em praticamente todos os estados brasileiros, o pimentão está presente em mais de 32 mil estabelecimentos rurais. A produção nacional é estimada em 224 mil toneladas. São Paulo concentra 27% desse volume, seguido pela Bahia, com 14,7%, e por Minas Gerais, com 14,6%, segundo dados divulgados pela Embrapa Hortaliças. Mas, para transformar produção em receita, o produtor precisa reduzir a diferença entre aquilo que é colhido e o que, de fato, consegue ser vendido. 
  • Casal transforma pequena propriedade em referência na produção de leite em Minas 04.09.2026 5min
    Uma pequena propriedade rural de Açucena, na região Leste de Minas, está chamando a atenção pelos resultados na produção de leite. Com apenas 11 hectares produtivos, o casal Melquisedeque Alves de Oliveira e Rosemary Gonçalves chegou a produzir 403 litros de leite por dia. Na Fazenda Córrego do Monjolo, o trabalho começa antes mesmo do sol nascer. A ordenha é feita duas vezes ao dia, e cada animal é acompanhado de perto. Hoje, nove vacas em lactação produzem cerca de 250 litros diários — uma média de quase 28 litros por animal. Em alguns momentos, há animais que chegam a produzir cerca de 50 litros por dia.  Mas o resultado não veio por acaso.
  • Agricultura digital avança e pode transformar a rotina de pequenos produtores 02.09.2026 4min
    A agricultura digital deixou de ser exclusividade das grandes fazendas e já faz parte da rotina de milhares de pequenos produtores brasileiros. Uma pesquisa realizada pela Embrapa, Sebrae e INPE mostra que 84% dos produtores rurais já utilizam algum tipo de tecnologia digital, e a maioria deles cultiva propriedades com até 50 hectares. O uso de ferramentas para monitoramento do clima, do solo e das lavouras tem permitido decisões mais precisas, maior produtividade e redução de desperdícios, especialmente no uso da água e de insumos. Segundo Danilo Silva, gerente agronômico da Netafim, as plataformas digitais ajudam o produtor a tomar decisões com base em informações concretas, reduzindo riscos e aumentando a eficiência da produção. 
  • Da bombona à garrafa: regularização muda realidade de produtores de cachaça em Minas 31.08.2026 3min
    A regularização da produção artesanal de cachaça vem mudando a realidade de pequenos produtores em Minas Gerais. O processo começou a ganhar força em 2017, quando o Estado iniciou as tratativas para assumir parte das atribuições de regularização que antes eram feitas diretamente pelo governo federal. Depois, Minas Gerais aprovou uma lei e regulamentou o trabalho. Com isso, o Instituto Mineiro de Agropecuária, o IMA, passou a atuar na inspeção vegetal e no registro dos produtores. Em parceria com a Emater-MG, o Estado também passou a orientar os produtores sobre a importância da regularização, do controle sanitário e da apresentação do produto. A mudança permitiu que produtores que antes vendiam a cachaça em bombonas para atravessadores passassem a comercializar a bebida engarrafada e rotulada, agregando valor ao produto. Quem explica é o Secretário de Estado de Agricultura e Abastecimento, Thales Fernandes. 
  • Urucum vai muito além do colorau e ganha espaço na indústria 28.08.2026 5min
    O colorau é presença garantida na cozinha de milhões de brasileiros, mas pouca gente sabe que ele vem de uma planta nativa da Amazônia que hoje é fundamental para a indústria de alimentos. O urucum fornece a bixina, um corante natural utilizado para dar cor a produtos como queijos, embutidos, balas, sorvetes, bebidas e diversos outros alimentos. Além disso, o pigmento também é empregado na fabricação de cosméticos e até de vernizes. Com o início da principal safra, entre junho e agosto, o mercado segue aquecido. Atualmente, o produtor recebe entre doze reais e cinquenta centavos e treze reais por quilo das sementes. Em algumas variedades, como o urucum-anão, ainda é possível uma segunda colheita no período entre dezembro e março.
  • Cerrado Mineiro consolida certificação de origem e amplia presença em 27 mercados internacionais 26.08.2026 3min
    A qualidade do café produzido no Cerrado Mineiro segue conquistando consumidores dentro e fora do Brasil. A Região do Cerrado Mineiro encerrou a safra dois mil e vinte e cinco, dois mil e vinte e seis, com quase quatrocentas e vinte mil sacas certificadas pela Denominação de Origem, selo que garante a procedência e a qualidade do produto. O resultado consolida um novo patamar para a certificação. Até a safra de dois mil e vinte e dois, dois mil e vinte e três, eram cerca de cento e cinquenta mil sacas certificadas por ciclo. Nos últimos dois anos, esse volume praticamente triplicou e se manteve estável, fortalecendo a imagem do café da região no mercado internacional.
  • Nutrição estratégica ajuda a preservar produtividade do rebanho durante a seca 24.08.2026 4min
    O período de estiagem exige atenção redobrada dos pecuaristas. Com a redução da quantidade e da qualidade das pastagens, o planejamento alimentar e a suplementação estratégica se tornam fundamentais para manter o peso, a saúde e o desempenho do rebanho. No caso das matrizes de corte, uma nutrição adequada durante a seca também ajuda a preservar o desempenho reprodutivo e produtivo dos animais. Para evitar perdas, especialistas recomendam que o produtor faça o planejamento com antecedência. É preciso levantar o número de animais de cada categoria, calcular a demanda de alimentos para todo o período, avaliar a disponibilidade de pasto e de volumosos armazenados e definir quais animais terão prioridade nutricional.  Entre as categorias que exigem maior atenção estão bezerros, novilhas em crescimento e matrizes gestantes.  O zootecnista e diretor técnico industrial da Connan, Bruno Marson, explica quais medidas podem ajudar a reduzir os impactos da estiagem sobre o rebanho. 
  • Manejo pós-colheita ganha importância na preparação da safra 2027 20.08.2026 4min
    A colheita do café em 2026 caminha para o encerramento nas principais regiões produtoras do país. Com isso, o setor volta as atenções para uma etapa tão determinante quanto a própria colheita: a pós-colheita. É nesse período que se concentram decisões que vão influenciar a recuperação das plantas, a formação da próxima florada e, consequentemente, o potencial produtivo da safra 2027. Diferentemente do que muitos podem pensar, o ciclo do cafeeiro não termina quando a última saca sai do talhão. Depois de meses de desgaste do solo, em que a planta direciona parte da sua energia para a formação e a maturação dos frutos, chega o momento de recuperar os nutrientes e o vigor da lavoura. 
  • Após conquistar Indicação Geográfica, Chapada de Minas abre prêmio de cafés 18.08.2026 5min
    Os melhores cafés produzidos na Chapada de Minas vão ganhar destaque em mais uma edição do Prêmio de Qualidade da região. As inscrições para a quinta edição do concurso já estão abertas e podem ser feitas até o dia 4 de setembro. A premiação é promovida pelo Sebrae Minas e pelo Instituto do Café da Chapada de Minas, o ICCM.  Neste ano, o concurso ganha ainda mais importância porque a Chapada de Minas conquistou, em 2026, o registro de Indicação Geográfica, na modalidade Indicação de Procedência. A certificação reconhece a reputação e as características da produção da região e pode contribuir para agregar valor ao café produzido no Vale do Jequitinhonha. Rogério Fernandes , gerente regional do Sebrae Minas destaca a  importância do prêmio e da valorização da produção regional. 
  • Baixa cobertura do seguro rural preocupa e ameaça capacidade de reinvestimento no agro 13.08.2026 5min
    O seguro rural pode ganhar um papel mais estratégico no financiamento do agronegócio brasileiro. A avaliação é da Confederação Nacional das Seguradoras, a CNseg, que defende uma maior integração entre o seguro, o crédito rural e as novas formas de financiamento do setor. O assunto foi discutido durante o 25º Congresso Brasileiro do Agronegócio, realizado em agosto. O alerta principal está no baixo nível de cobertura do seguro rural no país. Segundo dados apresentados pela entidade, a área agrícola segurada caiu de 16,3% em 2021 para apenas 3,3% da área plantada em 2025. Na prática, isso significa que mais de 95% da produção agríco la brasileira está sem proteção por seguro.
  • Cachaça mineira ganha qualidade, mas enfrenta desafios para crescer 13.08.2026 3min
    A cachaça mineira vem conquistando espaço entre consumidores que buscam bebidas de maior qualidade e valor agregado. Mas, para os pequenos produtores, manter a atividade também significa enfrentar uma série de desafios, que vão desde a falta de mão de obra no campo até o aumento dos custos de produção. Na pequena produção, a colheita da cana ainda é feita, em grande parte, de forma manual. Segundo Regina Célia Santos Mendonça, produtora da Cachaça Ladiminas, encontrar trabalhadores para essa etapa está cada vez mais difícil.
  • Cachaça artesanal de Minas tem potencial para disputar mercado de bebidas premium 11.08.2026 4min
    Minas Gerais é reconhecida nacionalmente pela tradição na produção de cachaça. Mas, além da bebida, a cana-de-açúcar movimenta uma cadeia produtiva que envolve também a produção de açúcar, etanol e até a alimentação de animais. Durante a 19ª Expocachaça, em Belo Horizonte, o presidente da Emater-MG, Cláudio Bortolino, destacou a importância da atividade para a economia mineira e defendeu o aprimoramento da produção artesanal. Segundo ele, com melhorias na qualidade e apoio técnico aos pequenos produtores, a cachaça mineira pode alcançar mercados de maior valor agregado.