Direito e Economia

Direito e Economia

Ana Frazão
Country Brazil
Language PT-BR
Episodes 152
Latest 29.10.2026

Podcast sobre Direito e Economia apresentado por Ana Frazão, professora de Direito Privado da Universidade de Brasília. A atração discute temas jurídicos e econômicos, relacionando conceitos legais com questões econômicas contemporâneas. O conteúdo é voltado para estudantes, profissionais e interessados nas áreas de Direito e Economia.

Episodes

  • EP#152: Políticas industriais, com Mário Schapiro 29.10.2026 54m
    No episódio, Ana Frazão entrevista Mário Schapiro, professor de Direito da FGV-SP, a respeito das políticas industriais. Preliminarmente, o professor trata do papel do Estado para a criação e o funcionamento dos mercados para, a partir daí, explicar o que são as políticas industriais, se e como funcionam e qual é o saldo delas no Brasil e no mundo. Dentre os tópicos mais importantes da conversa, estão as dificuldades de conciliar a necessária discricionariedade inerente às políticas industriais com o controle da arbitrariedade, captura e favorecimento, assim como de conciliar a tensão entre tecnicismo e democracia. O professor também aborda os critérios e metas que devem orientar as políticas industriais, o papel do financiamento e dos bancos públicos, o desempenho do BNDES, a experiência brasileira com os campeões nacionais. Ao final, o professor trata das políticas industriais no contexto mais amplo de políticas de transformação produtiva, da repartição de riscos entre Estado e iniciativa privada, de decisões estratégicas a serem tomadas pelo Brasil e da tensão estrutural entre política industrial e política de defesa da concorrência.
  • EP#151: Mercado de capitais no Brasil, com Roberto Teixeira da Costa 15.10.2026 56m
    No episódio, Ana Frazão conversa com Roberto Teixeira da Costa, Economista. Primeiro Presidente da CVM, Fundador do Conselho Empresarial da América Latina (Ceal) e do Centro de Relações Internacionais (Cebri), Autor de diversos livros, dentre os quais os recentes  “Crises Financeiras” e “Aventureiros e Larápios”. O entrevistado conta como foi a experiência de ser o primeiro presidente da CVM. os principais desafios enfrentados e por que essa trajetória de 50 anos é positiva. Trata também da situação do mercado de capitais no Brasil hoje e dos principais desafios e gargalos para a sua expansão. A conversa também trata das crises financeiras e do que podemos aprender com elas, bem como dos recentes escândalos das Americanas e do Master. Ao final, o entrevistado explora o seu último livro “Aventureiros e Larápios”.
  • EP#150: Direito e Economia, com Nuno Garoupa 01.10.2026 57m
    No episódio, Ana Frazão conversa com Nuno Garoupa, Economista, Professor de Direito na George Mason University, Presidente da Associação Europeia de Direito e Economia e uma das maiores autoridades mundiais no assunto. O professor explica o que é exatamente essa área de pesquisa e como a economia pode ajudar no desenho de regras jurídicas e também no seu enforcement. Dentre os tópicos explorados, estão a relação entre as análises econômicas e a economia neoclássica, as outras áreas da economia que precisam estar no radar de juristas atualmente, como a economia comportamental e a economia institucional, bem como as diferenças entre a análise positiva e a preditiva, inclusive para o fim de reconhecer o lado ideológico das últimas. O professor Garoupa ainda trata das dificuldades e limitações das análises econômicas, tais como os desafios para predições, a suposta neutralidade e as restrições dos métodos quantitativos. Por fim, o professor reflete sobre se e em que medida a utilização de critérios econômicos nas decisões judiciais leva a decisões mais pro mercado e como encontrar um caminho de equilíbrio entre a racionalidade econômica e a racionalidade jurídica.
  • EP#149: História Econômica do Brasil, com André Arruda Villela 28.09.2026 1h 2m
    No episódio, Ana Frazão conversa com André Arruda Villela, Doutor em História Econômica pela University of London (1999) e Professor da Escola de Pós-Graduação em Economia/Fundação Getulio Vargas - RJ. O professor aborda os maiores achados que a história econômica nos proporciona para compreender melhor a realidade econômica do Brasil, fazendo uma análise crítica das instituições econômicas brasileiras e os problemas de dependência de trajetória. Dentre os tópicos explorados, estão os períodos de maior crescimento e desenvolvimento econômico no Brasil e suas principais razões, o atual diagnóstico da economia brasileira, incluindo o problema da baixa produtividade, as falhas e limitações das políticas industriais e os arranjos adequados entre Estado e mercado.
  • EP#148: Crescimento e desenvolvimento econômico no Brasil, com Samuel Pessoa 28.09.2026 55m
    No episódio, Ana Frazão conversa com Samuel Pessoa, Pesquisador Associado da FGV IBRE e do BTG Pactual e Colunista da Folha de SP. A partir de uma oposição entre visões ortodoxas e heterodoxas, o entrevistado explica, de modo muito didático, questões fundamentais para o debate brasileiro, tais como (i) as diferenças entre crescimento e desenvolvimento econômico e em que medida a redução da desigualdade está relacionada às duas questões, (ii) as razões pelas quais o Brasil não cresce, assim como as reais perspectivas de crescimento, (iii) o problema da baixa produtividade da economia brasileira e (iv) as relações entre Estado e mercado, inclusive para o fim de realizar uma análise crítica sobre o papel das políticas industriais no Brasil. O professor ainda faz uma breve análise sobre os resultados econômicos do Governo Lula 3 e mapeia algumas das preocupações que precisam pautar o debate econômico no Brasil.
  • EP#147: Instituições econômicas brasileiras no século XIX, com William Summerhill 28.09.2026 56m
    No episódio, Ana Frazão conversa com William Summerhill, Professor de História da UCLA (University of California Los Angeles), Visiting Fellow na Hoover Institution, Brasilianista e Autor dos livros Order Against Progress (Traduzido para o português com o título “Trilhos do Desenvolvimento: as ferrovias no crescimento da economia brasileira, 1854-1913”) e Inglorious Revolution.Na conversa, o professor Summerhill explica por que  desafia muitas das conclusões da historiografia tradicional brasileira, mostrando como uma economia atrasada na metade do século XIX conseguiu iniciar seu processo de transição para o crescimento econômico, sendo as ferrovias o fator mais importante desta transição. Dentre os pontos abordados pelo professor, encontram-se os fatores impediam o crescimento econômico brasileiro antes do investimento em ferrovias, os benefícios deste investimento, o papel do governo na atração dos investimentos internos e externos e como foi estruturada a associação vantajosa entre Estado e capital estrangeiro, viabilizando o contrato institucional que tornou o projeto possível. Uma das tônicas da conversa são as razões pelas quais o papel do Estado foi fundamental não apenas para atrair o investimento estrangeiro, como também para proteger consumidores brasileiros, assegurando o compartilhamento dos benefícios com o mercado nacional. Assim, o professor defende que o caso das ferrovias é realmente um exemplo de como o direito pode transformar um investimento socialmente desejável, mas inviável do ponto de vista privado, em uma meta realizável, determinando quem se apropria – e em que medida – dos ganhos.Outro tópico da conversa é entender como o Brasil realizou uma proeza extraordinária, tornando-se, em pleno século XIX, um dos mais confiáveis devedores soberanos da periferia internacional, ao mesmo tempo em que não conseguiu grande êxito no tocante às finanças privadas, mantendo o sistema bancário concentrado, restringindo a constituição de sociedades anônimas e conservando o crédito privado caro e escasso. O professor explica esse paradoxo, dialogando com o argumento de autores institucionalistas, como North, no sentido de que boas instituições produzem desenvolvimento. Para o entrevistado, a relação é mais complexa, ou seja, que instituições que podem ser excelentes para um mercado – o da dívida pública – podem ser ruins para outro – o do financiamento privado.Ao final, o professor ainda aborda os problemas do capitalismo de camaradagem e da concentração econômica.
  • EP#146: Comunicação e desinformação na internet, com Rose Marie Santini 05.08.2026 1h 5m
    No episódio, Ana Frazão conversa com Rose Marie Santini, Professora da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Fundadora e Diretora do NetLab (Laboratório de Estudos de Internet e Redes Sociais da UFRJ). No episódio, a Professora Marie aborda as principais consequências da internet para a comunicação e a interação humanas, bem como o papel das grandes plataformas e redes sociais no gerenciamento do fluxo informacional. Um dos pontos principais da conversa diz respeito ao que é desinformação, seus principais alcances e as principais preocupações que despertam, com base em recente estudo do NetLab “Desinformação pode matar”. São explorados, dentre outros assuntos, os diferentes tipos de manipulação informacional e digital e como a desinformação se tornou um negócio lucrativo. Por fim, a professora Marie ainda faz uma análise dos riscos da desinformação nas próximas eleições, abordando os subsídios que o NetLab recentemente ofereceu ao TSE.
  • EP#145: Efeitos econômicos da escravidão no Brasil, com Nuno Palma 23.07.2026 50m
    No episódio, Ana Frazão conversa com Nuno Palma, Professor de Economia da Universidade de Manchester sobre o artigo Crescimento econômico no Brasil - How a nation was born: Brazilian economic growth: 1574-1920, que o entrevistado escreveu em coautoria com Guilherme Lambais, da Universidade Lusíada de Lisboa. O artigo retrata estudo sobre o PIB per capita do Brasil do período colonial a até à república, mostrando que, mesmo sendo o Brasil um país sempre pobre, houve um breve período, no início da colonização, no qual os brasileiros tinham renda média comparável a de países europeus. Depois, em meados do século XVII, o país empobreceu e somente em meados do século XIX o PIB volta a crescer. No estudo, os autores concluem que o motor dessa história é a escravidão, grande responsável pela armadilha do salário baixo, baixa tecnologia e baixo desenvolvimento, na medida em que empobreceu o escravizado, empobreceu o trabalhador livre e desestimulou a adoção de processos produtivos mais eficientes. Daí por que a abolição da escravidão, longe de ter sido apenas uma questão humanitária, foi também algo economicamente eficiente. O professor Nuno ainda faz paralelos entre seus estudos e os de Celso Furtado e Nathaniel Leff e faz algumas especulações sobre em que medida as instituições extrativas (na terminologia de Acemoglu e Robinson) decorrentes da escravidão não persistem até hoje. Ao final da conversa, são exploradas outras frentes de estudos e análises importantes para entendermos a formação das instituições econômicas no Brasil.
  • EP#144: Economia Solidária, com Elis Licks 09.07.2026 41m
    No episódio, Ana Frazão conversa com Elis Licks, economista, doutora em Economia Aplicada pela USP, professora de Economia do Instituto Federal do Espírito Santo e Conselheira Federal de Economia, sobre Economia Solidária. A entrevistada explica sua trajetória na economia ambiental e mostra como os desafios ligados aos recursos naturais, à sustentabilidade e aos desastres socioambientais não podem ser separados das questões sociais, como renda, trabalho digno, desigualdade e inclusão. A professora apresenta a Economia Solidária como uma forma de organização econômica baseada na cooperação, na autogestão e na solidariedade, destacando seus vínculos com a agricultura familiar, as cooperativas, os bancos comunitários, a reciclagem e as finanças solidárias. Ao longo da conversa, Elis resgata as origens históricas do tema, passando por Robert Owen, pelos socialistas utópicos e pela contribuição decisiva de Paul Singer no Brasil. A entrevistada também aborda exemplos nacionais e internacionais, como o grupo Mondragón, o Grameen Bank, o Banco Palmas, a Justa Trama e as cooperativas de catadores, mostrando que a Economia Solidária já produz resultados concretos em diferentes escalas. Na parte final, a professora trata do papel do Estado, da importância da Lei Paul Singer de Economia Solidária, dos desafios de crédito, assistência técnica e comercialização, além das conexões entre Economia Solidária, economia circular e sustentabilidade ambiental. Elis encerra defendendo o diálogo entre Direito e Economia e a necessidade de uma formação interdisciplinar para enfrentar os problemas complexos do século XXI.
  • EP#143: O Brasil no Espelho, com Felipe Nunes 26.06.2026 1h 4m
    No episódio, Ana Frazão entrevista Felipe Nunes, PhD em Ciência Política, Professor de Economia da FGV-SP, Sócio-Fundador da Quaest e autor do livro “O Brasil no Espelho.” A entrevista trata dos aspectos principais do livro e das suas conclusões básicas, dentre as quais somos um país  majoritariamente conservador, de direita mas paradoxalmente estatista, mas que não pode ser explicado pela média. Na conversa, Felipe explora os principais achados da pesquisa, como os de que o brasileiro é um homem de fé, com muitos preconceitos de gênero e que vive em uma sociedade estruturalmente racista. Ponto muito importante da conversa é o que trata do mercado de trabalho: a pesquisa descobriu que as pessoas estão cansadas, mas não defendem políticas de redistribuição de renda nem gostam de cotas. Especial atenção é dada ao “empreendedorismo de exaustão”, em que as pessoas trocam a CLT pelo CNJP não por vocação, mas como resposta defensiva ao aperto de renda. O entrevistado ainda trata do alto grau de individualismo e descrença com soluções coletivas e políticas públicas voltadas para os mais vulneráveis, além do fato de sermos uma sociedade com medo e desconfiada. Na parte final, o entrevistado explica a sua classificação dos brasileiros a partir de perfis ideológicos e também pelas gerações, assim como mostra os riscos da ilusão do conhecimento no Brasil e os principais impactos sobre a democracia.
  • EP#142: Economia Política, com Maria de Lourdes Rollemberg Mollo 11.06.2026 53m
    No episódio, Ana Frazão conversa com Maria de Lourdes Rollemberg Mollo, Professora Titular de Economia da Universidade de Brasília - UnB sobre Economia Política. A entrevistada explica por que a economia é sempre política, os meios pelos quais se tentou despolitizá-la a partir da revolução marginalista e como a Economia Política foi crescentemente recuperando o seu prestígio ao longo do século XX. A professora trata também das principais diferenças entre as visões ortodoxa, marxista e pós-keynesiana na compreensão dos principais assuntos vinculados à Economia Política, como a relação entre economia real e economia monetária, o papel do Estado e da política econômica para o controle da inflação e do desemprego, e os efeitos da financeirização. Na parte final, a professora aborda as discussões mais recentes sobre desenvolvimentismo e políticas econômicas alternativas.
  • EP#141: Economia Política e do Desenvolvimento, com Cláudio Ferraz 28.05.2026 53m
    No episódio, Ana Frazão conversa com Claudio Ferraz, Professor da Vancouver School of Economics, University of British Columbia, e do Departamento de Economia da PUCRJ  sobre seu eixo de pesquisa e produção científica, centrado na Economia Política e do Desenvolvimento. O professor Cláudio explica as razões pelas quais a economia é necessariamente política e os desdobramentos disso para as reflexões econômicas atuais. Nesse sentido, explora as relações entre democracia e mercados, bem como entre desigualdade econômica e erosão democrática. Na segunda parte da conversa, o professor explica as dificuldades enfrentadas pelo Brasil para o crescimento econômico. Por fim, o professor trata dos seus estudos e pesquisas sobre a corrupção, mostrando os custos do combate à corrupção, os tradeoffs envolvidos e as formas mais eficientes para o seu combate. Também trata dos incentivos para que os políticos sejam melhores e menos corruptos, assim como o problema das dinastias políticas no Brasil.
  • EP#140: Fundações do pensamento político brasileiro, com Christian Lynch 14.05.2026 57m
    No episódio, Ana Frazão conversa com Christian LynchDoutor em Ciência Política (Ciência Política e Sociologia) pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (IUPERJ), Professor Associado do Programa de Pós-Graduação em Ciência Política do Instituto de Estudos Políticos e Sociais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (IESP-UERJ) e Pesquisador da Fundaçao Casa de Ruy Barbosa sobre o seu novo livro “Fundações do pensamento político brasileiro”. O autor aborda desde a metodologia da pesquisa, explorando o papel da história e da historiografia para a compreensão dos fenômenos políticos, assim como a nova historiografia e como fazer as adaptações para o contexto periférico. Ao tratar dos principais achados do livro, o autor explica como foi a construção intelectual do Estado no Brasil independente e como se deu a a passagem do mundo colonial para o Império. Aborda igualmente os aspectos mais importantes da construção intelectual do estado português e quais as suas principais reverberações no Brasil, as principais características do pensamento politico ibero-americano, as repercussões do seu maior sentido prático e da centralidade da retórica e a crítica que faz a Raymundo Faoro no livro “Os donos do poder”.
  • EP#139: Mercados de trabalho, com Daniel Duque 30.04.2026 46m
    No episódio, Ana Frazão conversa com Daniel Duque, Economista e Pesquisador em Desigualdade, Mercados de Trabalho e Educação. O entrevistado aborda os resultados do ano de 2025, que tem sido visto como o melhor para o trabalho desde que o IBGE começou a série história em 2012: tivemos a menor taxa de emprego em 13 anos (5,6%), mas há sinais de que esses resultados não se manterão. O professor Daniel também explora o problema demográfico, seja para mostrar que há um déficit estrutural de jovens no mercado de trabalho, seja para mostrar que o envelhecimento do Brasil vai pesar mais no mercado de trabalho do que o próprio Bolsa-Família. Por fim, o professor trata de questões como a possibilidade de superação da armadilha da renda média por meio da criação de empregos mais complexos, o trabalho em plataformas, a ameaça da inteligência artificial sobre os empregos e os impactos do fim da escala 6x1.
  • EP#138: Economia Brasileira na Encruzilhada, com Luiz Fernando de Paula 16.04.2026 1h 4m
    No episódio, Ana Frazão conversa com Luiz Fernando de Paula, que foi Professor Titular da Faculdade de Ciências Econômicas da UERJ e Presidente da Associação Keynesiana Brasileira (2009-2013), sendo atualmente Professor do Instituto de Economia da UFRJ e Professor Voluntário do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da UERJ. O professor Luiz Fernando explica as razões que o levaram a escrever o livro “Economia Brasileira na Encruzilhada” a partir das influências do pós-keynesianismo e estruturalismo. A partir daí, o professor explica as razões pelas quais a economia brasileira parou de crescer, assim como os desafios a serem enfrentados para a retomada do crescimento e do desenvolvimento.
  • EP#137: Desigualdade, Crescimento Econômico e Democracia, com Rafael Ribeiro 02.04.2026 51m
    No episódio, Ana Frazão conversa com Rafael Ribeiro, Professor do Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional (UFMG) e Pesquisador do Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades (MADE/FEA-USP). O eixo da conversa é a desigualdade, a começar pelas diversas formas pelas quais foi justificada ao longo da história. Para o Professor Rafael, “a desigualdade extrema não é natural nem eficiente, mas sim uma falha política que corrói a democracia e freia o crescimento.” A partir daí, o professor explora as consequências econômicas e políticas da desigualdade, assim como as medidas necessárias para reduzi-la. Especial destaque è dado ao papel da tributação progressiva e justa no objetivo de redução de desigualdade, ocasião em que o professor Rafael explora também os argumentos contrários, tais como os de que haverá desincentivos ao empreendedorismo, evasão fiscal, assim como fuga de empregos e empresas.
  • EP#136: Inclusão financeira e seguro-depósito: lições do Banco Master, com Rafael Schiozer e Lauro Gonzalez 19.03.2026 55m
    No episódio, Ana Frazão conversa com Rafael Schiozer, Professor da FGV EAESP e Pesquisador do Centro de Estudos em Microfinanças e Inclusão Financeira FGV, e Lauro Gonzalez, Professor da FGV EAESP e Coordenador do Centro de Estudos em Microfinanças e Inclusão Financeira FGV, sobre inclusão financeira e seguro-depósito a luz do caso do Banco Master. Os entrevistados esclarecem a importância e as limitações da concorrência para a inclusão financeira não só no que diz respeito ao acesso ao crédito, mas também nos demais desdobramentos, dentre os quais poupança e investimento. Prosseguindo, discutem o papel do seguro-depósito e do Fundo Garantidor de Créditos nesse contexto, a importância do valor do seguro-depósito e a necessária calibragem deste valor para evitar excessivo risco moral. São também exploradas a mudança de regulação do Banco Central e novas propostas regulatórias - voltadas para os bancos, os intermediários (plataformas) e os usuários - que possam encontrar o equilíbrio entre os efeitos positivos pretendidos pelo seguro-depósito e a atenuação dos efeitos negativos.
  • EP#135: Capitalismo 4.0, com Paulo Ghiraldelli 05.03.2026 1h 5m
    No episódio, Ana Frazão conversa com Paulo Ghiraldelli, Livre-Docente e Professor Titular Aposentado de Filosofia da UNESP. O fio condutor da conversa é o livro Capitalismo 4.0, escrito pelo entrevistado. O professor Paulo Ghiraldelli expõe o que entende por capitalismo 4.0 e vários dos fenômenos correlatos, tais como o neoliberalismo e a financeirização. Também são abordados temas como a semiotização do capitalismo, o papel da internet e das plataformas. Na segunda parte da conversa, o professor Paulo Ghiraldelli mostra os impactos do capitalismo 4.0 sobre a construção de subjetividades, explorando o que entende por subjetividade maquinica ou maquinizacao do ser humano. Na parte final, o professor aponta os riscos da ausência de diálogo entre direito, economia, ciências sociais e filosofia, bem como da utilização desmedida e crítica da inteligência artificial nos assuntos humanos.
  • EP#134: Estatísticas oficiais e capitalismo de plataforma, com Oscar Arruda d´Alva 19.02.2026 1h 7m
    No episódio, Ana Frazão entrevista Oscar Arruda d’Alva, Sociólogo, Doutor em Sociologia (UFC) e Servidor do IBGE, Autor da tese “Estatísticas oficiais e capitalismo de plataforma: a transição para um regime de dataficação no Brasil”, que foi premiada como melhor tese do ano em português no campo de estudos da internet da Association of Internet Researchers (AoIR 2025), foi vencedora do Prêmio da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais (ANPOCS 2025) e recebeu menção honrosa no Prêmio CAPES de teses de 2025. Na conversa, Oscar Arruda d’Alva explica a importância da estatística oficial e dos dados para o mercado e para os governos, as repercussões da multiplicação de agentes quantificadores fora do âmbito estatal, a crescente importância das big techs na produção de dados. O eixo da discussão é o fato de que a introdução de fontes e métodos estatísticos baseados em critérios mercadológicos está mudando o campo da estatística, com riscos de se criar uma governamentalidade algorítmica paralela e análoga aos Estados Nacionais, ameaçando a hegemonia informacional estatal e a própria soberania. Dentre os pontos importantes da conversa, estão o contraste entre o papel dos dados para o setor público e para as big techs, as limitações dos dados das big techs , a colidência de propósitos, métodos e incentivos entre os dados oficiais e os dados de mercado, bem como a posição do IBGE e da ONU na discussão.
  • EP#133: CAPITALISMO, PRECARIADO E RACISMO, com Ruy Braga 04.02.2026 50m
    No episódio, Ana Frazão entrevista Ruy Braga, Professor Titular do Departamento de Sociologia da Universidade de São Paulo, Diretor do Centro de Estudos da Cidadania da USP (Cenedic), Autor de diversos livros, dentre os quais ˜Capitalismo Racial”. Na conversa, o Professor Ruy explora a postura crítica da sociologia em relação ao capitalismo e os resultados do neoliberalismo, abordando as transformações do trabalho desde o século XIX até a atualidade, a fim de que se possa entender o que é o precariado na atualidade. O Professor Ruy também demonstra as razões pelas quais não há capitalismo sem racismo, considerando que o primeiro envolve uma estrutura de dominação e exploração intrinsecamente racializada. A partir do contraste do caso brasileiro com os exemplos norte-americano e sul-africano, o Professor Ruy explica as peculiaridades do capitalismo racial no Brasil e as relações entre racismo e precariado.

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